De Bar em Bar entrevista: Roberto de Sousa Causo

Denso. Muito denso. A floresta estava fechada como uma teia de infindáveis ramificações. E tão abafada que minha grossa camisa de linho empapou de suor em poucos minutos. Olhei para o relógio quântico, tentando entender o que uma pré-programação que especificava um bar de oficiais num quartel na Oceania tinha a ver com mata, insetos e umidade intensa.

Observei melhor minhas roupas e me vi como um perfeito pé de alface, mas camuflado. Uniforme de milico, coturnos. A fivela do cinto estava suja, riscada e amassada. As calças exibiam alguns amassados. Deitado, as costas apoiadas num tronco caído, meio apodrecido. Um tapete de folhas cobria o chão, em meio a depressões, arbustos, cipós, mosquitos e formigas. Minha bunda estava apoiada numa pedra. Movi os quadris com cautela, procurando uma posição mais confortável.

Estava sozinho.

Olhei o relógio mais uma vez. Era para ter ao lado o entrevistado, e cheguei a pensar que ele estivesse bem longe, na caserna planejada, quando ouvi resmungos não muito distantes.

Ponderei minha situação e o histórico de entrevistas anteriores. Em nenhuma delas as coisas correram normalmente. Essa já havia começado errado e eu torcia muito para que os erros parassem por ali. Virei o corpo devagar procurando fazer o menor barulho possível, e espiei por cima do tronco atrás do qual me escondia. Não vi nada digno de nota. Mas os resmungos se repetiram. Tentei enxergar mais longe, procurando vencer a barreira imposta pela mata fechada, quando fui surpreendido. Do outro lado do tronco, de espessura razoável, ergueu-se uma cabeça. Um par de olhos cujo olhar preocupado chocou-se contra o meu.

Recuperado do susto, me acalmei. Era o Causo.

Contornar o tronco não foi trabalhoso. Nem sei por que eu o fiz rastejando já que poderia me erguer, mas havia uma sensação predominante de perigo. Quando cheguei até ele, vi um rosto cheio de arranhões, uniforme barrento, rasgado e descomposto.

— Sabe quanto tive que rastejar até chegar a esse tronco? — ele me perguntou, com uma irritação genuína na voz.

— Mas chegamos agora mesmo.

— Talvez você! Eu estou aqui há mais de uma hora!

Olhei para o relógio de novo. Se ele continuasse a cometer essas bizarrices, mesmo depois de exaustivamente enviado para conserto, eu teria que abandonar as entrevistas. Perigoso demais para todos.

— Espero que tenha dado tudo certo, nesse tempo — respondi, constrangido.

Foi quando eu o olhei mais detidamente. Além do uniforme em petição de miséria, trazia um fuzil. O mais perturbador foi vê-lo descalço. Os pés imundos e arranhados, as unhas sujas. Pensei em perguntar o porquê, mas temia a resposta.

— Ipanema! — ele disse, num sussurro raivoso.

— Como?

— Ipanema! Nem havaianas eram. I-pa-ne-ma! Você me trouxe para cá, de chinelos! CHI-NE-LOS!

Alguma coisa aclarou em minha memória.

— Você havia me dito, meses atrás, que coturnos lhe causavam frieiras…

Ele não respondeu, limitando-se a me lançar um olhar assassino. Os pés, além de arranhados, exibiam brotoejas inchadas e vermelhas. Picadas de insetos, na certa.

—… Os chinelos estão…

Ele ergueu uma das mãos. Um pé estava com ele. Uma das tiras solta, rasgada. Imaginei que o outro estivesse perdido na floresta.

— E por que rastejou até aqui? Por que não esperou onde estava?

— Por que só tenho cinco cartuchos. Podia ser uma AK105, ou uma FN Scar-L, ou uma FN 2000, armas modernas! Mas você me trouxe para cá com um antiquado mosquefal! E um maldito estilingue!

Ele retirou o estilingue do bolso traseiro e o jogou em cima de mim.

— Com apenas cinco cartuchos não posso enfrentar um contingente de contrabandistas, mercenários, guerrilheiros… Sei lá quem eram os homens que me perseguiram pela mata!

Fiquei calado, olhando para ele. O que diria? Que após um longo período onde o maldito relógio quântico deveria ter sido reparado, nada foi feito de efetivo? Que os perigos enfrentados nas entrevistas anteriores continuavam com a mesma intensidade? Pensei em guerrilheiros armados até os dentes, caminhando pela floresta, talvez longe de nós, talvez próximos. Estremeci.

— Cadê o bar? — perguntou o Causo, cheio de razão.

