Posts Tagged ‘Literatura brasileira’

Lançamento a vista.

16/09/2013

Convite Fantasticon6

Sábado que vem, no Fantasticon. Prometo ir armado. Quem estiver a fim de experimentar uma virada louca na vida, puxo o gatilho!

Só a antropofagia nos unirá?

14/12/2011

Braulio Tavares está lançando uma coletânea de FC chamada Páginas do Futuro pela editora Casa da Palavra (Leiam matéria em O Globo, aqui) e responde a uma entrevista onde declara que a literatura fantástica brasileira precisa de um movimento antropofágico que a faça cortar o cordão umbilical que a prende às referências anglo-saxônicas.

Tal proposta já havia sido feita há alguns anos por Ivan Carlos Regina e, ao que parece, ainda não foi colocada em prática (com digníssimas exceções).

Vocês, meus queridos leitores, acreditam que esse rompimento com as referências externas e um mergulho no caudal de matéria bruta que nossa geografia, história e mitologia oferecem é absolutamente obrigatório? Podemos sobreviver sem isso? A literatura de Ficção Científica e Fantasia brasileira se tornaria mais rica, mais exuberante ou mais inteligente se explorasse cenários e personagens tipicamente brasileiros?

Ou boa literatura independe de cenário e ambientação e tudo isso é uma condenável xenofobia?

Diga o que pensam, exponham suas opiniões.

***

Minha opinião:

Uma boa história independe de território. Se o cenário são as matas amazônicas, ou as estepes turcas, ou o deserto de Nevada, pouco ou nenhuma importância tem. O argumento está acima de localização geográfica ou cultural. Ninguém está obrigado a escrever suas histórias se utilizando obrigatoriamente de cenários brasileiros, de personagens brasileiros. Também não acho que todas as histórias precisam ser ambientadas fora de nosso país. O argumento é que define isso. Sempre o argumento.


FC&F de ontem. Quem fez o que e quando.

31/01/2011

Pretendo dar uma turbinada no meu blog, propondo um espaço diferente, dedicado à nossa FC&F. Biografias e entrevistas nos moldes tradicionais, apresentando ao fandom contemporâneo aqueles que ajudaram a construir as bases da nossa literatura de gênero.

Já li e escutei várias vezes que o que passou, passou. O que importa é o agora e o amanhã, em projeções futurísticas geralmente ególatras. Já li gente dizendo que nunca leu esse e aquele autor do passado e que não tem interesse nenhum em fazê-lo. Que esse e aquele trabalho de antigamente nada ou quase nada pode acrescentar ao que fazemos hoje.

Fico horrorizado quando leio e escuto coisas assim. Trata-se de flagrante desrespeito ao nosso gênero literário. Um comportamento desprezível. A literatura está acima de opiniões equivocadas como essas.

Meu principal objetivo é contatar autores vivos, mesmo que voluntariamente exilados. Entrementes, dar um panorama geral daquilo que fizeram outros já falecidos. Claro que não vou conseguir fazer tudo sozinho e recorrerei a algumas pessoas para que me ajudem na realização das Bios. Nem manterei uma frequência determinada, com datas certas de publicação de cada entrevista. Não há compromisso nenhum nesse sentido. Os trabalhos serão postados na medida em que conseguir completá-los.

Sei que para contatar alguns vou precisar contratar um detetive particular dos bons.

Assim, tentarei tornar redivivo – mesmo que pela duração de uma única postagem – alguns autores cujos trabalhos tiveram fundamental importância em suas épocas.

Desejem-me boa sorte. Acho que vou precisar.

Imaginários 3. A continuação da saga.

11/08/2010

Belíssima capa!

Quando a saga Imaginários começou nem se chamava assim. Tinha uma proposta diferenciada e tentava reunir os melhores autores da época, coisa que conseguiu. Mas tropeçou na falta de editora – que pulou fora, de repente – e dormiu na gaveta por alguns meses. Isso até que Martha Argel me contatasse dizendo do interesse de um novo editor por contos ou coletâneas.

Foi assim que conheci Erick Santos e a Editora Draco.

Apresentei-lhe o projeto que estava em criogenia e ele se interessou de imediato. Começamos a negociar e trocar propostas sobre capa e título, e, logo, tínhamos um produto nas mãos.

