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Saiu! Saiu! Corre, lá! Brinquedos Mortais na Amazon!

20/06/2012

Depois de um longo e tenebroso inverno, Brinquedos Mortais aporta na Amazon e fica a disposição de quem quer lê-lo prioritariamente em formato digital. O carro abre-alas prepara a vinda do livro em formato impresso, o que deverá ocorrer oportunamente.

Organizada por Saint-Clair Stockler e por mim, reunimos 12 autores que oferecem universos díspares e, ao mesmo tempo, convergentes. Dialogamos com o inusitado, o assustador, o cômico e o repulsivo. Burilamos nossos textos com cuidado cirúrgico; caprichamos na prosa para oferecer a vocês uma excelente literatura de entretenimento.

Ataíde Tartari , Braulio Tavares, Brontops Baruq, Carlos Orsi Martinho, João Marcelo Beraldo, Lucio Manfredi, Nelson de Oliveira, Pedro Vieira, Roberto de Sousa Causo, Saint-Clair Stockler, Sid Castro e Tibor Moricz.

Convidamos vocês a compartilhar essa fascinante e mortal experiência. Além do que, trata-se de uma boa seleção de contos por apenas $9,90 – baratinho, baratinho…

http://www.amazon.com/Brinquedos-Mortais-Portuguese-Edition-ebook/dp/B008CSFWMI/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1340194024&sr=8-1&keywords=brinquedos+mortais

Está esperando o quê? Corre, lá. Compre e depois nos diga o que achou. :)

De Bar em Bar entrevista: Roberto de Sousa Causo

11/03/2010

Denso. Muito denso. A floresta estava fechada como uma teia de infindáveis ramificações. E tão abafada que minha grossa camisa de linho empapou de suor em poucos minutos. Olhei para o relógio quântico, tentando entender o que uma pré-programação que especificava um bar de oficiais num quartel na Oceania tinha a ver com mata, insetos e umidade intensa.

Observei melhor minhas roupas e me vi como um perfeito pé de alface, mas camuflado. Uniforme de milico, coturnos. A fivela do cinto estava suja, riscada e amassada. As calças exibiam alguns amassados. Deitado, as costas apoiadas num tronco caído, meio apodrecido. Um tapete de folhas cobria o chão, em meio a depressões, arbustos, cipós, mosquitos e formigas. Minha bunda estava apoiada numa pedra. Movi os quadris com cautela, procurando uma posição mais confortável.

Estava sozinho.

Olhei o relógio mais uma vez. Era para ter ao lado o entrevistado, e cheguei a pensar que ele estivesse bem longe, na caserna planejada, quando ouvi resmungos não muito distantes.

Ponderei minha situação e o histórico de entrevistas anteriores. Em nenhuma delas as coisas correram normalmente. Essa já havia começado errado e eu torcia muito para que os erros parassem por ali. Virei o corpo devagar procurando fazer o menor barulho possível, e espiei por cima do tronco atrás do qual me escondia. Não vi nada digno de nota. Mas os resmungos se repetiram. Tentei enxergar mais longe, procurando vencer a barreira imposta pela mata fechada, quando fui surpreendido. Do outro lado do tronco, de espessura razoável, ergueu-se uma cabeça. Um par de olhos cujo olhar preocupado chocou-se contra o meu.

Recuperado do susto, me acalmei. Era o Causo.

Contornar o tronco não foi trabalhoso. Nem sei por que eu o fiz rastejando já que poderia me erguer, mas havia uma sensação predominante de perigo. Quando cheguei até ele, vi um rosto cheio de arranhões, uniforme barrento, rasgado e descomposto.

— Sabe quanto tive que rastejar até chegar a esse tronco? — ele me perguntou, com uma irritação genuína na voz.

— Mas chegamos agora mesmo.

— Talvez você! Eu estou aqui há mais de uma hora!

