Posts Tagged ‘Eric Novello’

O crítico literário, esse ser incompreendido.

09/02/2011

Escrever  críticas não é para qualquer um. É necessário que se tenha capacidade técnica, conhecimento teórico e tempo livre para se dedicar a essa prática (quando o fazem pelo gosto de fazer).

Não há exagero se dissermos que o crítico precisa ter também ouvidos moucos e olhos cobertos por catarata para fazer de conta que não escuta e nem lê as besteiras – às vezes nem tanto – que se comentam à custa de sua crítica.

Impressiona a incapacidade dos detratores de ler atentamente e se ater com profundidade àquilo que foi dito. Escapa-lhes, talvez propositadamente, a argúcia e o bom senso. Dentro de um texto com algumas dezenas de linhas, seus olhos só conseguem esbarrar nas críticas e passam longe dos elogios, como se eles sequer existissem.

Um bom exemplo é a resenha que Roberto de Sousa Causo fez do livro Neon Azul de Eric Novello (Editora Draco – 2010).

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4930567-EI6622,00-Perdidos+na+noite.html

Poderia estar me referindo a outras, feitas por tantos outros críticos, já que o problema é universal. Cansei de ver Antonio Luiz Monteiro da Costa (Carta Capital) ser agredido verbalmente por pessoas que não concordavam com ele.

No caso em pauta, surpreende-me que uma resenha tão boa, que considerou a obra bem acima da média, pudesse ter sido desqualificada por comentaristas em redes virtuais que acusaram o crítico de má vontade, de eventual indisposição com o autor e outros que tais.

Incapazes, todos eles, de lerem e avaliarem a crítica com equilíbrio?

Segundo Saint-Clair Stockler, cujas opiniões respeito muito, tratou-se de: “uma das críticas mais respeitosas que já li. Ele cumpriu bem o papel de um crítico: destacou pontos elogiáveis e pontos falhos. Isso é que é fazer crítica”.

Eu, pessoalmente, fiquei com excelente impressão da obra ao terminar de ler a matéria de Roberto de Sousa Causo e minha vontade em lê-la só aumentou.

Destaco duas passagens emblemáticas da resenha e que fundamentam todos os meus argumentos:

1- “A necessidade de manter um tom melancólico deixa o texto um pouco apático”

2- “Esse tipo de reflexão só pode ser provocado por um livro como este – sublinhado pela ótima capa e tratamento gráfico de Erick Sama -, que chega tão próximo de ser um trabalho excepcional”.

… um pouco apático.” soou bem mais forte aos detratores que “… tão próximo de ser um trabalho excepcional.” (considerando que podemos contar nos dedos de uma só mão – mui provavelmente – os trabalhos excepcionais em FC&F já publicados no Brasil).

Para estar próximo de “excepcional”, precisa estar, no mínimo, dentro da categoria de “ótimo”. Ou seja, na ponta da pirâmide. E, mesmo assim, reclamam.

Ô gente mais sem noção.

——

Baseado na crítica, o livro está recomendadíssimo. Encontrem-no em:
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=22163961&sid=8737202901321491611721318&k5=2E5C2881&uid=

 

Ajoelhem-se diante de suas majestades.

06/08/2010
 

Cliquem na imagem para vê-la ainda maior

Foi com enorme surpresa que vi essa capa, publicada no Cidade Phantástica do Romeu Martins. Fiquei embasbacado com a qualidade dela e certo de que demorarei para ver uma capa desse gênero melhor que esta, tão cedo. Não conheço os contos que rechearão este espetáculo de edição, mas se forem tão surpreendentes, teremos uma obra para lembrar por muito tempo.

Acompanhem o release:

Vaporpunk – Relatos steampunk publicados sob as ordens de Suas Majestades

Com força mundial, a estética steampunk vem angariando cada vez mais fãs brasileiros e portugueses. Seu apelo visual e o rico conteúdo inspirados no século XIX são o combustível certo para a produção de uma literatura que pode ser intensa, mas também descontraída. Descubra o que oito autores maquinaram nesse intricando conjunto de engrenagens que é a imaginação.

O steampunk nasceu como um gênero literário, mas ganhou vida própria e dominou a moda e as artes plásticas, tornando-se cada vez mais conhecido. Se a cultura da era vitoriana virou inspiração para essa estética, em Vaporpunk – Relatos steampunk publicados sob as ordens de Suas Majestades, os organizadores Gerson Lodi-Ribeiro e Luis Filipe Silva imaginaram essa época tão distinta sob a ótica brasileira e portuguesa, repleta de inovações tecnológicas e acontecimentos inusitados.

