Mulato, pobre, gago e epiléptico. Mesmo assim, nosso melhor escritor.

Machado de Assis também era funcionário público. Só faltava ser veado, corintiano e argentino para a desgraça ser completa (rsrs). Mesmo assim foi o maior escritor brasileiro de todos os tempos. Nos serve de lição. Não devemos desistir. Nunca. mesmo que as circunstâncias sejam completamente adversas às nossas ambições.

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16 Respostas to “Mulato, pobre, gago e epiléptico. Mesmo assim, nosso melhor escritor.”

  1. horaciocorral Says:

    Um par de informações relevantes para sua análise, Tibor. Já fui, de acordo com um amigo paulista, xenófobo e palmeirense, a escória deste planeta, ou seja, era caríoca, corinthiano e argentino, pois meu RG constava minha naturalidade erroneamente como Rio de Janeiro, minha primeira namorada, e família, torciam para o timão e eu acompanhava o time por simpatia, e razões político-amorosas, e sou natural de Buenos Aires.

    Enfim, questões geopolíticas-esportivas a parte, um dado importante referente ao seu post é que na Argentina o Machado de Assis é ignorado e desconhecido. Eles consideram autores importantes da língua portuguesa: Jorge Amado, Vinícius de Moraes e José de Saramago, e só. O resto é desconhecido ou ignorado. Parece incrível mas é verdade.

    Machado de Assis tem valor para os brasileiros e alguns países de língua portuguesa mas os filólogos estrangeiros fazem pouco caso dele, é uma pena, porque considero que seja um dos mais brilhantes prosistas da língua portuguesa.

    Obs. Nunca fui veado… rs

  2. Tibor Moricz Says:

    Se já é corintiano por questões político-amorosas e – argh – argentino, sempre há tempo de ser veado…rs

  3. Antonio Luiz Says:

    Pode ser que os argentinos não gostem de Machado de Assis, mas os gringos gostam. A maioria dos livros dele foi traduzida em inglês – e quem começou com a história de que a traição de Capitu podia ser fantasia de Bentinho foi justamente uma crítica literária estadunidense: Helen Caldwell. Antes não havia ocorrido a ninguém que Bentinho manipula o leitor e não é digno de confiança…

    Harold Bloom, o mais badalado dos críticos dos EUA, incluiu Machado entre os 100 maiores escritores de todos os tempos, como o único brasileiro de sua lista (também constam os portugueses Camões, Fernando Pessoa e Eça de Queirós).

  4. Ricardo Michilizzi Says:

    Apelou hein Tibor! haha
    É verdade que Machado de Assis nos desperta perseverança, mas chegar a falar que só faltou ele ser corintiano (e faltou mesmo), argentino e veado (principalmente este último) é uma pura sacanagem com são paulinos!

    • Tibor Moricz Says:

      Hmmmm… desconfio que você é Corintiano, Ricardo. Agora só falta ser veado e argentino (epiléptico não é e Machado de Assis jamais será – seremos). Deixe os São Paulinos fora disso. São gente muito boa…rs

  5. Ricardo Michilizzi Says:

    A mim não falta nada, Tibor. Já tenho demasiados problemas (apesar disso, estou longe de ser um Machado de Assis)…

  6. Cássio Says:

    “Mulato, pobre, gago e epiléptico. Mesmo assim, nosso melhor escritor.”
    Incrível a BURRICE de colocar um título tão cheio de preconceitos, para não falar o pior. Sinto muito e pela parte do MULATO em que grau isso poderia desqualificá-lo como escritor?

    • Tibor Moricz Says:

      Querido Cássio, vejo que é uma pessoa incapaz de detectar ironias quando as vê. No Brasil, qualquer um com apenas uma única das qualidades citadas no título dessa postagem já seria relegado ao ostracismo, vítima de atrozes preconceitos. Incrível como Machado de Assis, reunindo todas as quatro, tenha se transformado no nosso mais respeitado escritor, vencendo todos os preconceitos que sofreu. Um verdadeiro exemplo de persistência, além do talento. O que houve no título, foi uma ironia. I-ro-ni-a… soletro para melhor compreender. Mas se quiser, posso desenhar também.

  7. Cássio Says:

    Usar a ironia como instrumento de retórica é algo que sim, ao contrário do que o senhor com toda sua sabedoria (ironia) pode pensar, pode ser interessante.Ironias deste tipo, nada inteligentes, é que perpetuam uma situação de racismo velado que coloca o mestiço brasileiro como cidadão de segunda categoria.Bem, mas é isso mesmo, assim como eu, segundo o que vc afirma, muita gente não aprecia este tipo de ironia. Porque toca em questões e feridas abertas. O senhor (ironia) usou um subterfugio fragil para mentes frageis que querem parecer mais inteligentes.Sinto muito, sinto pena, entretanto estimo dias melhores (ironia).

    • Tibor Moricz Says:

      Lamento que você não goste desse tipo de ironia, Cássio. Infelizmente nada posso fazer a respeito.
      A bem dizer, estou cagando e andando para o que pensa (sem nenhuma ironia).
      Ou talvez seja mulato e por isso tanto mal humor. Mas, acredite, ligo a mínima para a cor da sua pele,
      seja ela branca, negra, amarela ou furta cor.

  8. Cássio Says:

    Ahhh!!Mais uma coisa, pode desenhar sim. Tenho certeza que deves desenhar tão bem quanto escreves (ironia) Abraço.

    • Tibor Moricz Says:

      Vou desenhar, sim. Estou cheio de certeza de que é incapaz de distinguir uma ironia quando a vê.
      O seu uso dela, por exemplo, é risível.

  9. NORMAMONTEIRO Says:

    ELE QUE ERA TUDO , O QUE DISSE CONSEGUIU SER EXCELENTE ESCRITOR , E PALA PARTE QUE ME TOCA , O QUE FEZ VOCE, NÃO EPILÉPTICO , POIS EU SOU , TAMBEM FUNCIONÁRIA PÚBLICA , ESTUDEI , NO COLÉGIO ONDE NOSSA PRESIDENTA ESTUDOU, OCUPO CARGO FEDERAL , E MAIS UMA VEZ, O QUE FAZ VOCÊ, MEU CARO , OU MELHOR BARATOOOOOOOO.

    • Tibor Moricz Says:

      Norma, não entendi nada do que você falou. Mas obrigado assim mesmo pela sua participação. 🙂

  10. norma Says:

    Não, entendeu\? tibor, , falo , portanto , novamente, me pareceu , que , o estava , em questão era , epilepsia, mulato ,gago e pobre, quis dizer , que vencí também , tantos obstáculos , por ser epiléptica, e quando leio algo relacionado ao assunto , me dá vontade de fazer entenderam , o quanto , são estigmatizados pessoas assim , não merecem mais nenhuma crítica,

    • Tibor Moricz Says:

      Agora entendi, Norma. 🙂
      Parabéns pela sua luta diária e pelas vitórias que lhe são constantes. Limitações físicas não são sinônimos de fracasso ou de incapacidade. Boa sorte!

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