— Não sei — murmurei, aborrecido.

— Não é “De Bar em Bar”? Cadê a droga do bar? — voltou a perguntar, com evidente inconformismo.

Apertei os botões do relógio tentando abortar a entrevista, mas, claro, não funcionaram. Por que funcionariam?

— Você me disse que não bebe…

— Nem suco de laranja? Nem limonada? Nem água mineral? Não bebo nada?

Ele chacoalhou os pés, tentando afastar uma nuvem de muriçocas que os esvoaçavam. Recostei-me ao seu lado, ombro a ombro. Reclamos em nada adiantariam. Era melhor entrar no assunto. Pigarreei, ajeitei melhor as costas contra o tronco, flexionei as pernas e, observando melhor o estilingue, perguntei:

— Você acha que o mercado de literatura de gênero está amadurecido o bastante para abrigar prêmios literários?

Causo coçou o nariz, aproximou o mosquefal de si, acariciando de leve o ferrolho e fechou os olhos momentaneamente.

— Não é questão de maturidade — começou. — É questão de olhar em volta, enxergar o que há para enxergar, reconhecer o valor que há para se reconhecer. Um prêmio do tipo melhores do ano é como uma grande patrulha de reconhecimento… gera informação essencial para se poder operar no terreno de um teatro de operações. Revela quem está atuando, que indivíduos, que grupos, nesse terreno.

Parou e olhou para o céu entremeado pelas altas ramagens. Franziu o cenho.

— Algum problema? — perguntei.

— Não… Nada. Acho…

Ergueu-se de leve e olhou para o outro lado do tronco. Perscrutou a redondeza. Verificou o fuzil, testando a alça de mira.

— Prêmios assim permitem que a gente se organize e faça planos de atuação. Gera informação. Pode ser que seja uma informação que não bata com a expectativa, mas informação é informação; e informação é essencial. A criação de um prêmio desse tipo já passou da hora.

Abaixou a arma e se agachou, voltando a se esconder atrás do tronco; aproximou os pés e os coçou com vontade. Uma das unhas parecia solta.

— Quando isto acabar e eu voltar pra casa, meus pés continuarão assim?

— Não sei.

— Que droga. Eles parecem dois cancros. A Finisia vai me pôr pra dormir na sala por uns três dias.

— O ritmo de lançamentos mostra um mercado efervescente. Mais quantidade que qualidade? Ou há algum equilíbrio?

— Está com pressa de acabar, hein?

— Você não está?

— Estou, claro. Não enxergo equilíbrio ainda. Mas provavelmente ele nunca houve ou haverá. A Lei de Sturgeon impera na selva: “90% de toda a FC é lixo; mas pensando bem, 90% de tudo é lixo.” O que importa agora é que um número recorde de pequenas editoras está aceitando trabalhos e procurando autores. Dessa ponta do mercado, eu diria que…

O Causo parou de novo. Dessa vez mais atento. Pareceu farejar o ar. Tentei prestar atenção, captar alguma coisa que ele, evidentemente, já vinha captando. Senti uma vibração, suave, melíflua, quase imperceptível. A vida na floresta se calou. Nenhum pio, nenhum chiado, nenhum coaxar ou cantar de cigarras. Silêncio completo. A vibração não mudava de intensidade. Nossos olhares se mantinham voltados para cima. O meu acompanhava o dele e mesmo sem saber o que havia para se ver, esperava por alguma coisa. Logo, as altas árvores da floresta pareceram se vergar, como se alguma coisa muito, muito grande estivesse bem próximo dali e cuja estranha emanação exercesse misterioso poder sobre elas. O Causo ergueu-se um pouco, pondo-se sentado. Ia se levantar quando uma pequena explosão fez voar estilhaços de madeira para todos os lados. Uma segunda e uma terceira vieram em seguida. Uma quarta passou zunindo e foi explodir no tronco de uma figueira, uma dezena de metros à frente. Ele se jogou no chão, assustado. Eu me mantive ali, estilingue firmemente agarrado. Apertando os ponteiros do relógio, sem nenhum resultado.

— Os malditos! — ele vociferou, irritado.

— Eu diria — prosseguiu com a resposta, para minha mais completa surpresa, enquanto empunhava o fuzil — que o mercado está mesmo aquecido. Na ponta do lado do leitor, talvez nem tanto. Mas cada oportunidade conta. Cada autor deve se fazer valer nessa batalha, com trabalhos de qualidade, mais representativos e menos participativos. O combatente tem que durar na ação… Com sorte, alguns sobreviverão para assistir à vitória final, num futuro próximo.