Lançado, mostrou força ao receber resenhas elogiosas em sua maioria, validando as obras e seus autores. Resultado do trabalho de equipe na busca do melhor.

Como um filho que atinge a maioridade, a saga Imaginários alcança o terceiro volume, esse organizado inteiramente por Erick Santos. Mas é uma espécie de rebento que tomo como meu, também, já que trabalhei na sua realização e crescimento. Vejo-o hoje sob a batuta de novos mestres, mas com uma carinha que não nega o pai (ou os pais, incluindo aí Saint-Clair Stockler e Eric Novello).

Parabéns aos organizadores anteriores (incluindo-me a mim mesmo… rs), parabéns à Editora Draco, parabéns a Erick Santos e parabéns a todos os autores que trilharam, trilham e ainda trilharão essa saga. Fazem parte de um projeto que nasceu para ser grandioso.

Release:

Grandes e novos autores exploram infinitos imaginários nesta coletânea da Editora Draco. A coleção Imaginários trará, a cada volume, contos inéditos que explorarão o fantástico em todas as suas variantes, contando histórias de ontem, de hoje, de amanhã e – por que não? – de nunca.

Neste terceiro volume da coleção IMAGINÁRIOS da Editora Draco organizado por ERICK SANTOS CARDOSO, os autores EDUARDO SPOHR, MARCELO FERLIN ASSAMI, ROBER PINHEIRO, DOUGLAS MCT, LIDIA ZUIN, MARCELO GALVÃO, CIRILO S. LEMOS, FERNANDO SANTOS DE OLIVEIRA, ANA CRISTINA RODRIGUES e FÁBIO FERNANDES desafiam as fronteiras do real e apresentam excelentes histórias de fantasia, ficção-científica e terror.

É hora de começar a viagem. Prepare-se para uma aventura inesquecível da primeira à última linha, numa coletânea que é um sopro de frescor no panorama da literatura fantástica nacional.

Contos imediatos. Dois exemplares sorteados já têm dono.

05/08/2010

Os famosos papeis picotados foram chacoalhados, atirados para cima, para os lados, para baixo, pisoteados e chutados. Os dois que sobraram depois de toda essa tortura massacrante foram os com os seguintes nomes:

– Flávio Medeiros

– Alliah

Tenho o prazer de anunciá-los como vencedores em mais um sorteio do É só outro blogue. Receberão, no conforto de suas casas, um exemplar de Contos imediatos, livro publicado pela Terracota editora e organizado por Roberto de Sousa Causo.

Parabéns aos dois!

Revista Machado. Edição 01 “nas bancas”.

04/08/2010

Capa da edição 01 da Revista machado

“Nossa vida é percebida de modo linear. Mas é fraturada a todo instante, a cada escolha que fazemos. Infinitas versões de quem fomos são geradas, criando, em cada uma, quem poderíamos um dia ter sido. Por conta disso, a estrada que percorremos é única. Pare para pensar: quando você se pega imaginando em como seria se tivesse tomado um rumo diverso, o outro que tomou aquela direção pensa o mesmo em relação a você. São padrões que não podem ser rompidos, ainda que se possa ultrapassar as fronteiras que os separam. Machado reúne as escolhas e seus diversos convidados para que não haja, em qualquer realidade, revista igual a esta.”

E assim começa a edição 01 da Machado, revista eletrônica mais caprichada e editorialmente rica que temos.

Matérias, contos e depoimentos. Participação especial de Jean-Claude Dunyach com um conto inédito nos trópicos e um depoimento especial para a revista.

Excelente trabalho de Delfin. E ainda com meu nome na editoria internacional. Querem coisa mais chique?

Sigam o link: Revista Machado.

Acessem, leiam e divulguem.

Paraíso líquido de Luiz Bras. Lido e comentado.

12/07/2010

Li o livro de Luiz Bras em quatro dias, feito admirável para alguém que não tem muito tempo livre para isso. Deve ter ajudado (e como!) o fato de já ter lido em vezes anteriores pelo menos um terço dos contos apresentados.

O livro tem doze contos de ficção científica e um fronteiriço, mais pro lado e cá, que pro lado de lá (Primeiro contato). A capa é muito bonita.

