A FC muda a sua cara.

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Volta e meia retorna à discussão a decisão editorial da Aleph no sentido de trabalhar livros de ficção científica com capas que alguns chamam de anódinas, mas cujo intuito é não escancarar o gênero.

Eu, particularmente, apóio essa decisão.

Quantos leitores estão suficientemente ambientados ao tema, que quando estiverem diante de uma capa mostrando naves espaciais, corpos celestes ou alienígenas ameaçadores vão correr a pegar o livro, num frisson, ansiosos pela história?

Uma meia dúzia? Um dúzia, vá lá.

O que quero dizer é que o mercado de FC no Brasil está limitado ao fandom. Que sejam algumas centenas, trata-se de número irrisório para que qualquer editora baseie nele todo seu planejamento de vendas. Sem contar o já conhecido preconceito ao gênero vindo do público, devemos somar o preconceito que vem dos responsáveis pelas compras nas livrarias (que, afinal, são pessoas como outras quaisquer).

Não é missão das editoras satisfazer guetos e sim vender literatura.

Mascarar capas é um recurso bastante inteligente de fazer o leitor comum levar aos olhos um livro cujo tema seria descartado num primeiro momento. É possível vender um produto sem falsear o conteúdo e sem, contudo, escancarar o gênero. Assim, não é incomum ver pessoas lendo ficção científica em livros cujas capas são ambíguas e cujas mensagens, tanto nas orelhas quanto nas quartas capas, mais ocultam que revelam – sem perder a tônica do tema.

São estratégias válidas e a meu ver acabam contribuindo para um bem maior: Levar a FC para uma quantidade de leitores que ultrapassa em muito os que compõem o fandom.

Concordo que para os leitores antigos e arraigados do gênero, se deparar com capas que consideram anódinas deve ser frustrante. Mas as editoras publicam para ganhar dinheiro. É uma atividade com fins lucrativos.

O novo público formado a partir de estratégias de marketing diferenciadas acabará se identificando com o gênero, gostará do que lê, formará uma nova massa crítica de leitores e, quiçá, escritores, que substituirão os velhos dinossauros e suas perspectivas ultrapassadas.

E aí, quem sabe, amanhã ou depois, as capas com temática explicitada voltem a decorar vivamente as prateleiras das livrarias.

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30 Respostas to “A FC muda a sua cara.”

  1. Samir Says:

    Creio que seja uma tendência mais estética do que de mercado. Olha essa coleção de space ópera, por exemplo (http://www.faceoutbooks.com/#40952) ou essa de “novos clássicos” de FC (http://www.faceoutbooks.com/#11813) – não há nada de anódino na abstração, pelo contrário, ela são uma evolução em termos estéticos.
    Menos é mais, e o caráter simbólico de um ícone diz muito mais do que uma explosão over de cores e efeitos new age de “brilho na lente” do photoshop, que caíram de moda no final dos anos noventa.
    No mais, a linha que separa o brega do kitsch, mais do que entrar no campo do bom-gosto (um valor subjetivo, e aí não adianta argumentação) vai de acordo com a intenção do projeto de incorporar estéticas antigas (e essa bagagem histórica é o que torna o outrora brega em kitsch). Mas quando sai mal-feito é só brega mesmo.

    • Tibor Moricz Says:

      Belíssima capas, Samir. Admiro muito essa modernização.

      • Saint-Clair Stockler Says:

        São magníficas, essas capas! Fiquei aqui de boca aberta, babando. Mas acho que estão a anos-luz de uma editora brasileira. Editor nenhum daqui teria coragem de fazer uma capa como a de Rendez-vous with Rama ou Evolution pra uma obra de ficção científica brasileira…

        Se a Aleph, fazendo como faz, já está levando bordoada de (quase) tudo quanto é lado, imagina se “radicalizassem” assim! rsrsrsrs

    • Huguinho Says:

      Adorei as capas! Muito boas!

  2. Saint-Clair Stockler Says:

    Eu gosto bastante das capas da Aleph (mais do que das capas da Devir). Acho que eles estão de parabéns. A capa do Snow Crash é uma das melhores que já vi uma editora nacional fazer pra um livro de ficção científica. Até textura ela tem!

    Além de ser uma escolha inteligente, como você diz, esteticamente são belas capas. A capa de A mão esquerda da escuridão é belíssima, as da Trilogia da Fundação idem.

  3. Marcelo Augusto Galvão Says:

    Espero que as capas com temática explicitada nunca retornem.