— Futuro próximo? Batalha? Vencedor? Combatente? Deus, você incorporou o espírito do guerreiro exaltado! Socorro!

— Estamos em guerra. Empunhe a sua arma, soldado!

Ergui o estilingue, olhando perplexo para ele. As balas continuavam explodindo contra o tronco e silvando sobre nossas cabeças. Ouvíamos palavras de ordem gritadas nalgum lugar distante. Falavam em espanhol.

— São as FARC! — vociferou Causo, enquanto esperava uma oportunidade para se erguer e dar seu primeiro disparo. — Vamos, faça as outras perguntas. Ou acabou?

Quem tem presença de espírito para fazer perguntas em meio a uma saraivada de balas? Respirei fundo tentando controlar o tremor e a gagueira.

— A discussão mainstream X gênero continua com fôlego. Você acha que existe alguma possibilidade de ambos os gêneros evoluírem um com o outro?

— Esta é a grande questão literária para a FC e a fantasia no século XXI. Incrível que os generais Luiz Bras e Nelson de Oliveira tenham tido tamanha ousadia estratégica neste conflito, mas eles ousaram dizer que o mainstream deveria se aproximar da FC para se renovar e evitar a estagnação nas suas fileiras. Antes disso só se dizia que a FC precisava se aproximar do mainstream para deixar as barricadas do gueto, para amadurecer como literatura. Engraçado é que eu, que fui chamado por muita gente de guardião dos portões do gueto, já fazia incursões fora dos seus muros há algum tempo. Ganhei concursos mainstream como o Festival Universitário de Literatura e o Projeto Nascente, e apareci nas publicações mainstream Cult e Rascunho. Nunca precisei mudar as características da minha ficção para isso. Então essa batalha é complexa e desafiadora, mas a discussão lançada por Bras e Oliveira é mais do que bem-vinda… ela também já passou da hora, mesmo considerando que ter sido lançada por gente do mainstream como eles é absolutamente extraordinário. Mas eu não me surpreenderia se, na aliança entre mainstream e FC, surgisse algo pouco reconhecível pra quem conhece a ficção científica e trabalha com ela há algum tempo. Nessa aliança, o mainstream sempre terá mais poder.

Ele pareceu terminar. Ficou agarrado ao fuzil, olhando para mim. Seu olhar era de uma grande determinação. Vazava deles um ódio genuíno — mas não por mim — que me assustou.

— Eles pararam de atirar. É a nossa oportunidade de mostrar que não estamos indefesos. Se atirarmos juntos e em sucessão, pensarão que somos muitos — explicou. — Terão mais cautela.

Tentei avisar que ele só tinha cinco cartuchos e que eu estava com um estilingue, mas nada parecia demovê-lo da ideia. Posicionou-se de joelhos, em posição de tiro. Procurou por algum movimento que pudesse denunciar nossos inimigos. Instou-me, mais uma vez, a me preparar com a atiradeira. Fiz o que ele falou. De que adiantava qualquer argumentação contrária? Ele queria nos matar. Apalpei o chão atrás de alguma pedra. Peguei uma pesada e roliça. Preta. Coloquei-a a tencionei a borracha cirúrgica ao máximo de sua elasticidade.

— Pronto! — eu disse, apavorado.

— Atire primeiro. Isso poderá denunciá-los. Aí eu atirarei em seguida assim que um deles se mover.

Disparei, vendo a pedra se distanciar num arco preciso. Instantes depois ela se abriu, parou em meio à sua trajetória e se elevou, batendo as asas em ritmo frenético. Ficamos os dois, olhando, pasmos e boquiabertos, o besouro ir ganhando altura.

Uma nova saraivada de disparos foi feita contra nós. O Causo puxou o gatilho do mosquefal. Puro ato reflexo. Disparo sem alvo nem pontaria. Um cartucho perdido. Nos jogamos atrás do tronco. Eu, desesperançoso, ele, furioso.

— Merda! — disse entredentes, enquanto acionava o ferrolho, expulsando o estojo e armando novamente o fuzil.

— Se levar um tiro talvez fique uns seis ou sete dias dormindo no sofá da sala.

— Vão nos pegar — eu disse. Dava pra ouvir claramente os passos apressados que vinham em nossa direção.

— Vão. Mas levo uns comigo, ah, se levo.

Então a vibração aumentou. Foi súbito. Surpreendeu-nos. Uma massa escura e oblonga como um imenso charuto passou sobre as arvores, fazendo-as chacoalhar nervosamente de um lado ao outro. Eu fiquei atônito. O Causo, exultante. O solo tremia. Os homens que corriam em nossa direção pareceram parar e gritavam uns com os outros, alarmados.

