Cadê os contos?

No último minuto, da última hora, do último dia de fevereiro se encerrará o prazo para o envio dos contos dos que se propõe a testar o talento, numa disputa acirrada para fazer parte do time de autores convidados da coletânea organizada por mim e por Saint-Clair Stockler.

Sabemos que essa não é uma tarefa fácil, já que as avaliações serão rigorosas. E justamente por isso nos perguntamos se a quantidade de contos enviados até agora, que foi ínfima, na casa da dezena, reflete exatamente o temor dessa disputa. Ou se, por outro lado, como bons brasileiros, estejam, quase todos, deixando para a última hora o envio dos seus trabalhos.

Esperamos que seja a última opção, embora ela nos obrigue a ler inúmeros contos num prazo exíguo de tempo, numa corrida insana contra o relógio.

Só para deixá-los preocupados, adianto que dos dez contos recebidos lemos até agora quatro. E desses quatro nenhum se salvou.

Essa foto é pra vocês se estimularem.

Afiem as lâminas, vistam as armaduras, empunhem suas espadas.

O bicho tá pegando.

ADENDO DE ÚLTIMA HORA – Acabei de ler um conto enviado e tenho o prazer de informar que foi pré-selecionado. Isso não significa que está garantido, mas é um quase um gol de letra.

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19 Respostas to “Cadê os contos?”

  1. Antonio Luiz Says:

    Sinceramente, Tibor, achei a proposta fechada demais para tentar atendê-la satisfatoriamente. Acho esse tipo de desafio é adequado para um exercício de criatividade num curso de redação, quando não se espera um texto brilhante, apenas uma tentativa honesta. Mas quem pretende escrever como artista ou profissional quer dar o melhor de si escrevendo sobre aquilo que gosta e sabe fazer.

    Considerando que o número de escritores bons de FC & Fantasia ainda é pequeno no Brasil, acho que se deveria tentar propor propostas mais amplas. Talvez funcionasse melhor nos EUA, onde há tantos escritores bons ou razoáveis nesses gêneros que provavelmente se encontraria um número suficiente que se sentiria instigado por esse foco em particular.

    • Tibor Moricz Says:

      Nossa avaliação será rigorosa, mas não tão rigorosa assim, Antonio. Se recebermos textos bons o suficiente para ficarem melhores após algumas sugestões e dicas, as aceitaremos (desde que os autores aceitem nossas sugestões).
      Se a limitação de escritores suficientemente bons no Brasil for restritiva na hora de propor coletâneas temáticas, então o melhor seria declarar-lhes a morte e partir para chamadas amplas onde não haja obrigatoriedade de tema e onde os autores candidatos não precisem esquentar as pestanas demais para elaborar seus trabalhos.
      Não é assim que teremos escritores melhores.
      Eu sempre preferi temas propostos que livres. Eles me estimulam muito mais. Mas esse sou eu.

    • Tibor Moricz Says:

      Além do que, pense bem, você pode ser amplo dentro de um tema restrito.

  2. Matheus A. Quinan Says:

    Eu gostaria de participar, mas não consegui ter nenhuma idéia inédita. Tudo em que consegui pensar já existe…

  3. Antonio Luiz Says:

    Para mim, a restrição não está tanto no tema “Brinquedos” quanto no “Mortais”, ou seja na definição de um enfoque de terror ou “dark” – do qual você obviamente gosta e o Saint-Clair também, mas eu não tanto. Além de vocês mesmos, quantas pessoas vocês conhecem que escrevem bem e com frequência contos de fantasia dark ou terror que não sejam sobre vampiros? Assim de bate-pronto, além de vocês só me ocorre um nome: Giulia Moon. Se ela não se interessou ou se o conto dela não satisfez, não há muito mais que esperar além de exercícios de redação…

    Uma coletânea temática como “Gastronomia Fantástica” já me parece mais viável: nesse caso, propõe-se um tema, mas o estilo fica a critério do autor. Ou “Steampunk”, que propõe um estilo, mas não um tema específico. Se alguém pedisse algo como “Brinquedos Steampunk” ou “Gastronomia Fantástica Mortal”, já ficaria bem mais difícil conseguir mais que dois ou três textos razoáveis.

    • Tibor Moricz Says:

      Veja bem, Antonio, acabamos de ler um conto e pré-selecioná-lo. Ele não é dark, nem de terror, embora a atmosfera transmita um certo suspense. É um Space Opera (temos três space operas, aqui). O “Mortal” não é de jeito nenhum limitante, já que aponta apenas uma condição. Morrer (ou matar, ou assisti-la, ou ouvir falar dela, ou prevê-la, ou senti-la) não é necessariamente um evento de horror, a não ser que você não consiga pensar nela de outro jeito. E isso, sim, é muito limitante.
      Dentro do conceito de morte existe uma grande amplitude de abordagens.

  4. Antonio Luiz Says:

    OFF: Como se faz para se ter avatar neste blogue?

  5. horaciocorral Says:

    Tibor, concordo com os comentários do Antônio Luiz e gostaria de dar uma sugestão, se possível.

    Você e o Saint-Clair, organizadores, poderiam se reunir e estabelecer melhor o ‘tom’ da coletânea, seja apontando obras de outros autores como exemplo, ou vocês mesmos apresentando um conto/narrativa que poderia vir aparecer na coletânea como guia, ou ainda, definindo uma série de temas ou idéias que orientem àqueles que desejam participar da coletânea.

    Esta é apenas uma sugestão, Tibor, e como tal pode não ser aceita.

    Abraço!

  6. horaciocorral Says:

    OFF para o Antônio: Registre seu avatar no website http://www.gravatar.com é um serviço global e integrado de avatares, assim como o OpenID.

  7. Cirilo S. Lemos Says:

    Bom, realmente está difícil. Mas essa é a parte divertida.

  8. Davi (Orc) Bernardes Says:

    Não prometo responder as expecativas… Mas como todo bom brasileiro mandarei na última hora!

  9. Davi (Orc) Bernardes Says:

    Desculpe o erro… Esse teclado da lan house tem problemas com o “T” e o “O”…

  10. Cassionei Niches Petry Says:

    Estou escrevendo um conto, mas como a seleção está tão rigorosa, vou trabalhar bastante nele.

  11. Roberto Denser Says:

    Eu estou com muita vontade de participar dessa antologia, mas confesso que ainda não tive nenhuma ideia que considerasse boa o suficiente para desenvolvê-la.

    • Tibor Moricz Says:

      Quando não consigo ter uma ideia, sento e começo a escrever qualquer coisa. Geralmente ela surge entre um parágrafo e outro e o trabalho então rende.

  12. Armand Says:

    Hmm, eu nao achei o tema restrito, existem varios tipos de brinquedos.
    e como foi postado acima varios relatos no sentido de mortal (ou matar, ou assisti-la, ou ouvir falar dela, ou prevê-la, ou senti-la).
    Enviei meu conto hoje, a uns 3 min.
    Espero que gostem, mas assim como o Cassionei, fiquei com um pé atras, quando vi que a seleção esta rigorosa, e esse é o primeiro trabalho que eu faço para uma coletania.

    • Tibor Moricz Says:

      A bem da verdade, Armand, não existe seleção de contos para uma coletânea que não seja (ou não deva ser) rigorosa. Com exceção daquelas onde quem paga é o autor. Nesse caso, se o prazo está chegando ao fim e os contos bons ainda não apareceram, os organizadores vão pegando qualquer coisa, afinal precisam pagar contas. Não é nosso caso, onde os autores serão remunerados com os DA’s devidos. Assim, o rigor é absolutamente necessário. Desejo-lhe boa sorte.

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