Posts Tagged ‘livrarias’

Livro em papel ou e-book?

18/11/2009

Livros de papel ou e-books? Virar página por página, ou correr o scroll? Cheiro de celulose ou de metal? Leitura noturna no conforto da cama e iluminado por um charmoso abajur ou um leitor com iluminação própria? Imensas livrarias e bibliotecas para procuras extensas ou uma simples pesquisa num mecanismo de busca, com segundos de duração? Grossos volumes de capa dura, ou não, pesando na mochila, ou bits contendo gigantesca informação sem peso nenhum? Dicionário ao lado do livro para consultas necessárias, ou fornecido junto ao software, anexo ao e-book, com o registro das palavras mais difíceis para consulta imediata?

Talvez uma das melhores coisas de leitores como o Kindle seja o evidente barateamento das obras literárias, já que não poderão cobrar por toneladas de papel, pela impressão, nem por capas dispendiosas, nem diagramações elaboradas, nem transporte, nem frete.

Mas um medo danado de o roubarem. Ou de cair no chão. Um livro cai e tudo bem. Você pega de volta, ele está praticamente intacto. Um Kindle cai e se espatifa. A grana pra comprar outro serve para algumas dezenas de livros tradicionais.

Sei não… Como qualquer novidade, é melhor esperar um pouco mais. A traquitana se torna mais “popular”, o preço cai…

Mesmo porque ando tão sem dinheiro que nem os livros novos de papel frequentam mais a minha prateleira.

Vai um ebó, aí?

29/10/2009

Oferendas

“Tostines é fresquinho por que vende mais ou vende mais por que é fresquinho?”

A pergunta pode ser transportada para o mercado editorial.

“Livros vendem mais por que são melhor distribuídos ou são melhor distribuídos por que vendem mais?”

Sabemos todos (ou quase todos) que as livrarias não compram (nem recebem em consignação) livros de autores desconhecidos, livros de editoras novas cujo catálogo é ainda pequeno e livros cujas temáticas lhes sejam do desagrado.

Assim, realizar uma distribuição efetiva, só mesmo para as editoras maiores, cujos catálogos reúnem obras suficientes (e devidamente distribuídas) para agregar valor à unidade. As vezes, mesmo assim, as coisas são suadas, com um grande sacrifício que nem sempre resulta em vendas.

Porque além da distribuição existe outra coisa chamada exposição.

Muito bom espalhar o livro por dezenas de livrarias. Mas uma rápida visita em cada uma delas determinará para a maioria dos estoicos editores que os mesmos estão espremidos nas prateleiras. Longe da azáfama próxima das gôndolas de best-sellers e dos nomes famosos que se não vendem tanto, ao menos chamam a atenção.

(vou ignorar de mentirinha que as livrarias não cobram por essa exposição, exigindo das editoras uma quantia “x” em dinheiro para o livro ficar ali, pertinho da multidão)

Nas prateleiras não têm visualização. Sem visualização não há impacto (desde que haja algum impacto para oferecer), sem impacto não se cria o desejo. Sem desejo não se pega o livro nas mãos, não se lê as orelhas nem a quarta capa, o livro só será comprado por alguém que for à livraria atrás dele especificamente.

Assim, voltamos à ciranda maluca. Sem resultado comercial (e isso só se pode calcular fazendo a bendita distribuição) as livrarias não querem. Se as livrarias não querem, não há como obter resultado comercial.

Existe solução? Creio que sim. Dizem que um ebó cheio de farofa, azeite de dendê, uma galinha preta degolada, ossos descarnados, seis velas pretas e seis vermelhas acesas numa meia noite de céu claro e esquina sombreada dão jeito.

Já estou preparando o meu. Vocês que cuidem dos seus.

E o Tranca-Ruas que vá se danar.


Pedro Moreno

Portfolio Online

Blog do Vianco

A vida de um escritor, roteirista e dramaturgo de Osasco.

Além das estrelas

Fantasia, ficção e ciência

frombartobar.wordpress.com/

Just another WordPress.com site