Temos ou não temos leitores?

A avalanche de publicações que se promete para este ano traz em sua cauda uma discussão que questiono se é ou não procedente. Pergunta-se, amiúde, se teremos leitores para tantas e diversificadas obras. Se não estariam elas sendo lançadas para o ostracismo.

Não consigo crer que a literatura de gênero no Brasil tenha tão poucos leitores a ponto de nos questionarmos a esse respeito. Obviamente deveremos olhar para bem além das fronteiras que separam os leitores do fandom para os leitores de fora dele. Existe um público bastante bom do lado de lá. Basta que as editoras obtenham uma distribuição abrangente para poder alcançá-los.

Qualquer editora que se disponha a existir baseando sua estratégia de vendas apenas para o fandom, estará arquitetando a própria falência.

O fandom não é e nunca foi target único para um marketing eficiente.

Aí, nos voltamos para questões mais mundanas, fora da arte que se pretende na escrita, chamada capa. Quando nos viramos para públicos do lado de lá de nossas fronteiras, precisamos oferecer um chamariz capaz de trazê-los aos nossos livros. Capaz de fazê-los pegá-los e manuseá-los. Capaz de fazê-los ler a quarta-capa. E é aí que se refugia toda a complicada arte da venda.

Porque escrevemos para vender e não para agraciar nossos egos.

Claro que a literatura de gênero só sobrevive com leitores. Ela existe para ser lida. Seus autores não escrevem para si e para poucos eleitos, mas anseiam um público mais amplo. Problema maior vive a literatura realista, onde parte de seus autores parece escrever uns para ou outros, numa ciranda egoísta e burra.

Matéria nesse sentido você pode ler no Todoprosa de Sérgio Rodrigues.

Anúncios

Tags: , , ,

22 Respostas to “Temos ou não temos leitores?”

  1. Roberto de Sousa Causo Says:

    Também é imprescindível, para chegar a esses leitores fora-fandom, uma divulgação — seja ela baseada na Internet ou não — eficiente.

    • Tibor Moricz Says:

      Se a distribuição já é um bicho de sete cabeças para as pequenas editoras, a divulgação é ainda pior. A internet se mostra a única ferramenta de alcance seguro. Mas ainda insuficiente.

  2. Saint-Clair Stockler Says:

    Como leigo neste assunto – já que não trabalho diretamente na área editorial – observo, observo há certo tempo já, que no fandom existem leitores, sim: desde que você faça sorteio e esse eventual leitor ganhe o exemplar. Pouquíssimos leitores se dispõem a comprar obras nacionais, preferindo no mais das vezes livros de autores de língua inglesa. É por isso, creio eu, que uma editora vista como referência como é a Aleph publica tão poucos autores nacionais. Publicaram a Nazarethe Fonseca, por exemplo, pra pegar carona no sucesso da Stephanie Meyer (atenção: NÃO estou falando mal dos livros da Nazarethe, OK? não confundam alhos com bugalhos. Estou falando da nova onda de vampiros e de suas implicações no mercado editorial brasileiro). Eu não gostaria de estar dizendo essas coisas aqui, mas a honestidade obriga.

    O problema é que a gente cai naquele velho círculo vicioso: não se publicam autores nacionais porque não há leitores ou não há leitores porque não se publicam autores nacionais? Como quebrar este círculo? Sei lá – mas isto é imprescindível para o futuro estável da ficção de gênero em nosso país. Acho que editoras menores como a Draco e a Tarja vêm fazendo um trabalho que deveria ser também de editoras maiores, como a supracitada Aleph e a Devir. E o têm feito bem. Uma das coisas que acho que se deve pensar logo de cara, é: não podemos cobrar por um exemplar de um livro nacional o mesmo que se cobra pelo de um autor gringo. O eventual leitor, diante de um exemplar de Arthur Clarke e outro de Severino Bastião com o mesmo preço vai escolher sem hesitar o do Mestre pedófilo já falecido. E isso não só porque o Clarke é considerado “Mestre da FC” (embora isso pese, claro). Simplesmente porque ele não vai querer pagar 40 ou 50 paus pra ler um brasileiro se aventurando nas searas da ficção de gênero. O problema é que as pequenas editoras precisam de retorno – isto é, de gente comprando seus livros – senão não conseguirão fazer esse trabalho que estão fazendo.

