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Kaori e o Samurai sem braço – Lido e comentado

10/01/2013

Capa_KaoriSSB04B_semprata

Conheci Kaori antes de conhecer Giulia Moon. E foi na coletânea Amor Vampiro. Já na ocasião achei a personagem bastante forte para apenas uma história. Não foi surpresa nenhuma ver que a autora deu a Kaori um universo próprio, desenvolvendo-a em (até agora, mas tem espaço pra mais) três livros.

Vou ser sincero em admitir (mea culpamea máxima culpa) que não li os dois primeiros livros da saga (erro que estou a corrigir, já que comecei a leitura de Kaori, perfume de vampira).

Kaori e o Samurai sem braço foi uma leitura libertadora.

Vou explicar.

Andava cansado de ler obras de gênero cujos estilos e talentos se diferenciam tanto na pegada quanto na qualidade, quase sempre densos, ou experimentais, ou herméticos (ou simplesmente ruins, está cheio disso por aí). Andava como Jó, de vela em mãos, a procura de uma obra cuja prosa conseguisse me desintoxicar.

Giulia Moon tem o mesmo talento nato para a escrita quanto Kaori para a sedução… foi uma leitura deliciosa.

Nesse livro, Kaori vive aventuras no seu passado remoto, no tempo dos Xoguns.

Ilustração Kaori

Ela tem a vida salva por um Samurai — Kuroshima Kitarô, conhecido como Migitê-no-Kitaro (O Samurai sem braço) — e faz com ele um acordo: um ano ajudando-o na busca por um demônio chamado Shinkû. Vivem várias aventuras durante a busca por esse poderoso Bakemono, enfrentando monstros das mais diversas naturezas.

Ajuda-os uma pequena kitsune, raposa com poderes mágicos com a faculdade de se transformar em humano, nesse caso, numa mocinha esperta, comilona e bastante levada.

Narrativa com fino humor e ação precisa e bem descrita. A ambientação e o cenário – Japão do século XIII – são fascinantes. Envolvente até a última linha, trata-se de leitura tão agradável que quando você se dá conta, acabou. E isso é bom e ruim ao mesmo tempo.

Não por acaso Giulia Moon foi indicada e terminou entre terceiro lugar no Concurso Hydra, promovido pela revista eletrônica norte-americana Orson Scott Card’s Intergalactic Medicine Show e o Website brasileiro A Bandeira do Elefante e da Arara do escritor Christopher Kastensmidt com o conto Eu, a sogra, publicado no primeiro volume da coleção Imaginários em 2009 (organização Eric Novello, Saint-Clair Stockler e Tibor Moricz).

Se você ainda não leu Kaori e o Samurai sem braço, corra até uma livraria. Você não sabe o que está perdendo.

Kaori

***

Kaori e o Samurai sem braço

Editora: GIZ Editorial
Gênero: Fantasia
Formato: 16 cm x 23 cm
Páginas: 196

Concurso Hydra de Literatura Fantástica Brasileira

20/06/2011

O concurso Hydra, uma parceria entre a revista eletrônica norte-americana Orson Scott Card’s Intergalactic Medicine Show e o website brasileiro A Bandeira do Elephante e da Arara, visa expor o melhor da literatura fantástica brasileira para leitores em língua inglesa do mundo inteiro.

Um painel composto por três juízes selecionará três finalistas entre os contos de literatura fantástica publicados no Brasil pela primeira vez nos anos de 2009 e 2010.  O conto vencedor será selecionado pelo escritor norte-americano Orson Scott Card, autor dos livros Jogo do Exterminador e Orador dos Mortos e um dos escritores mais premiados de ficção científica no mundo.

Card diz, “Desde a época em que vivi no Brasil no começo dos anos 70, a nação e o povo do Brasil têm sido importantes para mim.  É por isso que em Orador dos Mortos, os colonos são brasileiros que falam português!  Quando voltei para o Brasil há vinte anos para participar de uma convenção de ficção científica, fiz novas amizades e li o trabalho de alguns autores estimulantes.  Continuo seguindo o panorama de ficção científica brasileira, e tenho orgulho que a IGMS facilitará a apresentação de alguns destes escritores aos leitores americanos.  Até agora, leitores americanos têm pouca idéia da quantidade de bons trabalhos que estão sendo feitos no nosso gênero no Brasil.”

