Posts Tagged ‘Literatura brasileira’

Lançamento a vista.

16/09/2013

Convite Fantasticon6

Sábado que vem, no Fantasticon. Prometo ir armado. Quem estiver a fim de experimentar uma virada louca na vida, puxo o gatilho!

Tolerância zero!

05/04/2013

Cocô gelado

Estou há tempos querendo dar umas dicas bem importantes para todos os que veem as redes sociais como uma importantíssima ferramenta de divulgação literária. É comum ver autores novatos e veteranos postando trechos de suas obras, ou falando do seu trabalho. Propagando aos quatro ventos sua importantíssima contribuição cultural ao insipiente mercado de literatura fantástica brasiliana.

Apoio todos eles. As redes sociais estão aí não só para dar voz a imbecis preconceituosos, mas também aos que procuram divulgar seus trabalhos.

Só que têm umas regrinhas básicas que todos os escritores e candidatos a escritor precisam conhecer.

Se você é escritor ou se pretende ser, espera-se de você que tenha conhecimentos suficientes da própria língua para não cometer atrocidades (pequeníssimos erros faço de conta que não vi). Não me canso de encontrar trechos de obras com erros imperdoáveis de português. Ou quem faz essas postagens é analfabeto funcional ou relapso, e da pior espécie.

Já ouvi gente dizendo que não se preocupa muito com esse negócio de revisão, porque se trata só de uma rede social, uma postagenzinha boba e rápida. Que está sem tempo, que precisa dividir atenção com trabalho e lazer ao mesmo tempo…

Não tem desculpa. Aliás, a desculpa só intensifica a cagada.

Se começo a ler e trombo com erros grosseiros, construções estranhas e bizarras… paro na hora. Desisto. E perco a vontade de ler o livro de onde saíram os excertos (mesmo considerando que passaram por revisão posterior).

Não há nada pior que um escritor ou candidato a escritor burro, do que burro e displicente. Antes de postar, tenha certeza que está bem escrito. Não tem essa competência? Peça ajuda a alguém. A primeira impressão é a que fica (principalmente no meio literário).

Não é legal ter que ruminar textos mal escritos. Nem trechos confusos que não dizem nada (ou que só dizem pra você).

Poste excertos bem escritos e que tenham algum significado, que dialoguem com o leitor. Capturar um trecho qualquer e postar faz você parecer uma besta que não conhece sequer uma única passagem em seu livro que valha a pena ser lida. Ou então é uma forma direta de você dizer que seu livro não é interessante.

Faça outro favor: pare de colocar esses excertos (e sempre um diferente do outro, quase todos inócuos) dia sim, dia não. Enche o saco tropeçar neles o tempo inteiro. Cansa. Me faz ter cada vez mais vontade de manter boa distância da obra.

Ser escritor (ou querer ser) não é sinônimo de ser chato. Nem de ser burro. Cuide da própria imagem e estará cuidando da imagem de nossa literatura de gênero (acho que serve para todas, não é?).

Desculpem a truculência, mas esse assunto me aborrece demais!

Só a antropofagia nos unirá?

14/12/2011

Braulio Tavares está lançando uma coletânea de FC chamada Páginas do Futuro pela editora Casa da Palavra (Leiam matéria em O Globo, aqui) e responde a uma entrevista onde declara que a literatura fantástica brasileira precisa de um movimento antropofágico que a faça cortar o cordão umbilical que a prende às referências anglo-saxônicas.

Tal proposta já havia sido feita há alguns anos por Ivan Carlos Regina e, ao que parece, ainda não foi colocada em prática (com digníssimas exceções).

Vocês, meus queridos leitores, acreditam que esse rompimento com as referências externas e um mergulho no caudal de matéria bruta que nossa geografia, história e mitologia oferecem é absolutamente obrigatório? Podemos sobreviver sem isso? A literatura de Ficção Científica e Fantasia brasileira se tornaria mais rica, mais exuberante ou mais inteligente se explorasse cenários e personagens tipicamente brasileiros?

Ou boa literatura independe de cenário e ambientação e tudo isso é uma condenável xenofobia?

Diga o que pensam, exponham suas opiniões.

***

Minha opinião:

Uma boa história independe de território. Se o cenário são as matas amazônicas, ou as estepes turcas, ou o deserto de Nevada, pouco ou nenhuma importância tem. O argumento está acima de localização geográfica ou cultural. Ninguém está obrigado a escrever suas histórias se utilizando obrigatoriamente de cenários brasileiros, de personagens brasileiros. Também não acho que todas as histórias precisam ser ambientadas fora de nosso país. O argumento é que define isso. Sempre o argumento.


O crítico literário, esse ser incompreendido.

09/02/2011

Escrever  críticas não é para qualquer um. É necessário que se tenha capacidade técnica, conhecimento teórico e tempo livre para se dedicar a essa prática (quando o fazem pelo gosto de fazer).

