Panelas e panelinhas no fandom (e fora dele).

panelas

O fandom está cheio panelas de todos os tipos, caçarolas, das grandes e das pequenas. Encontram-se por aí, tropeçamos nelas toda hora, em todos os lugares, em todos os meios, em todos os ramos.

Eu chegaria a dizer que o mundo é feito de panelas. Elas blindam grupos, grupinhos e grupelhos.

Elas às vezes irritam. Às vezes divertem. Algumas são breves e se formam e se diluem em breves espaços de tempo, outras são perenes, sobrevivendo às intempéries.

Mas a formação de panelas (grupos fechados em torno de um ideal, em torno de uma filosofia, por amizade, por conveniências mil) não é necessariamente uma coisa tão ruim como fazem parecer certas conotações negativas que se dão a elas normalmente.

Essa formação ajuda os novos integrantes a se situarem dentro de um espaço, tendo em torno pessoas de pensamentos semelhantes e objetivos comuns. Ajuda a obter melhores avaliações do seu trabalho e ajuda a conseguir leitores críticos imbuídos das melhores intenções que os ajudam a progredir tanto em técnica quanto em originalidade e criatividade.

Mas as panelas também servem para alimentar conflitos e isolar integrantes que demonstram qualquer tipo de simpatia por filosofias de panelas alheias. Agentes duplos são punidos com o descaso e, não raro, chamados de vaselina. Instituem o corporativismo onde os integrantes se protegem, blindando-se mutuamente. Granjeiam a antipatia externa na mesma velocidade em que fazem crescer a própria arrogância.

Assim, apesar das vantagens de integrar panelas, eu pergunto: é mesmo bom fazer parte delas? Se por um lado elas nos ajudam a crescer, por outro nos fazem evoluir sempre para um lado só. Não há possibilidade de expansão dentro delas. Ficamos limitados pelas suas paredes. Protegidos, sim, mas alheios às incríveis dimensões que o mundo tem.

Precisamos explorar novos horizontes. E não mudando de jaula.

Podemos interagir com integrantes de outros grupos (sem necessariamente estarmos vinculados a eles de alguma forma que não estética), conhecê-los, saber o que têm a nos oferecer e dar a eles o nosso melhor. Essa integração permitirá que façamos parte de um coro de vozes muito mais amplo cujo alcance ultrapassa a ridícula limitação das panelinhas que se formam, centradas em si mesmas, sem noção maior do que as cercam.

Muitas panelas acabam se transformando em frigideiras para os retardatários. Então, sair delas quando chega a hora é fundamental.

E a hora certa, só você, atento, ligado, antenado, é que saberá.

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Uma resposta to “Panelas e panelinhas no fandom (e fora dele).”

  1. Camila Fernandes Says:

    Panelas podem ser ótimas. Basta mantê-las sempre em fogo brando e sem tampa. Assim nunca falta entusiasmo e sempre pode entrar mais um. Pra que ficar numa receita só quando tem tanta coisa no menu? 😉

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