Devir lança primeira antologia brasileira de ficção científica política.

Assembleia Estelar: Histórias de Ficção Científica Política, Marcello Simão Branco, organização e introdução. Capa de Vagner Vargas. São Paulo: Devir Livraria, selo Pulsar, dezembro de 2010, 408 páginas. ISBN: 978-85-7532-453-0. Preço: R$ 39,90.

Com histórias de Bruce Sterling (Estados Unidos), Ursula K. Le Guin (EUA), Fernando Bonassi, Orson Scott Card (EUA), André Carneiro, Henrique Flory, Flávio Medeiros Jr., Ataíde Tartari, Daniel Fresnot, Carlos Orsi, Roberto de Sousa Causo, Miguel Carqueija, Luís Filipe Silva (Portugal) e Roberval Barcellos.

Se for verdade que a ficção científica está mais associada aos temas da exploração do espaço, seres extraterrestres, viagens no tempo ou realidade virtual, ela também possui uma ampla relação com a política. A começar pela presença em narrativas utópicas que idealizaram civilizações mais virtuosas, posteriormente na presença de assuntos políticos nos enredos das histórias contemporâneas de FC, especialmente aquelas que exploram novas utopias, distopias ou sociedades alternativas, mas também especulações sobre a realidade social e política, tratando das instituições da democracia, da globalização e dos conflitos internacionais.

Assembleia Estelar é uma antologia inédita neste tema no Brasil, e desenvolve essa relação de afinidade sublinhando que a extrapolação sobre as formas de organização política, além de estar na gênese do gênero, tem muito a ser explorada. Esta é a principal intenção através de quatorze contos, com a presença de autores como os norte-americanos Bruce Sterling, Orson Scott Card e Ursula K. Le Guin, esta com seu conto “O Dia Antes da Revolução”, vencedor do Prêmio Nebula 1974. Além deles, Luís Filipe Silva, Daniel Fresnot, André Carneiro, Fernando Bonassi, Carlos Orsi, Ataíde Tartari, Miguel Carqueija, Henrique Flory, Flávio Medeiros Jr., Roberto de Sousa Causo e Roberval Barcellos contribuem com interpretações ficcionais de cenários históricos, sociedades ideais ou de pesadelo, investigações sobre configurações e efeitos das instituições políticas, além de possíveis guerras no futuro.

Sobre Assembleia Estelar:

“A ficção científica é o mais político dos gêneros literários: seus temas privilegiados são a opressão e a resistência, a guerra, as diferentes modalidades do exercício do poder ou a relação entre o ser humano e o meio ambiente. Os contos deste volume falam de eleições e parlamentos, de estadistas e de ditadores, de guerrilheiros e senadores. Mas falam, principalmente, de mundos alternativos, de realidades possíveis que não se realizaram. Partilham a convicção de que, longe de ser destino, a sociedade humana é fruto das escolhas que seus habitantes fazem.”

— Luis Felipe Miguel, Professor de Ciência Política da Universidade de Brasília.

“Marcello Simão Branco organizou uma antologia com histórias variadas e interessantes, ressaltando mais a política brasileira em vez da estrangeira, já que constam três autores norte-americanos (Le Guin, Card e Sterling), entre eles, os mais conscientes de diferenças culturais e conhecedores da cultura brasileira ou latinoamericana. O restante dos autores estão mais sensibilizados sobre a condição do gênero no Brasil. Com os temas da redemocratização no Brasil, mundos distópicos, histórias alternativas, caos urbano, o consumismo, a tecnologia, Assembleia Estelar tem tudo para repercutir e provocar variados debates tanto para o leitor experiente, como para o iniciante do gênero.”

— M. Elizabeth Ginway, autora de Visão Alienígena: Ensaios Sobre Ficção Científica Brasileira e Professora Associada na Universidade da Flórida, em Gainesville.

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3 Respostas to “Devir lança primeira antologia brasileira de ficção científica política.”

  1. Rauda Says:

    malditas capas

  2. Marcello Branco Says:

    Valeu pela divulgação, Tibor! Um abraço.

  3. Arthur Says:

    E as capas da Devir, sempre bregas. 😀 Mas achei tosco também aquele “e outros” ali… Parece que Roberto de Sousa Causo ou Carlos Orsi, etc. são d ealguma forma menores que Henrique Flory ou Ataíde Tartari, sei lá…

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