  4. Félix Maranganha Says:

    Acredito que o preconceito do gênero não venha necessariamente do público “nerd” que compre esses livros, mas da própria academia, que a considera gênero de segundo escalão.
    A mudança de atitude por parte das editoras talvez venha a acabar com essa visão.

    • Saint-Clair Stockler Says:

      Concordo inteiramente. Ainda bem que lentamente – muuuuito lentamente – a Academia está se renovando e pessoas com cabeças mais abertas estão chegando. No Instituto de Letras da Uerj, por exemplo, temos dois professores que são inteiramente abertos à ficção de gênero: Gustavo Bernardo e Flávio Carneiro. E temos também um professor que pesquisa o fantástico (que ele prefere chamar de “insólito”): Flávio García. Os 3 não são exatamente “jovens professores”, mas são professores que dão abertura para que pessoas como eu – que se recusam terminantemente a pesquisar Clarice Lispector, Machado de Assis ou Guimarães Rosa (que são maravilhosos, mas são pesquisados por deus e todo mundo já) – possam pesquisar a dita “literatura de gênero”.

  5. Marina Says:

    Adorei o post, e realmente, eu jamais compraria um livro com aqueles aliens na capa. E nem faria uma assim. Mas foi bom, então, ver do que se tratam aquelas belíssimas capas que ajudam a vender.

  6. Ana Lúcia Merege Says:

    Aliens na capa são o equivalente às capas de Fantasia estilo Boris Vallejo. Podem ser bonitas, mas são meio delimitadoras do tema, que nem sempre é tão específico.

    Pessoalmente gosto de capas mais figurativas, não curto muito as abstratas – mas numa antologia variada, por exemplo, com fantasia e FC, elas podem ser a melhor saída.

  7. Cirilo S. Lemos Says:

    Ótimas capas, e compartilho da opinião de que aquelas capas escandalosas não voltem.

  8. Antonio Luiz Says:

    Discordo, Tibor. Acho que a capa deve ser, sim, explícita quanto ao conteúdo, principalmente num gênero que é pouco conhecido e tem pouca presença nas livrarias.

    Pessoalmente, acho que a capa de A Mão Esquerda da Escuridão pode ser bonita para se ter em casa, mas é um desastre ferroviário em termos de chamar a atenção numa estante de livraria. Nem o livreiro vai se lembrar de que tem isso. Só mesmo quem já sabe do que se trata e sabe que foi republicado vai procurá-la.

    Claro que nem Valis, nem Count Zero têm que ter aliens e naves espaciais na capa, pois não os têm no conteúdo. Mas quando se tratar de publicar uma space opera (como, digamos, a trilogia do Calife), a editora deveria fingir que é um romance psicológico? Absurdo.

    As capas da FaceOut Books estão endereçadas a outro ambiente que não o nosso. Nesse ambiente, o mercado de FC é amplo e segmentado, as pessoas sabem do que se trata e já ouviram falar desses livros há muito tempo, não precisam ser atraídos pela capa. Trata-se, além disso, de uma coleção diferenciada de clássicos, destinada a um segmento de público de FC que se orgulha de ser colecionador do gênero e quer mostrá-lo às visitas como algo esteticamente sofisticado, de bom gosto, que dá classe à estante. O leitor maduro, que já passou da fase de livro de bolso descartável ou emprestado dos amigos. Os mesmos livros, publicados , em baratas edições de bolso com capas apelativas, certamente vendem muito mais.

    Aqui o problema é outro. A FC ficou décadas fora das livrarias. É preciso chamar a atenção do público para que o gênero está de volta – não o do fandom, que só fala e não compra nada, mas o do curioso que anda pelas livrarias e compra livros não para enfeitar estante, mas para satisfazer sua curiosidade por algo diferente da literatura convencional. E não adianta querer empurrar FC para quem não gosta dela por princípio: não vai comprar só porque a capa é bonita.

    Claro que esse é só um palpite, mas acho que, “ceteris paribus” as capas “explícitas” da Devir (por mais que as anteriores à do Calife exagerem no kitsch) ajudam mais a vender e a abrir espaço nas livrarias do que as “enrustidas” da Aleph. Na minha opinião, estas só vendem para quem já soube do lançamento e o procura conscientemente. Mas eu gostaria de ouvir a opinião de um livreiro como o Claudio Villa, que provavelmente tem mais experiência de campo.