O conto vencedor receberá tradução para o inglês feita pelo escritor Christopher Kastensmidt, finalista do Prêmio Nebula de 2010, e organizador do Concurso Hydra.  O conto vencedor também será publicado na Orson Scott Card’s Intergalactic Medicine Show (IGMS), com pagamento profissional.

Edmund R. Schubert, editor de IGMS diz, “Desde o lançamento online da revista, publicamos histórias do mundo inteiro, mas apenas das partes do mundo onde falam o inglês.  Esta oportunidade de buscar literatura brasileira, onde não há apenas um outro jeito de falar mas também de pensar, é emocionante.  América do Sul e América Latina são conhecidas de longa data por incorporar realismo mágico em sua ficção, o que é uma novidade perfeita para a IGMS investigar.   Estou bastante animado para ver as histórias que chegarão para nós deste concurso.”

O organizador Christopher Kastensmidt diz, “A comunidade brasileira de ficção especulativa produziu centenas de histórias excelentes durante os últimos anos, mas poucos chegaram aos leitores de outros países. Esse concurso é uma chance de mostrar aquele talento para o mundo. Intergalactic Medicine Show reconhece que o mundo da FC se estende muito além dos EUA, e agradeço de coração o apoio deles neste evento. Acho que vai ser um grande momento para nossa comunidade aqui.”

O nome do Concurso Hydra vem da constelação.  Sendo um grupo de estrelas com nome de um monstro mítico, a constelação Hydra é símbolo da fantasia e ficção científica produzida pela comunidade de escritores de ficção especulativa.  A constelação atravessa a equador celestial, unindo os hemisférios celestiais norte e sul, da mesma maneira que o Concurso Hydra espera juntar os hemisférios norte e sul de ficção especulativa.  A constelação Hydra também aparece na bandeira brasileira.

As inscrições serão abertas de 01 de julho até 15 de agosto, e todos os autores brasileiros com contos de ficção científica ou fantasia publicados em 2009 e 2010 são encorajados a participar.  O regulamento será disponibilizado em breve no website parceiro Universo Insônia (universoinsonia.com.br).  Não existe taxa de inscrição, e o vencedor receberá tradução do conto para inglês e contrato de publicação na IGMS, com pagamento padrão da revista.

Sobre Orson Scott Card’s Intergalactic Medicine Show

Fundada pelo escritor premiado Orson Scott Card, e editada nos últimos cinco anos por Edmund R. Schubert, IGMS é uma revista online bimensal premiada que publica contos ilustrados de ficção científica e fantasia, histórias em áudio, entrevistas, resenhas e mais.  Autores vão de profissionais como Peter Beagle e David Farland até autores estreantes.  O site da revista é www.intergalacticmedicineshow.com.

Sobre The Elephant and Macaw Banner

A Bandeira do Elefante e da Arara (em ingles, The Elephant and Macaw Banner) é uma série premiada de fantasia situada no Brasil colonial.  As histórias contam as aventuras de Gerard van Oost e Oludara, uma dupla improvável de heróis que se encontram em Salvador.  Notícias, arte e informações sobre as referências culturais e históricas podem ser encontrados no site www.eamb.org.

Christopher Kastensmidt e Roberto de Souza Causo, juntos.

01/12/2010

Título: Duplo Fantasia Heroica: O Encontro Fortuito de Gerard van Oost e Oludara/A Travessia
Autores: Christopher Kastensmidt/Roberto de Sousa Causo
Capa: Jonathan “Jay” Beard
Número de páginas: 128
Formato: 9 x 15 cm
Editora: Devir Livraria, selo Asas do Vento

Preço: R$ 15,90

A fantasia é o gênero literário que mais tem crescido no Brasil, nos últimos dez anos. Agora em um mesmo livro, duas novelas repletas de aventura e seres fabulosos. Duas novelas que, como os antigos bandeirantes, rompem o Tratado de Tordesilhas da literatura brasileira e abrem nosso território e cultura para a fantasia do tipo espada e feitiçaria — engendrada por escritores como Robert E. Howard (criador de Conan) e Fritz Leiber (criador da dupla Fafhrd e Gatuno) —, que combina aventura e o encontro com criaturas sobrenaturais e fantásticas.

