Resenhista, eu? De jeito nenhum.

Recebi ontem pela manhã (dia 23) o Portal Stalker, terceiro número do projeto tocado pelo Nelson de Oliveira e que prevê a existência de seis números com peridiocidade semestral. As anteriores foram Solaris e Neuromancer.

Este que tenho em mãos tem contos de Brontops (isso é nome?), Ivan Hegenberg, Luiz Bras, Marco Antonio de Araújo Bueno, Maria Helena Bandeira, Mayrant Gallo, Roberto de Sousa Causo, Rodrigo Novaes de Almeida, Sérgio Tavares e Tiago Araújo.

Comecei a ler, claro.

Vocês devem, então, estar se perguntando o que tem a ver o título dessa postagem.

Ultimamente tem ocorrido uma explosão de resenhistas dentro do fandom. Todo mundo virou resenhista. É resenha pra todos os gostos, por unidade ou pela dúzia. E a grande maioria é tão profunda quanto uma poça d’água.

Então, já aviso: não sou resenhista. Não quero ser resenhista. Jamais serei resenhista.

Mas isso não significa que não possa ler e emitir minhas opiniões sobre cada conto. Dizer se gostei ou não… Não custa nada. No máximo, assim, por mera deliberalidade, me estender mais um pouco neste ou naquele.

Então, já sabem: resenhas, não faço.

Entendam meus comentários futuros como pensamentos em voz alta.

E olhe lá.

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5 Respostas to “Resenhista, eu? De jeito nenhum.”

  1. Ricardo França Says:

    Oba, Tibor, pela primeira vez no teu blog, me deu vontade de comentar este tópico. Como vc deve ter visto coloquei uma resenha na comunidade de FC quanto ao lançamento do Steampunk da Tarja (dever de ofício por ter ganho no sorteio no início mas uma interessante experiência no fim). Nunca resenhei antes e espero não ter que fazer muito isto, pois sempre acho melhor recomendar que analisar coisas sem conhecimento de causa.

    Minha opinião já mais consolidada “post facto” é que primeiramente resenha não é crítica, e portanto o resenhista não tem de ser especialista na matéria. Na verdade também acho difícil sair do opinativo neste aspecto. O risco de colocar só expressões internas das impressões externas pode ser o de induzir o leitor a uma posição preconceituosa (ou pior, “spoilerizar”) arruinando um aspecto da experiência de leitura. Depois acho que a resenha é mais pro leitor que pro autor da obra (enquanto que a crítica me parece o contrário).

  2. Tibor Moricz Says:

    Ricardo, tenho para mim que o resenhista escreve para os outros e não para si. Um apanhado geral da obra, nem sempre honesto. Quanto a ser especialista na matéria, discuto o conceito. Somos, antes de tudo, leitores. Nesta qualidade temos condição plena de dizer se gostamos ou não de uma leitura (desde que sejamos público daquilo que nos sujeitamos a ler, claro, mas sem que isso implique em qualquer tipo de especialização).

  3. Mila Says:

    Tibor, tava de blogue novo e nem avisou, rapá? “Teje” linkado!
    Olha, acredito que há uma distância imensa entre resenhistas profissionais, que destrincham não só um livro de um autor como traçam comparações com toda a sua obra, e resenhistas de ocasião que emitem opiniões despretensiosas sobre uma obra. Acabo de me tornar uma resenhista desse tipo. Coloquei 9 resenhas em meu blogue ontem. Da mesma forma que gosto de receber dicas de livros e por que deveria lê-los ou não, não vejo por que não poderia também fornecê-las. Escrever resenhas de maneira despojada é um ótimo exercício para qualquer escritor – do poder de síntese e do poder de crítica. Portanto, bem-vindo ao mundo dos resenhistas. 😉

    • Tibor Moricz Says:

      Oi Mila…:)
      Minhas “resenhas” são também despretensiosas, embora pretendam aclarar minha opinião mais sincera a respeito do que venho lendo. Isso não significa que devam tomá-la ao pé da letra e condenar ou aceitar essa ou aquela obra tendo-a como base. Que cada uma faça sua própria leitura e tire suas próprias conclusões. Obrigado por me linkar!!

      • Camila Fernandes Says:

        Tibor, pra mim isso é que é um “resenhista de ocasião”: alguém que de forma despreocupada escreve análises dos textos que leu, indicando-os ou não para leitura, mas sabe que não é nenhum formador de opinião. É como rabiscar e publicar seus esboços num blogue sem a pretensão de ser um ilustrador profissional (que não é meu caso, já que trabalho com desenho e sou pretensiosa pacas, ahahahah). Divirta-se, man. 😉

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