— Utopia, distopia… — murmurei. — Quem é você? Um pregador de utopias ou de distopias?

— Chegou a cavalaria, Tibor. Estamos salvos!

— Pois sim.

— Nem distopias nem utopias — ele disse —; não tenho um programa literário que deseje impor a todos. Não sou pregador. Sou um soldado de infantaria tentando sobreviver nesta selva. Há lideranças nesta luta, às quais me oponho. Mas não questiono o direito delas de serem lideranças. Não quero depô-las ou substituí-las. É uma selva de política literária das mais básicas e violentas, e a maioria dos correligionários e soldados em ação nem admite que participa de uma disputa política. São só amigos jogando conversa fora na choperia… Mas na verdade, está em jogo a disputa por vagas na programação das editoras, pelo poder de indicar, incluir e excluir, ditar o que tem ou não valor literário. E frequentemente, usam uma régua muito circunstancial. O que fala mais alto com eles é o poder de agregar ou ostracizar. Por isso vêm dizer que você violou o regulamento disciplinar, ao mencionar aquele-que-não-deve-ser-mencionado. Gente que há dez anos dizia que fandom é pura bobagem hoje luta para criar seu feudo dentro dele. Eu me contento em fazer a minha oposição solitária, esperando que um ou outro se dê conta desse estado de coisas, e se posicione com alguma consciência do que está fazendo. Nesta guerra, eu sou só um franco-atirador.

Os gritos ao longe eram de terror. “Madre de Dios”, berrou alguém, antes de soltar um urro gutural. Agarrei o fuzil das mãos do Causo, pronto, pela primeira vez, ao combate. Alguma coisa muito ruim vinha em nossa direção.

— Não! — disse-me ele. — Neste caso específico, utopia, Tibor.

— De jeito nenhum — contrapus. — Distopia.

— Primeiro contato. Raça alienígena. Utopia!

— Primeiro contato. Raça alienígena! Distopia!

Íamos nos digladiando, o fuzil indo de uma mão para outra, quando um monte de visco mal cheiroso caiu sobre nós. Olhamos para cima e demos de cara com uma coisa grande e estranha, cheia de tentáculos, protuberâncias palpitantes e concavidades de onde exsudava uma gosma pestilenta. O Causo largou o fuzil em minhas mãos, ergueu-se num salto jogando o chinelo para o lado e pôs-se a correr, gritando “distopia” a plenos pulmões.

Os botões do relógio só foram destravar quando nos dois já estávamos enrodilhados por aqueles tentáculos, prestes a virar patê de carne e ossos.

Até agora o Causo não me disse se os pés estão bem ou não, nem se teve que passar uma noite que seja dormindo na sala. Não responde meus emails e, segundo amigos comuns, não quer ver minha cara nem pintada de ouro. Esse meu relógio quântico ainda vai me colocar em muito maus lençóis.

Roberto de Sousa Causo é escritor. Autor de A corrida do rinoceronte e Anjo de dor.

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22 Respostas to “De Bar em Bar entrevista: Roberto de Sousa Causo”

  1. Parreira Says:

    Gostei do formato, muito original. Uma surpresa, realmente!

  2. Simone Saueressig Says:

    Antológico!

  3. Luiz Bras Says:

    Ótima entrevista. Ainda estou ouvindo os sons da refrega. Causo vê a vida social literária, seus conflitos e suas pulsões ideológicas, da mesma maneira que eu: filtrada pela análise de Freud, Darwin e Marx. Quanto à necessidade de renovação temática no mainstream, tempos depois encontrei uma opinião semelhante, e isso deve ser um sinal de que não estou totalmente errado: “Hoje a literatura brasileira [mainstream] se resume a genéricos de mestres do passado. Há as contrafações de Jorge Amado, Graciliano Ramos, Machado de Assis, Guimarães Rosa, Clarice Lispector e por aí vai.”

    Cadê a boa literatura brasileira?
    Por que os grandes autores nacionais perderam a mão – e o pé da História
    http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EMI95725-15230,00.html

    • Roberto de Sousa Causo Says:

      Oi, Luiz. Obrigado pelo comentário. Eu só não tenho Darwin como filtro, pois repudio o darwinismo social (tão favorecido pela FC anglo-americana). Os outros dois foram introjetados pelos anos de formação uspiana. Eu só acho importante — mesmo pela minha denúncia exagerada, imposta pelo cenário criado pelo Tibor — deixar claro que existem questões muito palpáveis de política literária que são abafadas pelo convívio “social” dentro do fandom. É preciso reconhecê-las.