Com a presença de renomados autores da ficção especulativa dos dois países, Octavio Aragão, Flávio Medeiros, Eric Novello, Carlos Orsi e o próprio Gerson pelo Brasil; Jorge Candeias, Yves Robert e João Ventura por Portugal; a coletânea traz oito noveletas movidas a vapor, disputas políticas, personagens famosos e armas engenhosas.

Tudo isso regado a muita aventura e surpresas, porque mais do que repensar o gênero, Vaporpunk é um convite para conhecer um mundo alternativo, e o que Brasil e Portugal poderiam ter sido com tamanhas novidades.

Sobre os autores:

Gerson Lodi-Ribeiro

Autor carioca de FC e história alternativa. Publicou Alienígenas Mitológicos e A Ética da Traição na edição brasileira da Asimov’s. Autor do romance Xochiquetzal – uma princesa asteca entre os incas (2009), e participou das coletâneas Outras Histórias… (1997), O Vampiro de Nova Holanda (1998), Outros Brasis (2006), Imaginários v. 1 (2009) e Taikodom: Crônicas (2009). Como editor, organizou as antologias Phantastica Brasiliana (2000) e Como Era Gostosa a Minha Alienígena! (2002). Trabalha desde 2004 como consultor da Hoplon Infotainment, sendo um dos criadores do universo ficcional do jogo online Taikodom.

Luís Filipe Silva

É autor de O Futuro à Janela (prêmio Caminho de Ficção Científica em 1991), dos romances Cidade da Carne e Vinganças, e, com João Barreiros, de Terrarium. Tem contos publicados no Brasil, Imaginários v. 2 (2009), Espanha e Sérvia, na antologia luso-americana Breaking Windows, e na antologia representativa da FC europeia em 2007, Creatures of Glass and Light. O seu trabalho mais recente é Aquele Que Repousa na Eternidade, uma novela lovecraftiana. site TecnoFantasia.com.

Octavio Aragão

Doutor e mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes – EBA, UFRJ (2007 e 2002).  É professor Adjunto Nível 1 da Escola de Comunicação – ECO/UFRJ. Autor do romance A Mão que Cria (2006) e editor da antologia de contos Intempol (2000). É co-autor do livro Imaginário Brasileiro e Zonas Periféricas (2005), com a professora doutora Rosza Vel Zoladz, e publicou artigos em revistas como Arte e Ensaios e Nossa História.

Jorge Candeias

É português algarvio e tem desenvolvido nos últimos anos intensa atividade nos meios ligados à FC e ao fantástico dos dois lados do Atlântico (embora mais do lado de lá do que de cá, por óbvias razões logísticas). De momento ganha a vida como tradutor, e já tem no currículo um par de traduções de que se orgulha. Também tem no currículo um pequeno livro, Sally, (2002) e contos espalhados por publicações portuguesas, brasileiras, inglesas e argentinas, em papel e em bits.

Flávio Medeiros Jr.

Nasceu e vive em Belo Horizonte. Escreveu durante toda a infância, por isso joga mal futebol. Um dia entendeu que poderia ser médico e escrever como hobby, ou ser escritor e exercer a medicina como hobby. Como a última opção dá cadeia, optou pela primeira. Formou-se em medicina na UFMG e tornou-se oftalmologista. Autor do romance policial de ficção científica Quintessência (2004). Tem contos publicados nas coletâneas Paradigmas 2 (2009), Imaginários v. 1 (2009) e Steampunk (2009).

Eric Novello

É tradutor, escritor e roteirista. Publicou os romances Dante, o Guardião da Morte (2004), Histórias da Noite Carioca (2004) e Neon Azul (2010). Participou de várias coletâneas e co-organizou os primeiros dois volumes da coleção Imaginários e Meu Amor é um vampiro (2010).

Carlos Orsi

Natural de Jundiaí (SP) é jornalista especializado em cobertura de temas científicos e escritor. Já publicou os volumes de contos Medo, Mistério e Morte (1996) e Tempos de Fúria (2005) e os romances Nômade (2010) e Guerra Justa (2010). Seus trabalhos de ficção aparecem em antologias como a Imaginários v. 1 (2009), revistas e fanzines no Brasil e no exterior.

Yves Robert

É licenciado em informática, tem um mestrado em matemática e é professor assistente no IADE – Instituto Superior de Artes Visuais, Design e Marketing. Para além da sua actividade de docente e programador escreve textos publicitários estando especializado na área do marketing directo. Tem vários contos publicados em antologias brasileiras e portuguesas.