As Histórias

O Encontro Fortuito de Gerard van Oost e Oludara, de Christopher Kastensmidt. Van Oost, um aventureiro e viajante holandês, e Oludara, um guerreiro ioruba tomado como escravo, encontram-se em Salvador durante o Brasil Colônia, dispostos a, com muita astúcia e coragem, formar uma dupla de heróis como nunca se viu.

“Gostei de ‘O Encontro Fortuito de Gerard van Oost e Oludara’, de Christopher Kastensmidt. Esta é uma espécie de história de origem, e por isso vemos cada herói realizar um feito de heroísmo (e esperteza), preparando as próximas aventuras da dupla.”
Rich Horton, Locus Magazine

A Travessia, de Roberto de Sousa Causo. Em um Brasil pré-colombiano, o índio Tajarê e sua mulher, a sacerdotisa viking Sjala, tentam voltar para casa, fugindo da ira das amazonas, mas antes precisam chegar à outra margem do Grande Rio — enquanto a floresta é tomada por criaturas monstruosas.

“Com seu estilo rico e seguro, Causo vai tecendo uma epopéia admirável, plena de detalhes e com vocabulário extenso.”
Miguel Carqueija, Scarium Online

Os Autores

Christopher Kastensmidt nasceu nos Estados Unidos, mas vive no Brasil há mais de dez anos, residindo hoje na cidade de Porto Alegre. Ainda adolescente, teve várias ocupações, antes de cursar a Rice University, em Houston, Texas. No Brasil, foi sócio da empresa Southlogic Studios, que mais tarde foi vendida para a Ubisoft Brazil, uma firma de videogames junto à qual Kastensmidt se tornou diretor criativo. Sua estréia literária se deu com a história “Daddy’s Little Boy”, publicada na revista Deep Magic nº 41, de outubro de 2005. Também já publicou na Dinamarca, Escócia, Grécia, Polônia e República Checa.

“O Encontro Fortuito de Gerard van Oost e Oludara”, a primeira aventura da sua dupla de heróis apareceu na revista americana Realms of Fantasy (uma das mais importantes do gênero) de abril de 2010, como “The Fortuitous Meeting of Gerard van Oost and Oludara”. Kastensmidt chama a sua série de “A Bandeira do Elefante e da Arara”, ou “The Elephand and Macaw Banner”. A segunda história da serie tem o título de “The Parlous Battle of Gerard and Oludara against the Capelobo” e ainda está inédita.

Roberto de Sousa Causo é autor dos romances A Corrida do Rinoceronte (2006) e Anjo de Dor (2009), ambos pela Devir, e da novela Selva Brasil (2010). É também organizador das antologias Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica (2008) e Rumo à Fantasia (2009), entre outras. As primeiras aventuras de Tajarê foram publicadas na revista Dragão Brasil. Sobre a Saga de Tajarê, a revista CartaCapital disse: “Guardiões da Terra-Média e Guerreiros da Ciméria que se cuidem. Chegou um poderoso rival.”

Sobre o selo Asas do Vento: A Devir entra no mercado dos livros de bolso com uma linha de livros de fantasia, horror, ficção científica e aventura, publicando em combinações surpreendentes, o melhor dos autores nacionais e estrangeiros. Uma parte importante do trabalho de edição é encontrar um formato para se publicar textos ou histórias que o editor acredita ser relevante e merecedor de publicação.

A literatura fantástica está repleta de histórias curtas de grande qualidade que não encontrávamos uma maneira adequada de publicar. A coleção Asas do Vento vem justamente preencher essa lacuna. Ela é uma série de livros de bolso de acabamento primoroso, que visa publicar histórias mais curtas (contos, novelas, noveletas) que se destacam mas que normalmente acabam esquecidas por não terem tamanho suficiente para ocupar um livro de tamanho normal ou encontram espaço apenas em revistas ou antologias.

Com alta portabilidade, ao contrário da maioria das edições de bolso no Brasil, os livros da Asas do Vento realmente cabem no bolso (e nas bolsas). Com capa semi-rígida, também possuem maior durabilidade. Livros para desfrutar e colecionar.

Os livros da Asas do Vento estarão disponíveis em livrarias e bancas selecionadas.