UFO – Lido e comentado.

Como prometido, segue aqui o resultado da leitura da coletânea UFO – Contos não identificados, organizada por Georgette Silen para a Editora Literata.

Trata-se da reunião de trinta e três contos. A capa é razoável, embora clichê. Aliens com cabeção e olhos negros e grandes são figuras constantes na literatura. Não custava mudar isso um pouco. Também tenho restrições, e essas sérias, em relação à revisão. Erros constantes e irritantes tiram a concentração na leitura. Será possível que não vão meter na cabeça que vale a pena gastar um pouquinho a mais com um revisor competente? Serviço assim, feito nas coxas, prejudica muito a visão geral da obra.

Também senti falta de um trabalho de editor mais efetivo, ajudando alguns autores a melhorar o texto, corrigindo parágrafos mal estruturados, palavras mal escolhidas e frases com sentido confuso.

E um adendo: não é porque a coletânea é paga, que a rigidez da seleção deva ser menor. A seleção deve ser sempre rigorosa. Que isso sirva para as próximas coletâneas.

Vê-se a pressa em encerrar os trabalhos, reunir os contos e publicar o livro.

Avaliações:

1- Rober Pinheiro – De amizades e restos de Sol

Alienígena é enviado a Terra para aprender e observar. Conhece menina e faz amizade com ela. O autor não desenvolve a trama, precipitando-se para o final. Insatisfatório. Apressa atabalhoadamente e sem maiores e convincentes explicações a destruição da Terra. Argumento nada original.

2- Deuses do quarto milênio – Jocir Prandi

Humanidade praticamente extinta após apocalipse recebe visitas de alienígenas. Choque cultural e revelações religiosas conduzem a trama. Uma história razoável.

3- A transição – Anderson Henrique

Sonho conduz protagonista a uma viagem para além das fronteiras conhecidas. Apesar do eruditismo desnecessário, complicando frases que poderiam ser mais simples e diretas, a leitura se mostra boa. Não se trata de um argumento novo e também existem inconsistências científicas. Mas as inquietações apresentadas são perturbadoras. Por fim, vale a leitura.

4- Copa do mundo – Daniel Borba

Contatos ufológicos separados por períodos de 12 anos conduzem o protagonista a um desfecho traumático. Linha narrativa mais documental não cria muitas expectativas. O final foi meio surpreendente e meio previsível. Explico a contradição: conseguiu incomodar mesmo podendo ser antecipado.

5- Foo fighter – Renato G. Cunha

Piloto num Messerschmitt retorna para casa após batalha aérea. No caminho se depara com um Spitfire e uma nave alienígena. Cenário de guerra compõe esse excelente conto. Ritmo e detalhes fascinantes.

6- O diário de mister Oliver Parker – Ieda Silva Castaldi

Alienígenas se instalam entre os humanos para observá-los. Conto muito fraco, repleto de erros e com um argumento muito batido.

7- Enorme problema – Larissa Caruso

Perseguição a extraterrestre fugitivo é o mote desse conto. Enorme problema eu tive ao iniciar essa leitura. Muito ruim. Mal escrito, mal conduzido e mal explicado.

8- …E o princípio era o verbo – Michele Calliari Marchese

Alienígenas chegam à cidade. O conto parece começar pelo meio e teminar sem maiores explicações. Não conhecemos a protagonista nem a sociedade em que vive. Não conhecemos que são “eles” nem o que pretendem, nem porque.

9- A abdução de Natália – Renato A. Azevedo

Conto fala sobre aparições ufológicas e sobre a abdução de uma das personagens. O ritmo é tão apático e letárgico que toda a leitura segue sem que haja um único momento de tensão real por mais que autor tente criá-lo. Obviamente não consegue.

10- O.V.N.I – Mariana Albuquerque

Alienígenas alados (pássaros) chegam à Terra em busca de vida inteligente. Mas são tão obtusos que não conseguem identificá-la. Embora o conto apresente um argumento relativamente original, tem sua condução comprometida. A ironia exagerada tirou da história qualquer pretensão séria e a transformou numa paródia ineficaz.

11- A verdadeira história do ET de Varginha – Gerson Balione

Conto que pretende, com comédia, contar os fatos reais ocorridos em Varginha. Perde-se em descrições mal feitas e num ritmo intenso que, na pretensão de tirar o fôlego do leitor, consegue subtrair a dramaticidade dos fatos, mesmo considerando que o humor é o objetivo final. A impressão é de que o autor teve pressa em acabar e acabou atropelando a narrativa. Final morno para uma história alucinada com alguns poucos bons momentos.