João Ventura

Escreve ficção curta que pode ser lida na internetE-nigma, Tecnofantasia, Épica, Storm Magazine, Contos Fantásticos, Axxón, Quimicamente Impuro, Breves no tan Breves Bewildering Stories, AntipodeanSF. Tem textos publicados também em fanzines e participou em várias antologias – A Sombra sobre Lisboa (2006), Universe Pathways (2006), Grageas ( 2007), Contos de algibeira (2007) Brinca comigo! e outras estórias fantásticas com brinquedos (2009), Almanaque do Dr. Thackery T. Lambshead de Doenças Excêntricas e Desacreditadas (2006). blogue fromwords.blogspot.com

Autor: Vários

Organizadores: Gerson Lodi-Ribeiro e Luís Filipe Silva

ISBN: 978-85-62942-12-9
Gênero: Ficção científica – Steampunk
Formato: 14cm x 21cm
Páginas: 312 em preto e branco, papel pólen bold 90g
Capa: Cartão 250g, laminação fosca, com orelhas de 6cm
Preço de capa: R$ 49,90

Disponível em: 27/08/2010

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Meu amor é um vampiro – Coleção Amores proibidos

26/04/2010

Essa coletânea organizada pelo Eric Novello e pela Janaína Chervezan me pegou de surpresa. Foi um segredo rigorosamente guardado a sete dentes.

A Editora Draco vem surpreendendo também com bastante agressividade, lançando livros a mão cheia e conquistando um respeito que muitas outras editoras levam bem mais tempo para conquistar. Diga-se de passagem que a Editora Draco está no mercado a pouquíssimos meses.

Gostei do argumento, gostei da capa (tem quem não tenha gostado, mas não podemos negar que ela é dirigidíssima aos seus leitores potenciais. Tem uma linguagem própria eficiente e com certeza atingirá seu público-alvo com pontaria certeira) e é possível que goste bastante dos contos. Vou lê-los todos e os comentarei depois aqui no blog.

Ah, tá. Vou ser um pouquinho chato, então. Com relação à capa. Os lábios da garota estão estranhos. Parecem ter sido artificialmente “inchados” no Photoshop. Ficou muito esquisito.

Fiquei sabendo que a boca da menina é assim mesmo, carnuda. Peço desculpas a ela…rs… e solicito mais fotos para confirmar as alegações do Erick…rsrs 🙂

***

Essa coleção vem mostrar que o amor verdadeiro vence todas as barreiras e pode fazer pessoas muito diferentes descobrirem que tem algo em comum, mesmo quando o coração de uma delas não bate há séculos.

Apaixonar-se não é nada fácil. Rola ansiedade, expectativa e muito nervosismo no primeiro encontro e no primeiro beijo. Imagine então quando o pretendente é um vampiro.

Pode ser um bem tradicional de capa e longos caninos, um sombrio e misterioso que aparece de repente na sua janela ou um aventureiro de moto e calças jeans, louco para te levar em um passeio inesquecível. Nesses casos, a adrenalina é ainda maior!

Nas perigosas páginas de Meu Amor é um Vampiro você conhecerá histórias fantásticas das melhores autoras de literatura vampiresca nacional, repletas de casais apaixonados e situações surpreendentes. Mas não pense que tudo são flores e caixas de bombom, afinal de contas, encontrar o par perfeito pode revelar terríveis surpresas.

Proteja o pescoço e marque um encontro com histórias que vão do romance ao susto, do suspense ao riso, numa leitura com beijos de tirar o fôlego.

Quem nunca se apaixonou que enfie a primeira estaca.

***

Essa coletânea tem o prefácio da dama morcega Giulia Moon, uma das maiores escritoras brasileiras dentro do gênero de terror vampiresco.

Conheça as autoras:

Adriana Araújo

É uma criatura estranha com idéias esquisitas. Cria histórias em tempo integral e estuda Química na UFMG para se distrair. Já publicou contos nas coletâneas Pacto de Monstros (2009) e Paradigmas 4 (2010) e mantém os sites de tirinhas Bram & Vlad, sobre vampiros, clichês e coisas da vida e Periódicas, onde a Química ri. Seu lema de vida é “não se leve tão a sério”.