    Outra coisa em que você tocou, Tibor, e que é realmente importante: um livro é, também, um PRODUTO. E não adianta ter um conteúdo lindo e maravilhoso com uma embalagem tosca em volta. A capa é essencial nesse processo. Essencialíssima! Ela tem que ser bonita, de qualidade, criativa, não ter ar de amadora (lamentavelmente, isso acontece muito com as editoras que publicam ficção de gênero). O problema, ao meu ver – que merda, sempre tem um “problema” – é que fazer uma capa que agrade tanto a iniciados quanto a não-iniciados é o mesmo que tentar acertar na Mega Sena.

    #prontofalei

  3. Ana Lúcia Merege Says:

    Já deixei minha opinião em outras discussões do tipo, mas vou reafirmá-la: é importante que a literatura de gênero chegue às mãos dos jovens nas escolas, nas bibliotecas escolares e nas bibliotecas de bairro. É ali que a maior parte das pessoas tem contato com livros, pelo menos no Brasil.

    Também é preciso atingir os professores, por meio de cursos e oficinas que os despertem para as possibilidades do gênero. Um professor que se arrisque a trabalhar com FC e Fantasia em sala de aula – mesmo que não seja fã ardoroso – aumenta a probabilidade de seus alunos conhecerem e se interessarem por esse tipo de leitura.

    • Tibor Moricz Says:

      Concordo com você, Ana, de que é necessário um trabalho de base no sentido de formar novos leitores. Mas, para mim, EXISTEM leitores de gênero, o que precisamos é ir em busca deles de maneira eficiente. Enquanto as editoras mantiverem seu foco no fandom, jamais descobrirão o pote de ouro no final do arco-íris.

  4. Ana Cristina Rodrigues Says:

    Olha, uma coisa é certa. Por muito, muito tempo, os autores reclamaram que a Fc brasileira não ia pra frente por faltar editoras.

    Agora, que temos editoras, é muito fácil já se ir pré-culpando a falta de leitores por um fracasso que sequer ocorreu…

    Do que será que temos tanto medo?

    • Tibor Moricz Says:

      Muitos autores tem medo do julgamento. Publicar é uma espécie de juízo final; é quando os bons e maus serão confrontados e julgados por suas ações.

  5. Eric Says:

    Vale lembrar que editoras de grande porte jogam no mercado em 1 ou 2 meses mais títulos do que a Draco e a Tarja jogam juntas em um ano. Mas estou com preguiça de falar sobre isso agora rs.

    • Tibor Moricz Says:

      Mas jogam títulos de todos os gêneros e não de FC Nacional.

    • André Vianco Says:

      Eu sou do time que acha que deve-se publicar sem medo. Se o assunto interessar, o leitor aparece. Publiquei “Os sete” no ano 2000 e, mesmo sendo independente, tratei um livro como produto assim que contratei a gráfica. Pensei na capa, nos dizeres de subtítulo, quarta capa, orelhas, etc… Frio na barriga todo mundo tem, mas não tive medo de publicar.
      Os leitores fora do fandom estão ai. Em 2000 eu nem sabia o que era fandom e o que exisitia nele, eu já estava procurando fisgar o leitor rato de livraria pelos olhos, com a tal da arte de capa profissional e o mistério proposto em algumas linhas e deu bem certo.

  6. Antonio Luiz Says:

    Como eu já disse no twitter, acho que esse “medo” está superdimensionado. O pessoal pensa em termos dos anos 90, quando uma edição tinha de ser de mil exemplares, no mínimo, para ser economicamente viável. Hoje, a digitalização viabiliza edições de 100 exemplares sem que o exemplar fique mais caro.