    • Tibor Moricz Says:

      Concordo com relação à capa de A mão esquerda da escuridão, que não gostei. Mas isso não invalida a teoria de que capas menos escandalosas são mais atraentes que as explicitas demais. Mas a opinião do Villa seria, mesmo, bastante interessante. De qualquer forma, esse assunto é bastante polêmico e invariavelmente vai atrair as mais diversas opiniões, sem que possamos saber, de fato, quem está certo (uma boa maneira seria comparar número de vendas de editoras que trabalhassem com políticas de capas opostas – se bem que aí teríamos ainda outras variáveis).

      • Saint-Clair Stockler Says:

        Disconcordo de vocês dois e os desafio para um duelo de espadas (ou garruchas) ao cair da tarde – e sem a presença de naves espaciais!

        rsrsrsrrsrsrs

  9. Samir Says:

    Por mais que eu defenda o quanto uma boa capa possa ajudar a projetar um livro, não creio qeu seja algo que impacte em vendas.

    A função da capa é fazer o leitor se interessar em pegar o livro na mão. Se ela tiver sucesso, ele irá olhar a contracapa. Se a contracapa tiver sucesso, ele vai olhar as orelhas do livro. Se ele gostar do que viu (ou se for com a cara do autor, sabe-se lá), daí é outra história. A capa é uma embalagem, nesse aspecto, e tanto melhor que seja uma embalagem bonita (e por bonita, vamos entender por “ao gosto do leitor potencial daquele livro”, já que entrar em discussão de gosto é tentar fazer furo na àgua).

    Agora, façamos um exercício especulativo: se os livros de romance para solteironas (Bianca, Júlia, Sabrina) mudassem suas capas ultracoloridas de casais abraçados ao pôr-do-sol numa praia paradisíaca (ou mansão yuppie), o quanto isso impactaria na recepção do público cativo dessas publicações?

    Nisso concordo com o Antônio Luiz, aquelas capas americanas que citei como exemplo talvez sejam um exemplo muito específico.

    • Tibor Moricz Says:

      Quando eu digo que capas “vendem”, é exatamente no sentido de que fazem as pessoas se aproximarem, pegarem, avaliarem. Capas escandalosamente ligados à FC só vão atrair o leitor do gênero. Dar uma disfarçada ajuda a atrair
      leitores desavisados.

  10. Delfin Says:

    Bom, adoro essa discussão, porque estou no meio dela. A linha de capas de FC da Aleph já era assim quando cheguei. Adicionei uma pimenta a mais: nomes de livros podem, sim, ser traduzidos quando necessário.

    Nevasca/Snow Crash é o parâmetro. O livro teve inclusive resenha grande no caderno Ilustrada na Folha, que costuma relegar a FC a pequenas notas. Por que isso? Porque se limitar ao fandom é limitador e emburrecedor. O grande público merece ter acesso aos grandes livros de FC. Eu preciso colocar um alien, uma nave, um estupor tecnológico na capa? É muito claro que não. Isso é apenas um dogma, que construiu a SCI-FI americana quando existiam revistas excelentes com capas completamente pulp, destinadas a outro momento editorial.

    É público que não gosto das capas dos livros de FC da Devir, não por conterem esses elementos, mas por não acrescentarem nada ao discurso, apenas repetirem uma estética que, no Brasil, nunca foi regra. Lembrem das capas da GRD e de seu apelo diferenciado (lembro da capa de Os Mutantes, de John Wyndham, que é muito vanguardista pra época).

    Acho que as capas ajudam o livro a encontrar um público que não precisa ser restrito aos apenas fãs. Eu fui num evento que o Horácio Corral organizou ano passado, muitos devem lembrar. Uma coisa que vi acontecer nesse evento, e que acontece muito em eventos de FC (no mundo afora, não é exclusividade do Brasil o que acontece), foi perceber leigos interessados, pois sempre aparecem alguns, serem simplesmente excluídos das conversas por serem newbies e, por isso, não merecerem estar ali naquela roda.

    As capas e a postura editorial da Aleph, em minha opinião, vão frontalmente contra essa visão. Querem fazer com que o leitor comum perceba que há literatura ali. Que não é perda de tempo. Que ler FC não vai emburrecê-lo, como se apregoou no Brasil nos anos 50 e 60. Para isso, se valem da arma que o mercado editorial nacional já se vale há alguns anos para divulgar eficientemente outro nicho, a literatura policial: capas relativas ao livro, mas bonitas, com apuro técnico e gráfico, que reflitam nuances do livro. Basta comparar, pra falar de policiais, as capas antigas e novas de livros da Patricia Highsmith.