Não há exagero se dissermos que o crítico precisa ter também ouvidos moucos e olhos cobertos por catarata para fazer de conta que não escuta e nem lê as besteiras – às vezes nem tanto – que se comentam à custa de sua crítica.

Impressiona a incapacidade dos detratores de ler atentamente e se ater com profundidade àquilo que foi dito. Escapa-lhes, talvez propositadamente, a argúcia e o bom senso. Dentro de um texto com algumas dezenas de linhas, seus olhos só conseguem esbarrar nas críticas e passam longe dos elogios, como se eles sequer existissem.

Um bom exemplo é a resenha que Roberto de Sousa Causo fez do livro Neon Azul de Eric Novello (Editora Draco – 2010).

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4930567-EI6622,00-Perdidos+na+noite.html

Poderia estar me referindo a outras, feitas por tantos outros críticos, já que o problema é universal. Cansei de ver Antonio Luiz Monteiro da Costa (Carta Capital) ser agredido verbalmente por pessoas que não concordavam com ele.

No caso em pauta, surpreende-me que uma resenha tão boa, que considerou a obra bem acima da média, pudesse ter sido desqualificada por comentaristas em redes virtuais que acusaram o crítico de má vontade, de eventual indisposição com o autor e outros que tais.

Incapazes, todos eles, de lerem e avaliarem a crítica com equilíbrio?

Segundo Saint-Clair Stockler, cujas opiniões respeito muito, tratou-se de: “uma das críticas mais respeitosas que já li. Ele cumpriu bem o papel de um crítico: destacou pontos elogiáveis e pontos falhos. Isso é que é fazer crítica”.

Eu, pessoalmente, fiquei com excelente impressão da obra ao terminar de ler a matéria de Roberto de Sousa Causo e minha vontade em lê-la só aumentou.

Destaco duas passagens emblemáticas da resenha e que fundamentam todos os meus argumentos:

1- “A necessidade de manter um tom melancólico deixa o texto um pouco apático”

2- “Esse tipo de reflexão só pode ser provocado por um livro como este – sublinhado pela ótima capa e tratamento gráfico de Erick Sama -, que chega tão próximo de ser um trabalho excepcional”.

… um pouco apático.” soou bem mais forte aos detratores que “… tão próximo de ser um trabalho excepcional.” (considerando que podemos contar nos dedos de uma só mão – mui provavelmente – os trabalhos excepcionais em FC&F já publicados no Brasil).

Para estar próximo de “excepcional”, precisa estar, no mínimo, dentro da categoria de “ótimo”. Ou seja, na ponta da pirâmide. E, mesmo assim, reclamam.

Ô gente mais sem noção.

——

Baseado na crítica, o livro está recomendadíssimo. Encontrem-no em:
http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=22163961&sid=8737202901321491611721318&k5=2E5C2881&uid=

 

FC&F de ontem. Quem fez o que e quando.

31/01/2011

Pretendo dar uma turbinada no meu blog, propondo um espaço diferente, dedicado à nossa FC&F. Biografias e entrevistas nos moldes tradicionais, apresentando ao fandom contemporâneo aqueles que ajudaram a construir as bases da nossa literatura de gênero.

Já li e escutei várias vezes que o que passou, passou. O que importa é o agora e o amanhã, em projeções futurísticas geralmente ególatras. Já li gente dizendo que nunca leu esse e aquele autor do passado e que não tem interesse nenhum em fazê-lo. Que esse e aquele trabalho de antigamente nada ou quase nada pode acrescentar ao que fazemos hoje.

Fico horrorizado quando leio e escuto coisas assim. Trata-se de flagrante desrespeito ao nosso gênero literário. Um comportamento desprezível. A literatura está acima de opiniões equivocadas como essas.

Meu principal objetivo é contatar autores vivos, mesmo que voluntariamente exilados. Entrementes, dar um panorama geral daquilo que fizeram outros já falecidos. Claro que não vou conseguir fazer tudo sozinho e recorrerei a algumas pessoas para que me ajudem na realização das Bios. Nem manterei uma frequência determinada, com datas certas de publicação de cada entrevista. Não há compromisso nenhum nesse sentido. Os trabalhos serão postados na medida em que conseguir completá-los.

Sei que para contatar alguns vou precisar contratar um detetive particular dos bons.

Assim, tentarei tornar redivivo – mesmo que pela duração de uma única postagem – alguns autores cujos trabalhos tiveram fundamental importância em suas épocas.

Desejem-me boa sorte. Acho que vou precisar.

Imaginários 3. A continuação da saga.

11/08/2010

Belíssima capa!

Quando a saga Imaginários começou nem se chamava assim. Tinha uma proposta diferenciada e tentava reunir os melhores autores da época, coisa que conseguiu. Mas tropeçou na falta de editora – que pulou fora, de repente – e dormiu na gaveta por alguns meses. Isso até que Martha Argel me contatasse dizendo do interesse de um novo editor por contos ou coletâneas.

Foi assim que conheci Erick Santos e a Editora Draco.