    Vender dez edições de 100 exemplares não deve ser mais difícil do que uma de mil. Pelo contrário: deve mobilizar diferentes gostos e leitores, segmentar mercados, o que é mais importante à medida que o público fica mais exigente e seletivo. Assim como hoje dez salas com cem poltronas cada uma, passando dez filmes diferentes, são hoje mais fáceis de encher do que uma só de mil poltronas.

    Com mais experiências e títulos no mercado, ficará mais fácil também descobrir de que o público realmente gosta (e não o que meia dúzia de iluminados do fandom acham que gosta), selecionar darwinisticamente o que funciona melhor. Aumenta até a probabilidade de alguém acertar a tecla certa na sensibilidade dos leitores e fazer surgir um verdadeiro best-seller de FC ou fantasia nacional.

  7. Kuja Says:

    Olás,
    Meus dois centavos…
    Claro que é bacana publicar todo mundo e todo mérito à iniciativa da Draco. Mas – perdoem o clichê – quantidade não significa qualidade. Não é complexo de vira-lata, não. Mas creio que a FC nacional ainda não deu seu salto quântico. Minha impressão (e eu posso estar quadradamente enganado, já que faço parte da cena apenas como um SINTOMA) é que a tal FC do B continua preocupada apenas em “contar historinhas”, sem a mínima preocupação com a FORMA de contar as mesmas (por mais originais que elas sejam!). E, vejam, não é o caso de um escritor de FC nacional aspirar à ABL, mas é o caso de ele ter a mínima consciência da responsabilidade estética de seu ato.
    O debate não é novo, vide as posições de Ivan Hegenberg e Nelson Oliveira, por exemplo.
    Guilherme Kujawski

    • Tibor Moricz Says:

      Essa é uma questão onde bato repetidamente na tecla desde há muito, Guilherme. Contar histórias é legal, mas deixemos isso para as rodas noturnas ao redor de fogueiras. Aqui o assunto é literatura e FORMA é condição sine qua non para melhor praticá-la. Infelizmente o escritor de gênero ainda não se apercebeu disso.

      • Ana Cristina Rodrigues Says:

        Mas assim… tbm será que não há um pouco de exagero nesse ‘cadê o cuidado com a forma?’?

        Dois lançamentos recentes – ‘Dias da Peste’ e ‘Xochiquetzal’ – mostram um grande respeito a questão de como contar uma história. Nos livros de contos, em qualquer deles, tem sempre no minimo uma história mais experimentalista na questão da forma -com bons resultados na maioria das vezes, como o conto do Jacques Barcia na coletânea ‘Steampunk’, ‘Uma vida possível atrás das barricadas’.

        Eu acho q é só ver a produção mais atual e ver que a preocupação existe, sim, e está cada vez mais presente.

      • Tibor Moricz Says:

        Não há exagero nenhum, Ana. Não custa nunca repetir isso como se fosse um mantra. Claro que temos autores que escrevem muito bem, cito também Braulio Tavares, André Carneio, Orsi, mas a grande maioria de “novatos” (me incluo nesse time, embora me esforce bastante em não só contar uma boa história, mas em contá-la bem) está tão afoita em escrever o que tem na cabeça que se esquece de escrevê-lo direito. Uma evidência clara disso é que muitos candidatos a escritor (e alguns que até já escrevem e publicam na internet), sequer gostam muito de ler. Desse jeito não dá!

      • Ana Cristina Rodrigues Says:

        (E teria tbm o ‘Fome’ que é uma experiência nesse sentido, além de alguns contos do meu ‘AnaCrônicas’, mas isso seria cabotinismo…)

        Porém , a questão que nos aflige aqui é publico leitor. Quantidade mesmo de leitores, para acompanhar a quantidade de lançamentos.

        Será que o publico quer experimentalismos? Ou prefere o média-pão-com-manteiga bem feito?