Olhei para o relógio de novo. Se ele continuasse a cometer essas bizarrices, mesmo depois de exaustivamente enviado para conserto, eu teria que abandonar as entrevistas. Perigoso demais para todos.

— Espero que tenha dado tudo certo, nesse tempo — respondi, constrangido.

Foi quando eu o olhei mais detidamente. Além do uniforme em petição de miséria, trazia um fuzil. O mais perturbador foi vê-lo descalço. Os pés imundos e arranhados, as unhas sujas. Pensei em perguntar o porquê, mas temia a resposta.

— Ipanema! — ele disse, num sussurro raivoso.

— Como?

— Ipanema! Nem havaianas eram. I-pa-ne-ma! Você me trouxe para cá, de chinelos! CHI-NE-LOS!

Alguma coisa aclarou em minha memória.

— Você havia me dito, meses atrás, que coturnos lhe causavam frieiras…

Ele não respondeu, limitando-se a me lançar um olhar assassino. Os pés, além de arranhados, exibiam brotoejas inchadas e vermelhas. Picadas de insetos, na certa.

—… Os chinelos estão…

Ele ergueu uma das mãos. Um pé estava com ele. Uma das tiras solta, rasgada. Imaginei que o outro estivesse perdido na floresta.

— E por que rastejou até aqui? Por que não esperou onde estava?

— Por que só tenho cinco cartuchos. Podia ser uma AK105, ou uma FN Scar-L, ou uma FN 2000, armas modernas! Mas você me trouxe para cá com um antiquado mosquefal! E um maldito estilingue!

Ele retirou o estilingue do bolso traseiro e o jogou em cima de mim.

— Com apenas cinco cartuchos não posso enfrentar um contingente de contrabandistas, mercenários, guerrilheiros… Sei lá quem eram os homens que me perseguiram pela mata!

Fiquei calado, olhando para ele. O que diria? Que após um longo período onde o maldito relógio quântico deveria ter sido reparado, nada foi feito de efetivo? Que os perigos enfrentados nas entrevistas anteriores continuavam com a mesma intensidade? Pensei em guerrilheiros armados até os dentes, caminhando pela floresta, talvez longe de nós, talvez próximos. Estremeci.

— Cadê o bar? — perguntou o Causo, cheio de razão.

— Não sei — murmurei, aborrecido.

— Não é “De Bar em Bar”? Cadê a droga do bar? — voltou a perguntar, com evidente inconformismo.

Apertei os botões do relógio tentando abortar a entrevista, mas, claro, não funcionaram. Por que funcionariam?

— Você me disse que não bebe…

— Nem suco de laranja? Nem limonada? Nem água mineral? Não bebo nada?

Ele chacoalhou os pés, tentando afastar uma nuvem de muriçocas que os esvoaçavam. Recostei-me ao seu lado, ombro a ombro. Reclamos em nada adiantariam. Era melhor entrar no assunto. Pigarreei, ajeitei melhor as costas contra o tronco, flexionei as pernas e, observando melhor o estilingue, perguntei:

— Você acha que o mercado de literatura de gênero está amadurecido o bastante para abrigar prêmios literários?

Causo coçou o nariz, aproximou o mosquefal de si, acariciando de leve o ferrolho e fechou os olhos momentaneamente.

— Não é questão de maturidade — começou. — É questão de olhar em volta, enxergar o que há para enxergar, reconhecer o valor que há para se reconhecer. Um prêmio do tipo melhores do ano é como uma grande patrulha de reconhecimento… gera informação essencial para se poder operar no terreno de um teatro de operações. Revela quem está atuando, que indivíduos, que grupos, nesse terreno.

Parou e olhou para o céu entremeado pelas altas ramagens. Franziu o cenho.

— Algum problema? — perguntei.

— Não… Nada. Acho…

Ergueu-se de leve e olhou para o outro lado do tronco. Perscrutou a redondeza. Verificou o fuzil, testando a alça de mira.