Apresentei-lhe o projeto que estava em criogenia e ele se interessou de imediato. Começamos a negociar e trocar propostas sobre capa e título, e, logo, tínhamos um produto nas mãos.

Lançado, mostrou força ao receber resenhas elogiosas em sua maioria, validando as obras e seus autores. Resultado do trabalho de equipe na busca do melhor.

Como um filho que atinge a maioridade, a saga Imaginários alcança o terceiro volume, esse organizado inteiramente por Erick Santos. Mas é uma espécie de rebento que tomo como meu, também, já que trabalhei na sua realização e crescimento. Vejo-o hoje sob a batuta de novos mestres, mas com uma carinha que não nega o pai (ou os pais, incluindo aí Saint-Clair Stockler e Eric Novello).

Parabéns aos organizadores anteriores (incluindo-me a mim mesmo… rs), parabéns à Editora Draco, parabéns a Erick Santos e parabéns a todos os autores que trilharam, trilham e ainda trilharão essa saga. Fazem parte de um projeto que nasceu para ser grandioso.

Release:

Grandes e novos autores exploram infinitos imaginários nesta coletânea da Editora Draco. A coleção Imaginários trará, a cada volume, contos inéditos que explorarão o fantástico em todas as suas variantes, contando histórias de ontem, de hoje, de amanhã e – por que não? – de nunca.

Neste terceiro volume da coleção IMAGINÁRIOS da Editora Draco organizado por ERICK SANTOS CARDOSO, os autores EDUARDO SPOHR, MARCELO FERLIN ASSAMI, ROBER PINHEIRO, DOUGLAS MCT, LIDIA ZUIN, MARCELO GALVÃO, CIRILO S. LEMOS, FERNANDO SANTOS DE OLIVEIRA, ANA CRISTINA RODRIGUES e FÁBIO FERNANDES desafiam as fronteiras do real e apresentam excelentes histórias de fantasia, ficção-científica e terror.

É hora de começar a viagem. Prepare-se para uma aventura inesquecível da primeira à última linha, numa coletânea que é um sopro de frescor no panorama da literatura fantástica nacional.

Contos imediatos. Dois exemplares sorteados já têm dono.

05/08/2010

Os famosos papeis picotados foram chacoalhados, atirados para cima, para os lados, para baixo, pisoteados e chutados. Os dois que sobraram depois de toda essa tortura massacrante foram os com os seguintes nomes:

– Flávio Medeiros

– Alliah

Tenho o prazer de anunciá-los como vencedores em mais um sorteio do É só outro blogue. Receberão, no conforto de suas casas, um exemplar de Contos imediatos, livro publicado pela Terracota editora e organizado por Roberto de Sousa Causo.

Parabéns aos dois!

Revista Machado. Edição 01 “nas bancas”.

04/08/2010

Capa da edição 01 da Revista machado

“Nossa vida é percebida de modo linear. Mas é fraturada a todo instante, a cada escolha que fazemos. Infinitas versões de quem fomos são geradas, criando, em cada uma, quem poderíamos um dia ter sido. Por conta disso, a estrada que percorremos é única. Pare para pensar: quando você se pega imaginando em como seria se tivesse tomado um rumo diverso, o outro que tomou aquela direção pensa o mesmo em relação a você. São padrões que não podem ser rompidos, ainda que se possa ultrapassar as fronteiras que os separam. Machado reúne as escolhas e seus diversos convidados para que não haja, em qualquer realidade, revista igual a esta.”

E assim começa a edição 01 da Machado, revista eletrônica mais caprichada e editorialmente rica que temos.

Matérias, contos e depoimentos. Participação especial de Jean-Claude Dunyach com um conto inédito nos trópicos e um depoimento especial para a revista.

Excelente trabalho de Delfin. E ainda com meu nome na editoria internacional. Querem coisa mais chique?

Sigam o link: Revista Machado.

Acessem, leiam e divulguem.

Livros recebidos para leitura e comentários.

19/07/2010

Um querido e talentoso autor, a quem muito admiro, deixou-me, pessoalmente, essas preciosidades para leitura. Dois livros da Terracota e dois da Andross. Não vou negar que sempre tive vontade de ler os livros da Andross, as famosas coletâneas caça-níqueis, mas nunca tive coragem de investir um centavo que fosse na empreitada. Recebê-los, agora, foi, para mim, um grande prazer e a realização de um desejo.

Realizar desejos nem sempre é bom (cuidado com o que desejas, podes acabar conseguindo). Espero que eu não me arrependa.

Aguardem para breve meus comentários.

Paraíso líquido pode escorrer entre os seus dedos.

15/07/2010

Marque presença na caixa de comentários com um e-mail válido e concorra ao livro de Luiz Bras (comentários logo abaixo da entrevista com a Libby Ginway). O sorteio será realizado no dia 21 deste mês utilizando o avançadíssimo sistema do papelote. Cortado, rabiscado com o seu nome, dobrado, chacoalhado e escolhido. Desta vez o ganhador vai sorrir, o livro é bom!

Boa sorte a todos!