
A série Paradigmas é um case de sucesso da Tarja Editorial e já está no terceiro volume. Só o Richard Diegues e Deus sabem até onde esta série vai parar. Mas a considerar o ânimo, creio que será longa e bem sucedida.
Recentemente fui premiado num sorteio da comunidade de Fantasia do Orkut com o livro Paradigmas 2. Por conta do sorteio fiquei incumbido de resenhá-lo. Como já disse que não sou resenhista, farei apenas comentários em passant dos contos, todos eles retirados das anotações que faço a lápis no livro imediatamente após a leitura.
Ricardo Edgar, Detetive Particular – Ataíde Tartari
Um conto divertido e despretensioso. Prosa bastante leve e fluída.
O Pequeno Oenteph – Raul Tabajara
Conto interessante. Gostei. Mas se o autor retirasse quase todos os “eu” e “ele” do texto, fluiria bem melhor.
Efeitos Adversos – Flávio Medeiros
Assim, de começo, me lembrou Hulk. Depois referências a Star Trek e homens de preto. Gostei, achei divertido.
A Boa Senhora de Covent Garden – Camila Fernandes
Bom esse conto da Camila. Chapinha no lugar comum sem, entretanto, parecer um repeteco cansativo de outras tramas tão parecidas. Escreve bem, ela.
Fuga – Fernando Trevisan
O conto que mais me surpreendeu até aqui. Muito bom controle narrativo e ritmo ágil. Parabéns ao Fernando. Gostei muito.
O Deus de Muitas Faces – Gabriel Boz
Nada extraordinário, um conto razoável.
Frei François – Ademir Pascale
Um dos contos mais fracos desta coletânea. Histórias de vampiros precisam ser constantemente renovadas, sofrendo releituras ininterruptas para não caírem na vala comum. Este não acrescentou nada ao cansativo universo dos chupadores de sangue.
Abaixo de Nós – Luciana Muniz
Me Jane, you Tarzan.
Outro conto muito fraco. Dois contos fracos seguidos um do outro. Isso me preocupa.
Carta a Monsenhor – Ana Cristina Rodrigues
Bastante assustador esse conto da Ana. Cenário e ambientação excelentes. Narrativa firme. Momentos de tensão bem vívidos. Gostei bastante.
Triângulo em Tempo Rubato e Gota de Sangue – Saint-Clair Stockler
Uma verdadeira obra de arte, embora eu também discuta a cultura impressionante do gato que tenha lido a Bíblia e consiga citá-la na ponta da língua e do focinho. O título é curioso, mas ainda prefiro o anterior: Kandahar.
A Dama e o Cavaleiro – Ricardo Delfin
Não consegui entrar na história senão perto do fim, quando uma conclusão surpresa se avizinhava. Ledo engano. O fim propriamente dito me decepcionou. Não entendi nada. Fiquei boiando. Este é o tipo de conto que precisa vir com um manual de instruções para auxiliar na leitura.
O Fazedor de Terra – Ubiratan Peleteiro
Um conto simpático, mas também demorei pra entrar na história (e a história demorou em se fazer compreender).
Clausura – Richard Diegues
Conto extenso demais. Tem alguns bons momentos de tensão, que não valem, porém, a extenuante leitura. Cortaria, tranqüilo, algumas páginas. A tensão pretendida se dilui ao longo da leitura que parece não acabar nunca.
06/08/2009 às 11:30 |
Tibor, chapinha não, por favor… prefiro baby-liss.
07/08/2009 às 11:22 |
Ora, que culpa tenho eu se o Kandahar é mais culto que a maioria das pessoas? ¬¬
rsrsrs