— Prêmios assim permitem que a gente se organize e faça planos de atuação. Gera informação. Pode ser que seja uma informação que não bata com a expectativa, mas informação é informação; e informação é essencial. A criação de um prêmio desse tipo já passou da hora.

Abaixou a arma e se agachou, voltando a se esconder atrás do tronco; aproximou os pés e os coçou com vontade. Uma das unhas parecia solta.

— Quando isto acabar e eu voltar pra casa, meus pés continuarão assim?

— Não sei.

— Que droga. Eles parecem dois cancros. A Finisia vai me pôr pra dormir na sala por uns três dias.

— O ritmo de lançamentos mostra um mercado efervescente. Mais quantidade que qualidade? Ou há algum equilíbrio?

— Está com pressa de acabar, hein?

— Você não está?

— Estou, claro. Não enxergo equilíbrio ainda. Mas provavelmente ele nunca houve ou haverá. A Lei de Sturgeon impera na selva: “90% de toda a FC é lixo; mas pensando bem, 90% de tudo é lixo.” O que importa agora é que um número recorde de pequenas editoras está aceitando trabalhos e procurando autores. Dessa ponta do mercado, eu diria que…

O Causo parou de novo. Dessa vez mais atento. Pareceu farejar o ar. Tentei prestar atenção, captar alguma coisa que ele, evidentemente, já vinha captando. Senti uma vibração, suave, melíflua, quase imperceptível. A vida na floresta se calou. Nenhum pio, nenhum chiado, nenhum coaxar ou cantar de cigarras. Silêncio completo. A vibração não mudava de intensidade. Nossos olhares se mantinham voltados para cima. O meu acompanhava o dele e mesmo sem saber o que havia para se ver, esperava por alguma coisa. Logo, as altas árvores da floresta pareceram se vergar, como se alguma coisa muito, muito grande estivesse bem próximo dali e cuja estranha emanação exercesse misterioso poder sobre elas. O Causo ergueu-se um pouco, pondo-se sentado. Ia se levantar quando uma pequena explosão fez voar estilhaços de madeira para todos os lados. Uma segunda e uma terceira vieram em seguida. Uma quarta passou zunindo e foi explodir no tronco de uma figueira, uma dezena de metros à frente. Ele se jogou no chão, assustado. Eu me mantive ali, estilingue firmemente agarrado. Apertando os ponteiros do relógio, sem nenhum resultado.

— Os malditos! — ele vociferou, irritado.

— Eu diria — prosseguiu com a resposta, para minha mais completa surpresa, enquanto empunhava o fuzil — que o mercado está mesmo aquecido. Na ponta do lado do leitor, talvez nem tanto. Mas cada oportunidade conta. Cada autor deve se fazer valer nessa batalha, com trabalhos de qualidade, mais representativos e menos participativos. O combatente tem que durar na ação… Com sorte, alguns sobreviverão para assistir à vitória final, num futuro próximo.

— Futuro próximo? Batalha? Vencedor? Combatente? Deus, você incorporou o espírito do guerreiro exaltado! Socorro!

— Estamos em guerra. Empunhe a sua arma, soldado!

Ergui o estilingue, olhando perplexo para ele. As balas continuavam explodindo contra o tronco e silvando sobre nossas cabeças. Ouvíamos palavras de ordem gritadas nalgum lugar distante. Falavam em espanhol.

— São as FARC! — vociferou Causo, enquanto esperava uma oportunidade para se erguer e dar seu primeiro disparo. — Vamos, faça as outras perguntas. Ou acabou?

Quem tem presença de espírito para fazer perguntas em meio a uma saraivada de balas? Respirei fundo tentando controlar o tremor e a gagueira.

— A discussão mainstream X gênero continua com fôlego. Você acha que existe alguma possibilidade de ambos os gêneros evoluírem um com o outro?