  8. ricardo Says:

    O leitor brasileiro de FC quer ler estórias escritas com fluência e criatividade. Para mim, essa é a questão. Os autores de língua inglesa de FC são talentosos narradores porque o mercado deles é muito exigente. Eles têm que atingir um certo patamar de qualidade para serem publicados. Claro que outros fatores contribuem para que esses autores tenham algum ou muito sucesso de vendas. Principalmente: 1) mercado editorial muito profissional, que considera o livro como um produto, algo a ser comercializado da melhor forma possível, o que permite a muitos autores se dedicar exautivamente aos seus textos e livros; e 2) O status do inglês como língua “oficial” do ocidente, o que permite a publicação de tiragens expressivas com um preço de capa bem mais acessível.
    Meu grande entusiamo pela FC se deve à sua capacidade de delírio, de questionamento filosófico ou de pura aventura por meio de tramas, personagens e cenários excêntricos, que , no fundo, tratam dos mesmos temas que a dita literatura séria: amor, ódio, disputa pelo poder, os limites do conhecimento humano etc.
    A FC é um gênero dos mais generosos porque, acima de tudo, ela quer se comunicar, tentar conquistar o maior número de leitores para diverti-los e, principalmente, fazê-los pensar: o mundo não se resume à minha vida cotidiana, há muito mais para conhecer dentro da própria mente, nesse planeta, em outros universos.
    Repito: os leitores brasileiros vão ler cada vez mais autores nacionais de FC à medida que estes estiverem dispostos a contar estórias bem escritas e criativas. Em contrapartida, nosso mercado editorial deve se profissionalizar mais e mais. Acredito que esse caminho já começou a ser traçado. Editoras como a Draco, Tarja e Novo Século merecem parabéns pela ousadia, assim como alguns nomes da FC do B, verdadeiros heróis da resistência.

  9. Alvaro Says:

    Bom, Salinger morreu ontem, aos 91 anos após 40 anos em publicar nada. Ele dizia adorar escrever mas só para si mesmo. Isso de certa forma garantiu-lhe um status de cult. Mas só depois de um romance muito lido…

  10. Douglas MCT Says:

    A melhor forma de atingir os leitores-massa, fora do fandom, começa por uma distribuição decente, ampla, bem planejada.

    Mas ficar só nisso não adianta. Há a tarefa do autor e da editora na divulgação. Sem planejamento de marketing, o andamento das coisas não funciona direito. Independente do porte da editora, isso há de ser feito.

    Com o contrato assinado e uma data marcada para o lançamento, tem de se iniciar uma campanha viral forte: anúncios em sites, blogs parceiros, a home do livro (e geralmente em todas as obras do gênero fantástico se fazem necessárias sites próprios), o twitter (um dos melhores meios de divulgação, fato), redes de relacionamento e listas de mail — e aqui acrescento e vou além: se possível (nem que seja só por parte do autor, caso a editora, no caso, seja menor) trabalhar também a obra de forma midialogica. É uma ideia que defendo sempre.

    O booktrailer está aí pra provar seu atrativo extra. Os leitores-massa piram com um trailer de filme, mesmo que este não seja tudo aquilo que mostra em alguns minutos desse formato de vídeo (e não estou aqui discutindo a qualidade da coisa), porque estão habituados ao formato. Se curtirem, vão assistir o filme (ou comprar o livro). Seriados e até mesmo quadrinhos já brincam com isso há tempos e todos os resultados se mostraram funcionais. Booktrailer funciona. Se ele for muito, mas muito bem feito (como os dos livros de Leandro Reis, por exemplo — e não aquelas porcarias caseiras e extremamente amadoras que ainda rolam por aí), melhor ainda.
    As chances de se conseguir um espaço na mídia, para divulgação, é bem maior com um booktrailer, do que com um simples comunicado (inclusive em sites de cultura-pop, como o Omelete por ex. — que tem uma dimensão assustadora e poderosa). Negar a força disso é lamentável.