12- Mallaon, o filho de Mênfis – Maria Helena Camilo

Esse eu prefiro até nem comentar.

13- Green flash – Renato G. Cunha

Velejadores vão dar em aprazível ilha com nativos pacíficos e estranhos deuses. Um pequeno tropeço da narrativa não tira o brilho dessa boa história. Final surpresa.

14- Contato! – Álvaro Moreira de Carvalho

Nave alienígena numa fazenda é derrubada com um tiro de espingarda (!). Prisão do ocupante acaba revelando fatos insuspeitos. Apesar de o conto fluir razoavelmente bem, o autor constrói os diálogos e a inter-relação entre os personagens de maneira muito estereotipada, sabotando a verossimilhança de um contato como o descrito. Final decepcionante. Um conto que tinha tudo pra ser bom.

15- Desejos e estrelas – Andréa Bertoldo

Homem em procura de um amor verdadeiro faz pedido a uma estrela. Fábula romântica que nada tem de ufológica. Narrativa simples e agradável.

16- Experiência – Eduardo Bonito

Homem ansioso por aventuras sexuais que o afastem da mesmice acaba numa boate misteriosa, junto a stripers de outro mundo. Condução inábil torna o conto aborrecido e interrompe a suspensão da descrença. Lê-se o conto como a uma paródia mal feita.

17- Cabeça de ouro – Antonio Jota

Homem enlouquece a passa a pregar e buscar um tesouro antigo. O elemento ufológico repousa em insinuações sobre conversas do protagonista com nave estranha em suas terras. Entendo esse elemento como meramente alegórico. O intuito principal é falar sobre Caio Graco, suas mazelas e seus devaneios. Boa prosa.

18- O primeiro deles – M. D. Amado

Um espécime é capturado e levado para base militar. Avaliações médicas caracterizam-no como um alienígena. Conto que tenta ser engraçado. O argumento é pouco desenvolvido e acaba prejudicado por tropeços na condução da história. Faltou habilidade.

19- Piratas espaciais – Pedro Gonçalves/Rafael de Andrade/Sidnei Holanda

Por Tutatis! Esse talvez seja o pior conto que li nos últimos tempos. Não há nada a não ser palavras seguidas umas das outras na vã tentativa de lhes dar alguma unidade. Surpreende-me que a organização tenha aceitado esse trabalho. E, vejam: foram necessários três autores para cometer esse conto. Um Eca! para cada um deles.

20- Entre mares – Kelly Rodrigues

Alienígena fêmea sai de seu planeta onde não existem homens (dizimados por uma praga) e parte para a Terra em busca de novas sensações. Conhece outra mulher e…
A trama envolvendo uma alienígena me parece também uma alegoria com a função de conduzir ao final apoteótico de gozo pleno, inter-racial e interplanetário. Texto poético e agradável, embora a ausência de revisão tenha prejudicado a leitura.

21- Gêmeos – Andréa Bertoldo

Romantismo extraterrestre. Amor que vence distâncias intergalácticas. Prosa satisfatória. Nesse relato em particular, deixei de lado qualquer busca por verossimilhança ou consistência científica e me permiti analisar apenas o enredo dentro daquilo que ele se propunha.

22- Laex – Sóira Celestino

Interessante história onde um alienígena busca outras mentes privilegiadas no universo para se interconectar em busca de informação e conhecimento. Trata-se de uma história que mereceria ser retrabalhada para tirar dela o máximo que o argumento possibilita. Apesar de estar aquém do que poderia, gostei.

23- O mistério de Amaruc – Izabelle Valladares

Escavações arqueológicas em Cuzco revelam uma câmara secreta e um estranhíssimo artefato. Outra boa história onde a condução poderia ter sido mais caprichada. Teorias da conspiração acabam remetendo a narrativa ao mal afamado clichê.

24- Ocorrência policial – Felipe Alandt Simm

Homem abduzido é devolvido ao local da abdução 20 anos depois. O conto começa bem, me fazendo lembrar de Twilight Zone. Mas continua ruim e termina pior.

25- Somos – Duda Falcão

Experiência alucinógena leva protagonista a uma fascinante viagem. Conto curto e com argumento original.

26- Energia potencial – Jaqueline Leal

Cópula prepara a Terra para a dominação Zari. Bom conto que teria recebido um Uau! Não tivesse deixado escapar a chance no final onde um exagero inexplicado colocou tudo a perder.