    Como disse, não tenho nada contra naves. As capas da Fundação têm naves. Mas as capas dizem alguma coisa. Buscam dar elementos que instiguem o leitor. Não são naves que estão lá apenas por estar, como em 99% dos casos. Há em cada capa da Aleph uma ideia. E, como os livros estão vendendo, e bem, acho que há um grande acerto nessa postura.

    Ah, em tempo, uma historinha rápida, que pode ser transposta pra FC, basta pensarem.

    Na Itália, o gibi de maior venda por décadas foi o inabalável Tex. A série construiu um universo de fãs no mundo todo, que debatem à exaustão os faroestes que envolvem a família Willer (que tem em Tex seu maior bastião). Mas, há dez anos, a Bonelli percebeu que as vendas começaram a cair. Lentamente. Perceberam, tarde demais, que os fãs não se renovavam. Ao atender o séquito formado por décadas, não perceberam que estavam afastando, desde a década de 80, os novos leitores. E os antigos, que sustentam as vendas (ainda boas), não admitem mudanças. Pois, se mudar, não é Tex. As vendas não sobem. Circula no meio editorial italiano a máxima de que, quando as vendas do Tex caem, é porque mais um fã morreu. Tudo isso por cair na armadilha da estabilidade: se temos fãs, leitores, que compram, por que precisamos renovar a imagem do caubói? Mas, agora, parece tarde demais para Tex, que perde terreno para outros tipos de heróis, para quadrinhos infantis e, principalmente, para mangás, que falam com o público que eles resolveram ignorar.

    Pensem nisso.

  11. Antonio Luiz Says:

    Não acho que Tex tenha a ver com o assunto. Tex é um herói específico em um cenário específico. Não tem por que durar para sempre – assim como uma série como Star Wars ou Star Trek também não precisa durar para sempre.

    Se o conceito se esgotou, tornou-se anacrônico e outras coisas parecem mais interessantes, por que não pôr um ponto final e tentar uma ideia nova, como os mangás sempre fizeram? Nos quadrinhos e animações dos EUA existe a preocupação de manter a série ou o personagem vivo a qualquer custo, transformando-o completamente e instalando coração-pulmão artificial se for preciso, por causa das franquias e patentes ligadas à marca, os bonequinhos etc. E também pelo risco envolvido em todo novo lançamento, que se não der certo pode encerrar algumas carreiras, porque envolve um investimento enorme. Fora disso, é bobagem. Mais vale encerrar a série dignamente e começar outra.

    A FC é um gênero que renova temas, cenários, linguagens e personagens continuamente, até porque surgem sempre novos autores com novas ideias. Não é preciso que os editores digam aos autores o que fazer. Trata-se aqui apenas de como as capas podem ajudar a vender e até que ponto devem expressar o que os livros contém.

    • Delfin Says:

      Tex é um gênero na Itália, mais que um personagem, e está virando o túmulo do faroeste. Os fãs fazem pressão pra que não termine, e ainda vende bem, mas muito menos do que antes, e cada vez menos. Renovar significa arriscar perder o público e, como não foi feito a tempo, não conquistar novos. É mais do que uma metáfora do que uma visão pétrea editorial sobre um gênero pode fazer, é uma lição. Que pode ser apre(e)ndida ou não. É só isso o que eu penso.

  12. Thiago Cabello Says:

    Eu gosto muito das capas da Aleph, das Devir, só salva “O Cheiro do Ralo”.

    O problema, na minha opinião, é que uma capa esdrúxula pode queimar um bom livro. Concordo com o Samir qdo ele fala que uma boa capa não vende um livro por si só, mas o contrário pode acontecer e acredito que aconteça muito.

  13. Erick Santos Says:

    Acredito que uma capa deve ser clara sobre o que se pretende. Nisso não tenho dúvidas. Não sei se as renovações sobre autores já consagrados como Patricia Highsmith e os lindíssimos livros da FaceOut se aplicam como capas vendedoras. Já foi dito acima, mas lembremos que são autores já consagrados. E para os novos autores? E os autores nacionais? Esses precisam assumir suas posições, seus temas e sua literatura, não se esconder com uma roupagem esteticamente agradável para convencer a academia ou pseudo intelectuais. Ou alguém aqui realmente acredita que as capas do Saramago da Cia. das Letras falam alguma coisa sobre o livro? Não falam, falam sobre um conceito, longe de ser palpálve, aos passantes. É uma capa de um artista de prestígio para leitores que consomem essa literatura de prestígio — sem entrar no ponto se é bom ou ruim.