      O artigo de Giron é muito legal, e eu cito uma outra passagem: “No Brasil das vaidades das belas-letras, pratica-se hoje uma literaturazinnha que se autodenomina ‘urbana’, um arremedo de corrente de consciência alimentado pela onda onanista dos blogs e da rodinha de amigos dos facebooks da vida.”

  4. Parreira Says:

    Vem mais por aí?

    • Tibor Moricz Says:

      Claro que vem, Parreira. Mas se fizer uma busca em postagens antigas, verá que essa não é a primeira entrevista ficcional que fiz. Tem ainda Adriano Fromer Piazzi, Antonio Xerxenesky, Erick Santos e Cristina Lasaitis. Vá ver!

  5. Dio Says:

    Excelente!

    Tibor, foi uma entrevista criativa, interessante e engraçada (em especial no trecho):

    — Não é “De Bar em Bar”? Cadê a droga do bar?

    — Você me disse que não bebe…

    — Nem suco de laranja? Nem limonada? Nem água mineral? Não bebo nada?

    • Roberto de Sousa Causo Says:

      Mesmo os abstêmios precisam se hidratar. Agora, eu não consigo é tirar da memória como e quando contei ao Tibor que tinha alergia ao couro dos coturnos. Minha carreira militar acabou por causa dessa fraqueza fatal… 🙂

  6. uberVU - social comments Says:

    Social comments and analytics for this post…

    This post was mentioned on Twitter by tmoricz: De Bar em Bar entrevista: Roberto de Sousa Causo: http://wp.me/pAp8d-r4

  7. Cirilo S. Lemos Says:

    A entrevista-conto mais divertida de todas! Espero que a próxima não demore muito.

  8. Roberto Belli Says:

    Muito bom! Inteligente, perspicaz, engraçado e, principalmente, com opinião.

  9. jorgecalife Says:

    Essa foi ótima Tibor, imagino que o Andre Vianco irá todo equipado para enfrentar os vampiros em algum bar da Transilvânia. Da minha parte eu só iria para uma entrevista dessas se pudesse levar a Angela Duncan, a Michelle Darrieux e as amazonas de Vega como escoltas!
    Imagino que um dia todas essas entrevistas do De bar em bar poderiam ser reunidas num livro. Ia ficar muito legal

    • Tibor Moricz Says:

      A idéia de transpor para livro já está sendo estudada, Calife. E já com 2 sugestões de editoras.

  10. Jose roberto Says:

    Tenho que dar o braço a torcer, ficou excelente e totalmente inovadora.

  11. Dalton Almeida Says:

    Achei que ficou muito legal!

    A idéia merece ser editada em um livro!

    Abraços,

    Dalton

  12. Artur Lins Says:

    Excelente. Pena que não tinha bar. Veio à minha mente aquelas cenas pastiche dos soldados bebendo em seus coturnos sob um sol escaldante e uma umidade pegajosa.

    Ah, a discussão foi muito boa!

  13. Alex Neundorf Says:

    Excelente entrevista! Parabéns ao Tibor e ao Roberto!

    Interessante notar que essa discussão gênero e mainstream também é importante no campo literário… eu estou mais interado do que ocorre pros lados da música e, em específico, da música Metal Extremo. Por lá, a discussão gira em torno das fronteiras entre Mainstream e Underground, chegando ao ponto de (para aqueles que vivem uma “cultura” underground) “Maistream” ser mesmo uma ofensa! Em outras palavras, seria “se vender”. É notável também por lá, essa aproximação do mainstream junto ao underground, como uma forma de se renovar e se aproximar de outros nichos (dantes relegadados à marginalidade) que potencialmente seriam lucrativos, ou que, então no mínimo, abririam um leque de exploração muito maior. Tomando-se em conta que a indústria da música vem sofrendo (diz-se isso comumente) revezes devido a pirataria, devido a uma postura de independência de algumas bandas, etc., toda essa “aproximação” tem uma conotação deliberada e estratégica, talvez.

    Algumas questões são postas por lá: qual o preço pago por essa aproximação? A perda de identidades (do underground)? Mainstream possui identidade? Qual é essa identidade? e seguem, ad infinitum…

    • Carlos Angelo Says:

      Exato, Alex. Todos os itens do mundo da música que você citou se aplicam ao mundo da literatura. É igualzinho.

      Eu mesmo sou um desses radicais da ficção científica, que invertem o paradigma e consideram o mainstream, em sua maior parte, como subliteratura.

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