Brasil e Portugal. O vice-versa que não dá certo.

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Brasil e Portugal caminham cada vez mais para um mesmo horizonte, onde a língua, unificada, os torna ainda mais irmãos. Mas isso significa que leremos os livros publicados lá e vice-versa? Segundo Luis Filipe Silva, escritor, tradutor e editor português, fora um ou outro livro que ali goteja, vindo da Editora Devir, mais nada aparece. Aqui no Brasil, nem gotículas de lá existem.

Assim, permanecemos completamente ignorantes do que é feito pelos portugueses e eles ignorantes do que é feito por nós.

Seria tão bom se existisse um programa de intercâmbio literário que aproximasse os dois países… Fora, é claro, dos e-books que resolveriam a situação a contento, mas sem oferecer o prazer inegável do contato com o papel. Uma iniciativa qualquer que facilitasse que publicações de ambos os países trafegassem livremente – salvo taxas, royalties e fretes que não fossem extorsivos – nas mãos de leitores ávidos.

Será que a Devir – como distribuidora – não poderia ajudar a fazer a ponte, levando para Portugal o que é publicado no Brasil – e trazendo na mesma medida -, num acordo bom para todas as partes interessadas? Ou teremos mesmo que recorrer aos e-books para resolver a questão?

Não sou especialista no assunto. Na verdade não sou NADA no assunto. Posso estar falando a maior besteira. Mas posso NÃO estar.

Que os mais entendidos se manifestem. Também quero entender.

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3 Respostas to “Brasil e Portugal. O vice-versa que não dá certo.”

  1. xxnsk Says:

    Trabalhando a favor da proximidade Brasil – Portugal – Angola – Moçambique: http://www.naoeditora.com.br/catalogo/desacordo-ortografico/

  2. Antonio Luiz Says:

    O acordo ortográfico não é o suficiente para mudar o desacordo linguístico. Mesmo que se troquem os actos por atos e os factos por fatos, um brasileiro continua a ter dificuldade em entender um conto escrito (ou mesmo traduzido) por um português para outros portugueses, principalmente se o tipo escrever em linguagem “leve”, ou seja contemporânea e coloquial.

    É menos difícil se o português escreve de maneira mais clássica, como o Saramago. Mas os leitores que torcem o nariz para clássicos brasileiros leriam clássicos portugueses?

    Não tenho certeza se o inverso é também verdadeiro, já que os portugueses devem conhecer um pouco da linguage coloquial brasileira por influência das novelas da Globo.

    Na coleção Imaginários, que eu li no processo de revisão, há alguns contos escritos por portugueses que são bastante legíveis, mas não tenho dúvidas de que fizeram um esforço especial para escrever para o público brasileiro.

  3. Manoel Amaral Says:

    Estou fazendo aminha parte.
    Acabo de criar um blog em Portugal.

    Manoel

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