  14. Erick Santos Says:

    Aliás, lembrei das capas da Martins Fontes da edição de Senhor dos Anéis que comprei em 1996. Não diziam nada sobre o livro. O de Sociedade do Anel é o Gandalf, legal. O de As duas torres é um borrão de bico de pena, pequena, na capa. E em Retorno do Rei? É o Aragorn? Quem é aquele? De que exército que é? De Gondor ou Rohan? A capa com os personagens do filme a partir de 2001 e as mais recentes, com as lindas paisagens da Terra Média, são muito melhores, na minha opinião, do que as minimalistas dos anos 90. Apesar que o projeto gráfico, mais espaçado, mesmo com o dobro de páginas, ser muito mais agradável para leitura que o atual. Enfim, são posições e posições.

  15. Delfin Says:

    Ayayayayay.
    Oi, BK. Demorou pra você aparecer por aqui 🙂
    E você disse algo diferente do que eu falei sobre o Tex? Se ele se paga, ele vende bem. E a curva é essa mesmo.
    E você tem razão sobre se discutir além do projeto gráfico. Acho que isso dá um outro tópico pro Tibor. Mas ainda bem que há uma voz pra achar que capa não vende ou que é mimimi. Os designers da Penguin, da Faber & Faber, o Victor Burton, Warrak/Loureiro, iriam adorar essa conversa 🙂

  16. Delfin Says:

    Isso pode ser bem insconsciente, BK. Na hora de comprar, se o leitor desconhece o livro, a capa é o único argumento de venda. E, nesse sentido, o trabalho do designer é fundamental. Ele vai comprar o livro que lhe for vendido como contenedor de conteúdo. E só quem pode informar esse conteúdo é uma capa. Como existe rejeição (que vem da década de 1950 e é infelizmente alimentada por críticos, autores ‘sérios’ e por apresentadores de talk shows, pra ficar nesses) pelo gênero, é dever de quem edita desfazer esse preconceito com novos paradigmas. Por isso sigo defendendo a linha adotada pela Aleph, bem como a linha de futuros clássicos da Gollancz e outras, que trazem a FC para perto do leitor comum e ampliam a possibilidade de angariar público e aumentar as vendas.

  17. Erick Santos Says:

    Hahaha, o melhor foi ver o BK por aqui.

  18. Flávio Medeiros Says:

    Só pensando: tem como se chutar alguém de um blog, como se faz nas comunidades do Orkut? É que conheço pouco isso daqui…rs*

  19. Delfin Says:

    Vou me abster mesmo de qualquer outro comentário. Ao descambar de argumentos para ofensas pessoais e ironias pouco finas, os outros frequentadores deste blog certamente vão saber detectar as razões e a quem pertencem.

    Mas queria esclarecer que não recebi ninguém na sala de reuniões da editora na Bienal como cortesia pessoal. Todas as reuniões, agendadas ou de ocasião (caso da que tive com o BK, que nem conhecia pessoalmente), foram estritamente profissionais. À época, ele me apresentou projetos profissionais, inclusive envolvendo quadrinhos, e me deixou uma cópia de seu livro, Mundos Sem Sol, publicado pela ComArte. Foi muito mais cortês e interessado do que aqui. Apesar de não serem linhas editoriais com as quais a Aleph fosse trabalhar no momento, analisei os projetos. Não houve interesse no projeto. E foi apenas isso.

    Mas é inverdade que não te dei bola. Muito pelo contrário. Tanto que, além de conversar atenta e seriamente contigo, também li o seu livro. A história do vampiro policial e da bela androide tem algo de envolvente, apesar de eu achar o final apressado e a história pouco bem resolvida. E tem aquela tiradinha com o Lobo Solitário. É um livro de estreia. Melhor que alguns que já li, e não foram poucos, mas longe de ser um livro 100%.

    Mas que bom que está em outra editora. Lá, será possível que você comprove as teorias editoriais que você apresenta. Mesmo sendo o seu livro de estreia um pocket (menor em dimensões que um livro de qualquer editora de pockets) de R$ 25,00.

    Nada mais merece resposta.

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