    Um vídeo de entrevista com o autor também é legal. Pode ser feito pela editora ou por um colega com uma câmera digital. Basta um mínimo conhecimento de edição e noções de pauta para perguntas bem elaboradas e pimba! Está ali, um videozinho bacanudo, só jogar no Youtube. O alcance é grande e inevitável.

    Um vídeo viral extrapola isso além. Pegue uma trecho de sua obra que seja possível e filme alguns minutos com encenações no mínimo decentes, com uma trilhinha e edição bacanas e jogue na internet de forma anônima — peça a amigos e ao fandom que espalhe isso por mails, blogs e twitter — e a curiosidade leva a busca pela obra.
    Mark Millar, roteirista de Kick-Ass (que está pra ser lançado nos cinemas em breve) entre outros títulos, fez isso com sua HQ quando ela ainda nem tinha planos de ganhar as telonas — e o efeito foi extraordinário.
    Ele não divulgou seu famoso nome, só o título da obra que tem feito sucesso. O resultado foi além do esperado.

    Usar de ilustrações (com moderação, pra dar espaço pra imaginação do leitor) também serve como deleite. Publicar no blog ou site da obra, ou no do fandom, ajuda a enriquecer a coisa. Obras fantásticas, em geral, ficam bem legais com um ou outro desenho profissa.

    Num debate sobre literatura do gênero em um podcast específico (ou não — outros, como de HQs, cinema, séries etc, também podem abordar isso — vide as vendas que o Nerdcast vem criando para “A Batalha do Apocalipse” do Eduardo Spohr), seria interessante rolar uma Narração de algum trecho do livro, com um bom narrador e uma trilha que imergir para a cena — e aí teremos um leitor com tesão pelo livro.

    Fecho minhas ideias com algo um pouco mais complicado, mas mesmo assim não impossível: trilhas sonoras. O autor ou a editora não precisam ter contato com uma filarmônica para tal. Conhecer alguém que saiba brincar com sons em programas de áudio, já ajuda. Dê-lhe alguns capítulos de seu livro e peça que o (pseudo?)músico sinta a essência de cada um e vá musicando cada um. Depois jogue na net, junto de todas essas sugestões de divulgação, e o leitor terá um brinde a mais (e agradável e bem sacado) para a leitura do seu livro.

    O que defendo aqui, com este acréscimo do audiovisual para divulgação de livros fantásticos para o público-massa é que se utilizando de meios poucos convencionais (pelo menos aqui no Brasil, porque na gringa tais métodos são totalmente comuns e com ótimos resultados), o alcance é muito, mas muito maior do que se imagina.

    Atinge-se todo os lados. O booktrailer vai atrair a galera que curte Cinema, Seriado, nos sites mais visitados. As narrações instigarão os ouvintes de podcasts. Ilustração atrairá uma turma ávida, vinda do mundo dos Quadrinhos. Entrevistas ganharam espaço em blogs e muitas visitas no Youtube, que levarão aquele povo a procurar mais sobre o livro — e, bem provavelmente, comprá-lo. Trilha sonora, pra pessoas como eu que amam, surtirá o mesmo efeito.

    E imaginem tudo isso somado ao já comum meio de divulgação: emails, fandom, internet, banners, flyers em livrarias, distribuição decente, o ótimo boca-a-boca, e teremos aí metade da jornada feita: vários tipos de leitores-massa atingidos. Inevitavelmente eles vão procurar pelo livro e grande parte poderá comprar. É só esta campanha de marketing continuar, sem morrer na praia.
    O resto, a ‘modinha’ — que pro bem ou pro mal, funciona — ajuda.

    Isso não é um fórmula, mas é um jeito.
    Fica a sugestão.

    Abraços,

  11. Alvaro Says:

    Escritor que não lê? por isso que tem mais editoras que livrarias… Creio que todos devemos ler, um escritor mais ainda. E principalmente seu contemporâneos. E não se ater a seu gênro preferido…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: