Posts Tagged ‘coletânea’

Brinquedos Mortais encerra fase de submissão.

01/03/2010

Agora é oficial.

O prazo de submissão para os candidatos às quatro vagas restantes da coletânea Brinquedos Mortais se encerrou ontem à meia-noite. Nos últimos três dias chegaram bastantes contos, comprovando, afinal, que o brasileiro gosta mesmo é de deixar tudo para a última hora.

Existem, já, dois contos selecionados. Os outros dois deverão ser escolhidos nos próximos dias. Se, contudo, dos contos em mãos, uma ou as duas vagas restantes não forem preenchidas, não nos acanharemos em convidar autores não participantes (nem através de convite, nem através de submissão) na tentativa de preenchê-las.

Nem passa pela nossa cabeça estender o prazo de submissão, dando novas chances a novos candidatos.

Agradecemos a todos que exercitaram sua narrativa e nos mandaram seus trabalhos.

Recebemos de alguns a solicitação de uma leitura crítica, avaliativa, de seus contos. Não faremos isso. Demandaria um tempo de que não dispomos, assoberbados por compromissos pessoais, além dos assumidos com essa coletânea.

Brinquedos Mortais segue seu curso.

Terracota Editora – Última coletânea do ano.

09/11/2009

Cartas do fim do mundo

Para fechar o ano com chave de ouro, a Terracota Editora lança o livro Cartas do fim do mundo. Organizado por Claudio Brites e Nelson de Oliveira, o livro reúne treze cartas de autores novos e consagrados, escrita lá do fim dos tempos. Mais precisamente do dia 31 de julho de 2013 (data de aniversário deste blogueiro, que honra!), quando o mundo realmente terá seu fim.

Há ainda uma carta apócrifa e um artigo científico da Dra. Nicole Hudson, traduzido pelos organizadores, que trata dos documentos antigos de várias civilizações e de seus indícios sobre o fim dos tempos e sobre a data supracitada.

Os autores são: Moacyr Scliar, Raimundo Carrero, Marcelino Freire, Márcio Souza, Fausto Fawcett, Braulio Tavares, Xico Sá, Menalton Braff, Luis Dill, Luiz Bras, Marne Lucio Guedes, Brontops Baruq, Moacyr Godoy Moreira e Claudio Brites.

Texto da quarta capa:

Está escrito. O mundo vai acabar no dia 31 de julho de 2013. Entre meio-dia e 13h13, no horário de Brasília. Fim. Esqueça qualquer outra previsão que você já tenha visto, pois ela está totalmente errada. Acredite, esse é o dia (13), o mês (julho) e o ano (2013) do fim de nossa existência. Como será? Não há como saber. Os textos sagrados analisados não prevêem causas. Ao contrário, abrem um amplo leque de probabilidades catastróficas e deixam que a imaginação de cada um descubra os detalhes. E você sabe muito bem que bons e maus motivos para o fim não faltam.

Os manuscritos sagrados só falam que tudo vai acabar, e no instante final nós finalmente saberemos se a verdade é uma ilusão e se o tempo não existe. Nesse momento último, poderemos tocar o germinar de nossa existência. Ou, como fizeram os treze escritores aqui reunidos, enviar uma carta aos nossos antepassados contando como tudo terminou.

Como foi o fim do mundo.

Imaginários dá as caras!

17/10/2009

imaginarios_logo

Finalmente temos as capas definitivas dos dois primeiros volumes da coleção Imaginários. Estão incríveis!

No primeiro volume teremos: Gerson Lodi-Ribeiro, Giulia Moon, Jorge Luiz Calife, Ana Lúcia Merege, Carlos Orsi, Flávio Medeiros, Roberto de Sousa Causo, Osíris Reis, Martha Argel, Davi M. Gonzales e Richard Diegues.

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No segundo volume: João Barreiros, Saint-Clair Stockler, Jorge Candeias, Alexandre Heredia, Eric Novello, Sacha Ramos, Luís Filipe Silva, Tibor Moricz e André Carneiro.

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Através dos séculos, escritores têm explorado o limite das idéias e da linguagem, dando vida a magos e imperadores, despertando vampiros e zumbis de suas covas, viajando por universos inteiramente desconhecidos, enfrentando a morte em labirintos infinitos, criando seres fantásticos que habitam as sombras da nossa imaginação. Os bardos das praças públicas se transformaram em mestres dos livros, colocando no papel toda a sua criatividade. Mais tarde, as histórias invadiram sites e blogs, migraram para celulares, fugiram das páginas e ganharam vida própria. Mas uma coisa permanece igual até hoje: a capacidade de encantar o leitor.

Grandes e novos autores exploram infinitos imaginários nesta antologia da Editora Draco. A coleção Imaginários trará, a cada volume, contos inéditos que encontrarão o fantástico em todas as suas variantes, contando histórias de ontem, de hoje, de amanhã e – por que não? – de nunca. Conheça esse maravilhoso universo e reimagine a literatura fantástica.

Preparem-se para uma coleção de sucesso.

Pequena mostra de capa da nova coletânea.

09/10/2009

CAPA1

Eu havia prometido revelar o nome da coletânea organizada por mim, Saint-Clair Stockler e Eric Novello, as capas dos dois volumes e a editora envolvida no processo. E promessa é dívida.

A Imaginários será lançada pela Draco Editora (para ver a capa toda, acessem o link da editora). A ilustração acima é uma parte, apenas uma parte, de todo o belíssimo trabalho que será feito sobre as capas da coletânea.

Anseio por comentários. Opiniões. Elogios. Broncas. Reclamações. Exclamações… Qualquer coisa. Mas não fiquem quietos, por favor!

O vírus da pasmaceira me pegou.

02/10/2009

PREGUIÇOSO

A última vez que escrevi um conto ou o mais recente capítulo de meu novo romance foi há três meses. De lá para cá não tenho escrito linha alguma, a não ser estas que preenchem espaço no meu blog.

Fui convidado para duas coletâneas e tenho prazo até final de dezembro para entregar o material. Ah, é bastante tempo, dirão. Com certeza que é. Mas sabendo como sou, vou acabar escrevendo esses contos só nas últimas duas semanas do prazo.

Eu sou assim. Sazonal. Às vezes sou possuído pelo demônio da palavra (parafraseando o Braulio Tavares) e me meto a escrever de cinco a sete páginas por dia, todos os dias, menos aos sábados e domingos. Começo e acabo com um romance em quatro meses, no máximo. Escrevo um bom conto em dois dias.

Mas ultimamente, pensar em escrever algo mais que artigos pro blog já me dá uma canseira, uma preguiça tão grande…

Quando vou sair desse estado catatônico? Em dezembro, com certeza.

Mas sairei em grande estilo. Podem apostar.

Portal Stalker, primeiras impressões

27/07/2009

Li até agora 12 contos. Faltam ainda bastantes para acabar. Acho que já posso ir postando meus comentários a respeito.

Os portais anteriores tiveram, todos, altos e baixos. É o que se espera de coletâneas. Difícil manter o nível de qualidade lá em cima, mesmo porque quem decide esse nível é o leitor, cuja análise é sempre muito subjetiva. O que agrada a uns, desagrada a outros.

O Portal Stalker não poderia ser diferente.

Conto 1 – Gigantes (Mayrant Gallo)

Um conto que me surpreendeu. Fantástico em todos os sentidos. Além de escrever muito bem, Mayrant conseguiu me manter fixo na leitura, acompanhando a aventura do liliputiano protagonista. Talvez digam que estou errado, mas para mim o principal personagem é o pequeno homem sem utilidade.

Conto 2 – O novo protótipo (Roberto de Sousa Causo)

Via de regra, gosto do que o Causo escreve. Dessa vez não foi muito diferente, embora tenha reclamações com relação a este conto. Algumas coisas ficaram sem explicação e muitos eventos pareciam ocorrer simplesmente porque tinham que ocorrer. Senti falta de emoção, não fui fisgado, não me provocou ansiedade pelo final.

Conto 3 – Ontem ferido (Maria Helena Bandeira)

Um conto belo, mas escrito para não ser entendido.

Conto 4 – Alguém que fui (Maria Helena Bandeira)

Idem anterior. Até pensei que tivesse alguma ligação, sei lá.

Conto 5, 6 e 7 – Kripton, Os quereres e Buraco no céu (Brontops)

Até agora os melhores contos dessa coletânea. Muito bem escritos e com miolo. Meus parabéns ao autor cuja alcunha me lembra o período jurássico ou remédio para os brônquios.

Conto 8 – Wharia avariada (Marco Antônio de Araújo Bueno)

Incompreensível.

Conto 9 – Nonsensal (Marco Antônio de Araújo Bueno)

Nonsensal é um título bastante adequado a um conto que nos brinda com absoluto nonsense. Me pergunto o que o autor tem na cabeça quando escreve coisas sem nenhuma compreensão possível (pelo menos para mim). Para que leitor ele os escreve? Para si mesmo? Na minha opinião, um escritor não é para si, é para os outros.

Conto 10 – Holograma (Marco Antônio de Araújo Bueno)

Esse conto dele é melhor, embora exagere nos ecos. Ufa…

Parece existir entre alguns autores o afã de produzir obras com “O”, usando para isso (no presente caso) a literatura de gênero (que não exige necessariamente um conteúdo linear, mas que seja ao menos inteligível).

O que acabam conseguindo é um tipo de literatura “loura burra”, que apresenta ótima aparência, mas nenhum conteúdo.

Recentemente tem havido uma salutar discussão iniciada por Nelson de Oliveira e alimentada por Roberto de Sousa Causo, onde se discute a distância entre a literatura mainstream e a de gênero, e como ambas podem interagir.

A literatura mainstream privilegia a forma, enquanto que a de gênero, o conteúdo. Querer escrever a de gênero desprezando o conteúdo vai acabar criando outro subgênero para se unir a tantos outros: a literatura bizarra, ou lobotomizada.

Então, pelamordeDeus… Escrevam preocupados com a forma, mas não desprezem o conteúdo. A FC precisa de novos leitores e não de mais preconceito.

Nos próximos dias posto meus comentários a respeito do resto dos contos do Portal Stalker.


Pedro Moreno

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