27- Cobaia – Alex Mir

Intercurso sexual entre humana e alienígena provoca um conto assustador de ruim. Dou um grito horrorizado e pulo rapidamente para outra história.

28- Nenhuma palavra… Com toda certeza – Celso Freitas

Aparição ufológica sobre base militar carioca. Bem escrito. Todavia, não se trata de conto, não devendo, portanto, ser julgado como um. Entendo que segue parâmetros de relato de avistamento que bem pode ou poderia ser verdadeiro. Absterei-me de julgar a qualidade.

29- Caixa preta do tempo – Suzy M. Hekamiah

Batalha aérea simulada acaba interrompida pela presença de um Óvni agressor. Argumento interessante, mas muito mal conduzido e muito mal explicado.

30- Esfera metamorfa – Nemésio Silva Filho e Newton Silva

Deus meu! Relato sobre avistamento rompe todas as barreiras da má narrativa e da má história.

31- Sintonia fina – Angelo Tiago de Miranda

Me absterei de comentários. Estou em choque. Terrível, terrível…

32- O navegante – Alfer Medeiros

Velejador assiste uma formidável aparição. Coleta de espécimes marinhos é realizada. Narrativa ruim, descrições confusas. Situação pouco crível.

33- Desígnios – Georgette Silen

Profetiza faz elo entre homens e deuses. Narrativa ambientada na Roma antiga. Apesar de alguns tropeços, a história se sustenta e consegue ser agradável.

A somatória de contos com suas respectivas avaliações faz dessa coletânea caça-níqueis uma como as demais, lidas e comentadas anteriormente neste blog, sem conseguir se destacar da ruindade geral. Atribuo a UFO – Contos não identificados um   .  Estou sendo bonzinho, acreditem.

E se esse post tiver erros, peço desculpas. Meu revisor anda muito ocupado.

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29 Respostas to “UFO – Lido e comentado.”

  1. Saint-Clair Stockler Says:

    Hahahahahaha, adoro seus comentários nos “ecas!”.

    Não sei não, mas coletânea com 33 contos? Muito complicado de “equilibrar”. Estou convencido de que as coletâneas com 12 contos existem aos montes não por ser o 12 um número cabalístico, mas porque é muito difícil organizar uma obra com mais contos do que isso – a não ser que sejam textos de autores já consagrados no mercado (e mesmo esses muitas vezes tropeçam…).

    • Tibor Moricz Says:

      Realmente fica difícil equilibrar 33 contos, mas é possível evitar os ECAS e melhorar alguns RUINS. Um pouquinho de boa vontade, só. Mas a grana que a coletânea arrecada fala mais alto e frustra qualquer tentativa nesse sentido.

    • Marcelo Bighetti Says:

      E pensar que irei enviar meu projeto para vocês dois (Saint_Clair e Tibor)… Adoro os ECAS!

      • Tibor Moricz Says:

        Já que gosta tanto dos ECAS, me esforçarei em distribuí-los no seu projeto, ok? rsrsrsrs 🙂

      • Saint-Clair Stockler Says:

        Fica tranquilo, Marcelo: sou mais “delicado” (Dr. Moricz, sem piadas, por favor) do que o grosso do Tibor… rsrsrs.

        “Saint-Clair” com underline foi tão bonitinho: me senti peça e utensílio do Twitter 😉

  2. Ramiro Catelan Says:

    Tibor, só posso supor que tu estejas recebendo gratuitamente esses livros, sim? Porque, né, pagar pra ler essas coletâneas… acho que nem que eu ganhasse leria algo assim. Daria uma desculpa, sei lá. Há tanta coisa melhor pra ler…

    • Tibor Moricz Says:

      Ganhei, sim, Ramiro. E não foi da editora nem da organizadora. Eles não são suicidas…rs

  3. Matheus A. Quinan Says:

    Acho que meu maior medo em publicar um conto é que o Tibor o leia. Imagina um romance inteiro, então?
    Espero que, se acontecer, eu ganhe pelo menos um “Médio”, e não um “Eca!”. Hahaha!