— Esta é a grande questão literária para a FC e a fantasia no século XXI. Incrível que os generais Luiz Bras e Nelson de Oliveira tenham tido tamanha ousadia estratégica neste conflito, mas eles ousaram dizer que o mainstream deveria se aproximar da FC para se renovar e evitar a estagnação nas suas fileiras. Antes disso só se dizia que a FC precisava se aproximar do mainstream para deixar as barricadas do gueto, para amadurecer como literatura. Engraçado é que eu, que fui chamado por muita gente de guardião dos portões do gueto, já fazia incursões fora dos seus muros há algum tempo. Ganhei concursos mainstream como o Festival Universitário de Literatura e o Projeto Nascente, e apareci nas publicações mainstream Cult e Rascunho. Nunca precisei mudar as características da minha ficção para isso. Então essa batalha é complexa e desafiadora, mas a discussão lançada por Bras e Oliveira é mais do que bem-vinda… ela também já passou da hora, mesmo considerando que ter sido lançada por gente do mainstream como eles é absolutamente extraordinário. Mas eu não me surpreenderia se, na aliança entre mainstream e FC, surgisse algo pouco reconhecível pra quem conhece a ficção científica e trabalha com ela há algum tempo. Nessa aliança, o mainstream sempre terá mais poder.

Ele pareceu terminar. Ficou agarrado ao fuzil, olhando para mim. Seu olhar era de uma grande determinação. Vazava deles um ódio genuíno — mas não por mim — que me assustou.

— Eles pararam de atirar. É a nossa oportunidade de mostrar que não estamos indefesos. Se atirarmos juntos e em sucessão, pensarão que somos muitos — explicou. — Terão mais cautela.

Tentei avisar que ele só tinha cinco cartuchos e que eu estava com um estilingue, mas nada parecia demovê-lo da ideia. Posicionou-se de joelhos, em posição de tiro. Procurou por algum movimento que pudesse denunciar nossos inimigos. Instou-me, mais uma vez, a me preparar com a atiradeira. Fiz o que ele falou. De que adiantava qualquer argumentação contrária? Ele queria nos matar. Apalpei o chão atrás de alguma pedra. Peguei uma pesada e roliça. Preta. Coloquei-a a tencionei a borracha cirúrgica ao máximo de sua elasticidade.

— Pronto! — eu disse, apavorado.

— Atire primeiro. Isso poderá denunciá-los. Aí eu atirarei em seguida assim que um deles se mover.

Disparei, vendo a pedra se distanciar num arco preciso. Instantes depois ela se abriu, parou em meio à sua trajetória e se elevou, batendo as asas em ritmo frenético. Ficamos os dois, olhando, pasmos e boquiabertos, o besouro ir ganhando altura.

Uma nova saraivada de disparos foi feita contra nós. O Causo puxou o gatilho do mosquefal. Puro ato reflexo. Disparo sem alvo nem pontaria. Um cartucho perdido. Nos jogamos atrás do tronco. Eu, desesperançoso, ele, furioso.

— Merda! — disse entredentes, enquanto acionava o ferrolho, expulsando o estojo e armando novamente o fuzil.

— Se levar um tiro talvez fique uns seis ou sete dias dormindo no sofá da sala.

— Vão nos pegar — eu disse. Dava pra ouvir claramente os passos apressados que vinham em nossa direção.

— Vão. Mas levo uns comigo, ah, se levo.

Então a vibração aumentou. Foi súbito. Surpreendeu-nos. Uma massa escura e oblonga como um imenso charuto passou sobre as arvores, fazendo-as chacoalhar nervosamente de um lado ao outro. Eu fiquei atônito. O Causo, exultante. O solo tremia. Os homens que corriam em nossa direção pareceram parar e gritavam uns com os outros, alarmados.

— Utopia, distopia… — murmurei. — Quem é você? Um pregador de utopias ou de distopias?

— Chegou a cavalaria, Tibor. Estamos salvos!

— Pois sim.