Luiz Bras não é um autor que se esforce em escrever bem, dando atenção especial à forma. Isso já é uma coisa que faz parte dele, lhe é inerente. A estética se aplica automaticamente, permeando as linhas com absoluta naturalidade. Brinca com as palavras com segurança, as aplica corretamente, faz acrobacias, experimentalismos e experimentações.

Tem um domínio que poucos têm da arte narrativa.

Por outro lado (e sempre há outro lado), sinto que ele dá o pontapé inicial em alguns contos sem ter uma boa ideia de onde aquilo vai levá-lo. Ele mergulha num torvelinho narrativo muitas vezes confuso, divaga e devaneia, dando reviravoltas súbitas, deixando o leitor meio sem chão, meio sem bengala na escuridão. Permitir que a história se conduza por si própria, dando a ela pernas e braços, tem grandes perigos se o autor não estiver pronto a agarrá-la no laço quando isso lhe parecer necessário. O momento certo de fazer isso determina se a história acabará bem ou só arremedada. No caso em pauta, isso não chega a ser ruim, porque Luiz Bras, como eu já disse, tem um ótimo controle narrativo. Assim, mesmo uma condução que parece confusa acaba por ser simpática. Nós nos deixamos levar pela enxurrada, imersos em expectativa.

Alguns contos terminam de maneira pouco satisfatória. Outros são muito bons.

Luiz Bras fliducha e trupede enroscando-se, por vezes, no próprio laço, enquanto o leitor badulate e clipecapota, vencendo os obstáculos que a narrativa cheia de armadilhas do autor apresenta.

Paraíso líquido é, no cômputo geral, um livro bastante bom. Para quem gosta do gênero e para quem não curte muito, também.

Recomendado.

Quem avisa, amigo é.

19/11/2009

Missão cumprida. Até achei que ia demorar mais. Mas a colaboração foi grande, a inspiração foi muita e vontade foi férrea. A esperada entrevista está pronta. Está finalizada.

Verão que não existem muitas perguntas, só umas poucas que achei adequadas e relevantes ao momento atual. Verão também que devido a sua estrutura, uma quantidade de perguntas maior a tornaria tão extensa que seria necessário fragmentá-la em duas ou mais partes para serem postadas em dias seguidos.

Porque não a posto hoje mesmo?

Para aumentar a expectativa. E para ganhar com ela todo o final de semana, já que não postarei nada nem no sábado, nem no domingo.

Venham ler a entrevista completa amanhã pela manhã, depois das 9 horas. E cuidado. Se me virem por perto, fora das esquinas virtuais, com um relógio estranho no pulso, saiam correndo.

Quem avisa, amigo é.

Brasil e Portugal. O vice-versa que não dá certo.

10/11/2009

Ebook2

Brasil e Portugal caminham cada vez mais para um mesmo horizonte, onde a língua, unificada, os torna ainda mais irmãos. Mas isso significa que leremos os livros publicados lá e vice-versa? Segundo Luis Filipe Silva, escritor, tradutor e editor português, fora um ou outro livro que ali goteja, vindo da Editora Devir, mais nada aparece. Aqui no Brasil, nem gotículas de lá existem.

Assim, permanecemos completamente ignorantes do que é feito pelos portugueses e eles ignorantes do que é feito por nós.

Seria tão bom se existisse um programa de intercâmbio literário que aproximasse os dois países… Fora, é claro, dos e-books que resolveriam a situação a contento, mas sem oferecer o prazer inegável do contato com o papel. Uma iniciativa qualquer que facilitasse que publicações de ambos os países trafegassem livremente – salvo taxas, royalties e fretes que não fossem extorsivos – nas mãos de leitores ávidos.

Será que a Devir – como distribuidora – não poderia ajudar a fazer a ponte, levando para Portugal o que é publicado no Brasil – e trazendo na mesma medida -, num acordo bom para todas as partes interessadas? Ou teremos mesmo que recorrer aos e-books para resolver a questão?

Não sou especialista no assunto. Na verdade não sou NADA no assunto. Posso estar falando a maior besteira. Mas posso NÃO estar.

Que os mais entendidos se manifestem. Também quero entender.


Pedro Moreno

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A vida de um escritor, roteirista e dramaturgo de Osasco.

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