  4. Tweets that mention UFO – Lido e comentado. « -- Topsy.com Says:

    […] This post was mentioned on Twitter by Matheus A. Quinan and Antonio Luiz MCCosta, tmoricz. tmoricz said: UFO – Lido e comentado.: http://wp.me/pAp8d-D4 […]

  5. Gerson Balione Says:

    Sr. Tibor, agradeço suas críticas. Realmente tenho esse problema de muitas explicações e detalhes, que acabam deixando meus contos muito afoitos. Talvez isso ocorra porque o limite, geralmente de 10.000 caracteres, seja pouco ou porque sou afoito mesmo, rsrsrs. Estou tentando melhorar. Tenho pouca experiência no mundo da literatura, tanto na escrita, quanto na leitura. Comecei a escrever a uns oito meses apenas, nunca, nem se quer, escrevi uma cartinha de amor. Também concordo com a quantidade de contos e com a falta de alguém para orientar melhor.
    E o humor é uma característica minha. Tudo que escrevo tende para a comédia. È natural, não consigo mudar isso.

    Obrigado e até uma próxima.

    • Tibor Moricz Says:

      Nenhum problema em puxar para a comédia, Gerson. Até acho louvável, já que nos faltam bons textos de humor. Mas o cuidado com a prosa e com o enredo também precisam ser constantes. Mas se é como você disse, de você escrever pouco e ter começado recentemente, então o conto está bom. Pra quem tá no começo, o trabalho indica boas possibilidades de evolução.

  6. Alfer Medeiros Says:

    É o primeiro site que vejo fazer uma análise conto a conto desse livro!
    As críticas foram recebidas, assimiladas e os erros apontados serão evitados em textos futuros.
    Um abraço.

  7. Daniel Borba Says:

    Ah… um medio vindo do Tibor nao eh nada mau…hehe…. Infelizmente, sou obrigado a concordar com seus comentarios a respeito da revisao…;). Abraco!

  8. Humberto Says:

    As críticas são válidas, mas acredito que esse senhor que comentou o livro deveria ter consciência da dificuldade dos autores conseguirem sequer ter acesso a uma editora. Felizmente ou infelizmente foi aberta a oportunidade e devemos louvar a iniciativa da Literata que está nascendo agora. A editora não é nenhuma Cia. das Letras ou algo parecido que tem condições, infraestrutura e tempo para longos processos de edição. Em nenhum momento do post foi comentado isso.

    • Tibor Moricz Says:

      Ah, claro, Humberto. Minhas sinceras desculpas, então. O fato da editora ser nova justifica plenamente a ausência de qualidade editorial. Eu devia saber disso, mea culpa, mea maxima culpa.
      Temos que dar tempo ao tempo, certo? Talvez mais uns 20 ou 25 anos. E quanto aos autores que não encontram espaço em outras editoras, já lhe passou pela cabeça que eles não tem qualidade pra isso? Seria uma boa razão, não? Mas, esqueça. É só uma ideia louca minha. Provavelmente eles são ótimos e o mercado é que não presta por não lhes abrir espaço. Mas pagando, tudo se consegue, não é mesmo?

  9. Sóira Celestino Says:

    Prezado Sr. Tibor,

    Agradeço suas observações e em relação ao meu conto tive a mesma percepção que a sua. Eu o escrevi no último momento e após dar uma pausa em um relatório que tinha que encaminhar para um grande banco na mesma data do dead line da antologia. Lamentavelmente escrevemos em meio as jornadas absurdas de trabalho que cumprimos o que fatalmente compromete nossas mentes e nossos textos. Peço-lhe encarecidamente que leia um outro texto que postei no recanto das letras e deixe seu comentário que seguramente é valioso na medida que nos possibilita o crescimento como autores e mesmo como pessoa. Segue o link. http://recantodasletras.uol.com.br/contosdefantasia/2410454.

  10. Humberto Says:

    Quanto ironia ehim? Que pensamento medíocre e pequeno. O senhor como autor renomado internacionalmente e consagrado a ponto de ser um candidato a alguma cadeira na ABL deveria conhecer melhor os fatos e a dureza que é alguém publicar algo nesse país. Somente pagando, olha que legal, alguns autores conseguem publicar algo.

    Volto a repetir, a editora é nova e agora nesse momento o seu processo de edição deve ser limitado devido aos parcos recursos. O produto final foi o máximo que eles conseguiram. Vamos ver daqui para a frente.

    Não concordo com seu pensamento, visto que autores hoje consagrados na literatura fantástica foram em tempos passados rechaçados por muitas editoras e o senhor acha que eles não eram bons? O André Vianco mesmo é um exemplo, que enviou a sua história para inúmeras editoras e não obteve sucesso. Teve que autofinanciar o seu primeiro romance.