Ana Carolina Silveira

É advogada, blogueira, leitora inveterada e escritora eventual, não necessariamente nesta ordem. Tem residência variável, sendo a atual Belo Horizonte-MG. Jogou muito Vampiro: A Máscara durante a adolescência e até  hoje tem uma quedinha por Lestat de Lioncourt.

Cristina ‘Tziganne’ Rodriguez

Tem alma e vida de cigana. Muda incessantemente, procurando descobrir algo de novo no mundo que a cerca. Romântica, acha que o amor supera tudo, inclusive vampirismo. É casada e tem um filho. Dedica-se a escrever e a tentar cuidar de plantas, sem muito sucesso. ‘O vermelho do teu sangue’ é seu primeiro conto publicado. Para saber mais sobre ela, visite: http://tziganne.blogspot.com

Giulia Moon

É paulistana, formada em publicidade e propaganda pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Já foi diretora de arte, ilustradora, diretora de criação e sócia de agência de propaganda. Giulia tem três coletâneas de contos publicadas: Luar de Vampiros (2003), Vampiros no Espelho & Outros Seres Obscuros (2004) e A Dama-Morcega (2006). Em 2009, lançou o seu primeiro romance, Kaori: Perfume de Vampira. Participou das coletâneas Amor Vampiro (2008), Território V (2009), Galeria do Sobrenatural (2009) e Imaginários Vol. 1 (2009).

Helena Gomes

É jornalista, professora universitária e autora dos livros de ficção Assassinato na Biblioteca, Lobo Alpha, Código Criatura, Kimaera – Dois mundos, Nanquim – Memórias de um cachorro da Pet Terapia (infantil), O Arqueiro e a Feiticeira, Aliança dos Povos e Despertar do Dragão (os três últimos da saga A Caverna de Cristais). É também coautora da não-ficção Memórias da Hotelaria Santista (1997). Publica contos em sites, antologias e revistas. Mais sobre seu trabalho em http://mundonergal.blogspot.com

Nazarethe Fonseca

Nasceu em São Luís, Maranhão. Começou a escrever aos 15 anos, após um sonho que se tornaria seu primeiro livro, uma trama policial. É autora da saga Alma e Sangue, iniciada com O Despertar do Vampiro e que prossegue em O Império dos Vampiros. Escreveu também Kara e Kmam, e publicou contos nas coletâneas Necrópole: Histórias de Bruxaria e Anno Domini.  Mora atualmente em Natal, Rio Grande do Norte. Seu e-mail de contato é almaesangue@gmail.com.

Regina Drummond

É mineira e mora em Munique, Alemanha. Apesar da sua formação de professora, nunca deu aulas, mas sempre trabalhou com literatura. Autora de muitos livros, tradutora e contadora de histórias, fala alemão, inglês e francês. Já ganhou alguns prêmios e destaques, sendo o mais importante o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, como editora. Escreve ainda para jornais e revistas, nacionais e internacionais. Entre seus livros, destacam-se “Destino: Transilvânia” (Ed. Scipione); “Sete Histórias do Mundo Mágico” (Ed. Devir); “O destino de uma jovem maga” e “Histórias de Arrepiar” (Giz Editorial); “O Passarinho Rafa”, (Ed. Melhoramentos). Para conhecer seu trabalho, acesse a homepage www.regina-drummond.de

Rosana Rios

É autora de Lit. Fantástica, Infantil, Juvenil. Em 22 anos de carreira produziu ficção, teatro, roteiros (TV e quadrinhos), Publicou mais de 100 obras e recebeu os prêmios: Cid. de Belo Horizonte (1990), Bienal Nestlé de Literatura (1991), Prêmio Abril de Jornalismo (1994), Menção Altamente Recomendável da FNLIJ (1995, 2006) e foi finalista do Prêmio Jabuti (2008). Mora em São Paulo com a família, uma enorme biblioteca e uma coleção de dragões. Site: http://www.segredodaspedras.com.
Blog: http://rosanariosliterature.blogspot.com.

Valéria Hadel

Nasceu na capital do Estado de São Paulo. É descendente de húngaros e romenos, o que de certa forma explica sua familiaridade com vampiros. Graduou-se em biologia, fez pós-graduação em ecologia e zoologia, e mora em São Sebastião, litoral norte do Estado, desde 1984, quando foi trabalhar no Centro de Biologia Marinha da USP. Sua área de atuação é a pesquisa e o ensino em ecologia e educação ambiental marinha e costeira. No quintal da sua casa moram cinco vira-latas, um dos quais é personagem do conto que escreveu para esta coletânea.