— Nem distopias nem utopias — ele disse —; não tenho um programa literário que deseje impor a todos. Não sou pregador. Sou um soldado de infantaria tentando sobreviver nesta selva. Há lideranças nesta luta, às quais me oponho. Mas não questiono o direito delas de serem lideranças. Não quero depô-las ou substituí-las. É uma selva de política literária das mais básicas e violentas, e a maioria dos correligionários e soldados em ação nem admite que participa de uma disputa política. São só amigos jogando conversa fora na choperia… Mas na verdade, está em jogo a disputa por vagas na programação das editoras, pelo poder de indicar, incluir e excluir, ditar o que tem ou não valor literário. E frequentemente, usam uma régua muito circunstancial. O que fala mais alto com eles é o poder de agregar ou ostracizar. Por isso vêm dizer que você violou o regulamento disciplinar, ao mencionar aquele-que-não-deve-ser-mencionado. Gente que há dez anos dizia que fandom é pura bobagem hoje luta para criar seu feudo dentro dele. Eu me contento em fazer a minha oposição solitária, esperando que um ou outro se dê conta desse estado de coisas, e se posicione com alguma consciência do que está fazendo. Nesta guerra, eu sou só um franco-atirador.

Os gritos ao longe eram de terror. “Madre de Dios”, berrou alguém, antes de soltar um urro gutural. Agarrei o fuzil das mãos do Causo, pronto, pela primeira vez, ao combate. Alguma coisa muito ruim vinha em nossa direção.

— Não! — disse-me ele. — Neste caso específico, utopia, Tibor.

— De jeito nenhum — contrapus. — Distopia.

— Primeiro contato. Raça alienígena. Utopia!

— Primeiro contato. Raça alienígena! Distopia!

Íamos nos digladiando, o fuzil indo de uma mão para outra, quando um monte de visco mal cheiroso caiu sobre nós. Olhamos para cima e demos de cara com uma coisa grande e estranha, cheia de tentáculos, protuberâncias palpitantes e concavidades de onde exsudava uma gosma pestilenta. O Causo largou o fuzil em minhas mãos, ergueu-se num salto jogando o chinelo para o lado e pôs-se a correr, gritando “distopia” a plenos pulmões.

Os botões do relógio só foram destravar quando nos dois já estávamos enrodilhados por aqueles tentáculos, prestes a virar patê de carne e ossos.

Até agora o Causo não me disse se os pés estão bem ou não, nem se teve que passar uma noite que seja dormindo na sala. Não responde meus emails e, segundo amigos comuns, não quer ver minha cara nem pintada de ouro. Esse meu relógio quântico ainda vai me colocar em muito maus lençóis.

Roberto de Sousa Causo é escritor. Autor de A corrida do rinoceronte e Anjo de dor.

Brinquedos Mortais encerra fase de submissão.

01/03/2010

Agora é oficial.

O prazo de submissão para os candidatos às quatro vagas restantes da coletânea Brinquedos Mortais se encerrou ontem à meia-noite. Nos últimos três dias chegaram bastantes contos, comprovando, afinal, que o brasileiro gosta mesmo é de deixar tudo para a última hora.

Existem, já, dois contos selecionados. Os outros dois deverão ser escolhidos nos próximos dias. Se, contudo, dos contos em mãos, uma ou as duas vagas restantes não forem preenchidas, não nos acanharemos em convidar autores não participantes (nem através de convite, nem através de submissão) na tentativa de preenchê-las.

Nem passa pela nossa cabeça estender o prazo de submissão, dando novas chances a novos candidatos.

Agradecemos a todos que exercitaram sua narrativa e nos mandaram seus trabalhos.

Recebemos de alguns a solicitação de uma leitura crítica, avaliativa, de seus contos. Não faremos isso. Demandaria um tempo de que não dispomos, assoberbados por compromissos pessoais, além dos assumidos com essa coletânea.

Brinquedos Mortais segue seu curso.


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