    • Jota Says:

      Mas uma coisa não tem nada com a outra. Realmente é difícil para o autor iniciante encontrar espaço. Também é verdade que existem aqueles que recorreram pela autopublicação e hoje são escritores reconhecidos. Mas isso não é desculpa para não ser criticado.
      Publicar alguma coisa esta sujeito a isso: alguém vai gostar e alguém não vai gostar. E se o trabalho de edição for mal feita não tem que passar a mão na cabeça. É ótimo que novas editoras apareçam no mercado, mas se elas quiserem sobreviver terão que se esforçar o máximo para entregar um produto de qualidade, não importa se é de autor iniciante, consagrado ou etc.
      Esse é o único jeito de se sobreviver em qualquer área: qualidade.
      Cortar custos para conseguir por algum produto no mercado sempre terá consequencias danosas.

    • jrcazeri Says:

      Para gostar ou não de um trabalho não é preciso ser membro da ABL, nem reconhecido internacionalmente. Já para aceitar as críticas como algo construtivo, bom, aí já se faz necessário um certo bom senso e humildade.

    • Alfer Medeiros Says:

      Ao se divulgar um texto próprio, é necessário estar preparado para aceitar o retorno do público, seja este positivo ou negativo.
      É o famoso “dar a cara a tapa”. Entender as críticas e delas tirar proveito, em nome do aprimoramento e do aprendizado. É difícil e às vezes desagradável, porém necessário.
      Muitos adotam uma postura de resistência e mania de perseguição ao serem criticados. Estão certos ou errados? Eu realmente não sei, pois cada um tem sua maneira de reagir e de pensar.
      O importante é evoluir sempre. Se para isso for necessário ler/ouvir coisas não muito agradáveis sobre o trabalho, que assim seja. Vivendo e aprendendo.

      • Eduardo Zhukov Says:

        Bravo!!! Comentário justo! E Tibor, eu te peço, humildemente, que não mude e não se intimide diante dos orgulhos feridos desses que não usam a crítica construtiva para crescer, mergulhando em complicados melindres despropositados e desnecessários.

        Se eu ganho dinheiro, trabalhando, de sol a sol, para o meu sustento e de minha família, preciso valorizar, como escritor, o dinheiro das pessoas que adquirem os meus livros. Quero buscar a evolução exponencial incessante dos meus trabalhos literários como uma forma justa de agradecer a aqueles que acreditam no potencial do meu trabalho e criatividade. Eu mesmo faço jornada de trabalho dupla, muitas vezes escrevendo até de madrugada, durante a semana e em muitos finais de semana, para trazer conceitos diferenciados, dentro da temática ficcional, para a evolução da nossa civilização, depois do meu retorno ao lar. Que possamos evitar os desculpismos para justificar as nossas falhas e displicências como escritores em nosso processo de evolução e auto-conhecimento.

        Obs.: Não respondi antes porque estava atolado de trabalho no escritório de design onde trabalho.

    • Tibor Moricz Says:

      Eu ia responder, Humberto, mas já disseram tudo o que eu ia dizer.

  11. Daniel Folador Rossi Says:

    Hum, medo de ter um trabalho avaliado xD

  12. Renato G. Cunha Says:

    Caro Tibor
    Sou o autor de dois contos nesa antologia e tenho um livro publicado pela Multifoco, chamado “Os homens sem rosto” e gostaria de submetê-lo a seus comentarios imparciais e sinceros. Como poderia fazer chegar a suas mãos um exemplar ?

    Abçs

    Renato

  13. Marcelo Augusto Claro Says:

    Gostaria que lesse alguns textos meus. É curto. Preciso de uma opinião forte e imparcial.

    eriknelgratel@hotmail.com msn.
    marcclaro@gmail.com email.

    Espero retorno.

    • Tibor Moricz Says:

      Marcelo, atualmente realizo essas leituras como atividade profissional. Assim, passei a cobrar por elas. Executo serviços de leitura crítica e preparação de textos mediante um pagamento específico por lauda. Se mesmo assim estiver interessado, contate-me em tibmo45@yahoo.com.br

  14. Felipe Alandt Simm Says:

    Olá Tibor, acho que toda crítica é bem vinda. Estou apenas começando a me aventurar pelas letras e espero evoluir muito ainda nesse universo da escrita.
    Legal você fazer seus comentários conto a conto.
    Um abraço.

  15. nwd60 Says:

    Como um escritor que se diz consagrado e autor de livros ditos excelentes e que não comete nenhum errinho sequer do vernáculo ou de estilo ou seja lá que o valha, deveria, ao invés de tripudiar os textos alheios, incentivá-los.

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