ISBN: 978-85-62942-09-9

Gênero: Literatura Fantástica
Formato: 14cm x 21cm
Páginas: 160
Preço de capa: R$ 31,90

Avatar.

05/01/2010

Fui ontem ao cinema para assistir Avatar. Moro em Solemar, Praia Grande, e o único lugar mais próximo onde se passava o filme em 3D era no Shopping Praiamar, em Santos.  Uns 45 quilômetros daqui. Saí com hora e meia de antecedência e cheguei ao cinema 10 minutos antes de iniciar a sessão. Mas, infelizmente, estava lotada (serve pra aprender, o Cinemark permite reservas de ingressos).

Claro que não ia perder a viagem e assisti ao filme noutra sala, sem os recursos da tridimencionalidade.

Não vou me perder em comentários extensos sobre o filme. Nem ficar atentando para o fato do roteiro ser fraco. Nada disso importa. O cenário é deslumbrante demais para que qualquer outra coisa seja posta em relevância.

Achei FO-DÁS-TI-CO.

Um dos melhores filmes que assisti até hoje. Valeu cada centavo e valeria ainda pagar o ingresso outra vez.

Essa é a opinião de um espectador comum. Se quiserem uma mais crítica e muito bem escrita, vão ao Aguarrás. O Eric Novello dá um show:

http://aguarras.com.br/2010/01/01/avatar-e-distrito-9/

Quem não assistiu ainda, corra!

Obras. Entrevista sendo construída.

17/11/2009

Ou faço uma coisa ou faço outra. Duas ao mesmo tempo, não dá! Assim, pelo menos hoje meu Blog não terá atualização. Estou trabalhando arduamente na entrevista que inaugura o De Bar em Bar. Se não for meticuloso, posso colocar o entrevistado em maus lençóis.

Divirtam-se em outros blogs. Vão no do Eric Novello ler a história do pombo finalmente atropelado. Vão no do Xerxenesky ler sobre um velho amigo dele. Vão no do Braulio Tavares ler vários artigos interessantíssimos. Vão no do Saint-Clair assistir ao divertidíssimo vídeo sobre 10 coisas a não se fazer num culto religioso. Vão para onde quiserem.

Mas voltem amanhã.

Porque amanhã a gente se fala melhor.

Fome – Palavras canibais

05/08/2009

Fome - Capa 2D

Há meses, quando Fome foi lançado, o meu companheiro de batalhas Eric Novello desenvolveu uma animação chamada Palavras Canibais baseada na narrativa distópica da obra. Resolvi trazê-la novamente à baila, já que a considero tão perturbadora quando os melhores contos do livro. Aproveitem para ir ao site da Tarja Editorial e comprar o livrete (pequeno, mas dá uma porrada boa!).

Vampiros: tremei!

04/08/2009

Cristal

Em casa é natural que fiquemos com um olho em nossas atividades diárias e o outro voltado para a nossa cadela Weimaraner, a Cristal. Não só por ser belíssima e com um porte majestoso, mas também porque é ainda bastante jovem e tem ímpetos que colocam em risco a cômoda rotina da família.

É comum vê-la destroçando uma orquídea premiada da patroa ou cavando buracos no gramado recém colocado ou deixando as marcas das patas barrentas pelas paredes da casa, logo depois de as termos limpado.

Macaquices fosse uma macaca. Cachorrices, então.

Hoje pela manhã pude ver que ela puxou “papai” em alguns gostos. Separei quatro livros com todo o cuidado. Dois deles para devolver ao dono verdadeiro (Eric Novello) que, esbravejando, os pede de volta (Sábado de Ian McEwan e Trem Noturno de Martin Amis). Um para enviar ao Saint-Clair Stockler que, esbravejando, me cobra esta dívida antiga (O inquisidor de Valerio Evangelisti) e, por fim, Amor Vampiro, coletânea vampiresca organizada pela Giz Editorial, livro que separei para “tomar ar” depois de dias de chuva ininterrupta e cuja capa parecia um pouco úmida.

Trem noturno Sábado O inquisidor AMor vampiro

Os quatro livros na varanda, bem debaixo de nossos olhos, diligentemente vigiados. Mas bastou um segundinho. Ou menos. Ela fez a escolha.

Amor vampiro se transformou numa massa disforme de papel. Os vampiros, todos, devorados. E numa velocidade vertiginosa. Cristal, a caçadora de vampiros, ainda mostrou os dentes numa expressão vitoriosa poucas vezes vista antes.

Eu amo essa cachorra… Mas quase a estrangulo desta vez.