Posts Tagged ‘Octavio Aragão’

Conheçam a capa da Dieselpunk!

27/06/2011

Quando Gerson Lodi-Ribeiro falou sobre a coletânea Dieselpunk, as guidelines ainda não haviam sido anunciadas oficialmente. Foi no Fantasticon de 2010. Já na ocasião me decidi por não deixar passar essa oportunidade em branco, já que por problemas de prazo, abandonei a tentativa de escrever alguma coisa para a coletânea Steampunk da Tarja e para a Vaporpunk da Draco (uma delas com prazo curto e outra com prazo já em andamento e exíguo).

Tudo bem que não comecei a escrever tão logo soube da proposta, mas já fui me preparando para isso.

A noveleta Grande G foi concluída em meras duas semanas de dedicação. Bem rápido. O que pode fazer parecer que a obra tem pouca profundidade ou pouco comprometimento com o tema, correndo célere, sem amarras. Não é bem verdade. Estipulei uma linha de enredo e fui fundo nela. Ao ler, verão que se trata de um trabalho que honra a proposta não só da coletânea, mas do autor. Quis fazer alguma coisa diferente de tudo o que seria apresentado e tenho certeza de ter conseguido.

Seu lançamento será no próximo Fantasticon.

Acima está a capa em alta definição. É bela, não é?

Um amigo me disse que apesar de bela, é clichê. Eu lhe respondi que muitas vezes precisamos obrigatoriamente do clichê para sermos belos. Esse é um ótimo exemplo disso.

Farão parte dessa coletânea:

– Antonio Luiz Costa – Ao perdedor, as baratas

– Cirilo Lemos – Auto do extermínio

– Sidemar castro – Cobra de fogo

– Octavio Aragão – O dia em que Virgulino cortou o rabo da cobra sem fim com o chuço excomungado

– Carlos Orsi Martinho – A fúria do escorpião azul

– Tibor Moricz – Grande G

– Hugo Vera – Impávido colosso

– Gerson Lodi-Ribeiro – País da aviação

– Jorge Candeias – Só a morte te resgata 

Vocês podem ler mais nesses links:

Capa e entrevista com o capista:

http://cidadephantastica.blogspot.com/2011/06/dieselpunk-capa-e-capista.html

Postagem no Draco Blog:

http://blog.editoradraco.com/2011/06/dieselpunk-reimaginando-o-passado/

Parabéns à Editora Draco e ao organizador Gerson Lodi-Ribeiro. Mais um trabalho super bem feito.

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Dieselpunk anuncia autores escolhidos.

04/05/2011

Foram lançadas, este ano, duas coletâneas que encarei com elevada seriedade e julguei importantes demais para ficar fora delas. Claro que sempre soube que as minhas chances ombreavam as mesmas de dezenas de outros candidatos e na escolha dos melhores eu poderia ser recusado.

Tratam-se das coletâneas Queer (Tarja editorial – organização de Cristina Lasaitis e Rober Pinheiro) e Dieselpunk (Editora Draco – organização de Gerson Lodi-Ribeiro).

A noveleta para a Dieselpunk ficou pronta primeiro (+ ou – duas semanas para escrevê-la), mesmo porque essa coletânea foi anunciada bem antes (já no último Fantasticon, extraoficialmente). Mas, por outro lado, o conto para a Queer foi o que menos me tomou tempo. Escrevi-o em meras duas horas, embora dar o primeiro passo tenha levado algumas semanas.

Ambos os trabalhos tem para mim uma grande importância porque dei a eles o que tinha de melhor. Tanto um quanto o outro passou pela leitura atenta de alguns leitores beta e ambos foram bastante elogiados. Enviei-os na certeza de estar concorrendo a uma vaga com boas chances de obtê-la.

Bem, fui recusado na Queer e isso me deixou chateado, como, claro, não poderia deixar de ser. Qualquer escritor com o mínimo de miolos na cabeça fica chateado quando é recusado para um projeto. Desejo à essa coletânea todo o sucesso do mundo e que seja precursora de outras tão inovadoras quanto ela.

Mas, por outro lado, fui aprovado para a Dieselpunk. E estou radiante com isso já que reputo a Gerson Lodi-Ribeiro umas das mais importantes cadeiras dentro da literatura de gênero nacional e ter um trabalho aprovado por ele significa muito para mim (significa muito para QUALQUER um).

Com bastante orgulho, dividirei espaço com:

– Antonio Luiz Costa – Ao perdedor, as baratas

– Cirilo Lemos – Auto do extermínio

– Sidemar castro – Cobra de fogo

– Octavio Aragão – O dia em que Virgulino cortou o rabo da cobra sem fim com o chuço excomungado

– Carlos Orsi Martinho – A fúria do escorpião azul

– Tibor Moricz – Grande G

– Hugo Vera – Impávido colosso

– Gerson Lodi-Ribeiro – País da aviação

– Jorge Candeias – Só a morte te resgata 

Com lançamento já programado para acontecer no próximo Fantasticon, antecipo-me bastante atarefado nessa data. Autógrafos para a Dieselpunk, autógrafos para O Peregrino. Para um autor não há nada melhor do que isso, ou há?

Parabéns à Editora Draco, parabéns ao organizador e parabéns a todos os escolhidos que figurarão nessa importante coletânea.

Ficção de Polpa 4 – Crime!

06/04/2011

Terminei de ler recentemente a coletânea Ficção de Polpa – Crime! da Não Editora.

Acreditem, foi um esforço hercúleo concluir esse que foi o primeiro livro de 2011, lido de cabo a rabo até agora (recebi de Brontops Baruq o Portal Farenheit, mas ainda nem o folheei).

Não, não significa que essa edição tenha sido ruim. Bastante pelo contrário.

O livro de bolso exibe uma capa pra lá de sugestiva que remete ao pulp e às melhores histórias do gênero. A editoração mantém a mesma qualidade que as edições anteriores e a seleção de autores é indiscutivelmente boa. Sempre gostei muito de histórias de detetives, com loiras gostosas e enganadoramente burras, investigadores espertíssimos (que nem precisam sair de suas poltronas para juntar as pontas de qualquer caso, seja ele qual for) e assistentes punhos pra qualquer obra (aqui me remeto diretamente aos livros de Rex Stout, meus prediletos).

Os seis contos (mais a faixa bônus, que não julgarei, com Ernest Bramah – autor que eu não conhecia) guardam as similaridades do gênero embora não sejam todas que possam, a meu ver, ser inseridas naquilo que julgo ser a proposta espinhal da coletânea.

Carlos Orsi (As muralhas verdes), e Carlos André Moreira (Um dos nossos), mergulharam num cenário típico de crime, com direito a detetives e investigadores, policias e tiros. Com direito também a morte e deduções. Rafael Bán Jacobsen (A carne é fraca), Yves Robert (A conspiração dos relógios), Octavio Aragão (A aventura do americano audaz) e Carol Bensimon (Agulha de calcário), tangenciam o que para o time de cima foi a pedra angular de suas histórias.

As muralhas verdes de Carlos Orsi fala de um crime cometido em um Reality Show, durante sua exibição ao vivo para todo o país. O detetive, anônimo para os participantes e externo ao cenário, precisa descobrir quem matou, como matou e porque matou enquanto o programa é transmitido. Muito bom.

A carne é fraca
conta a história de um açougueiro e os jovens ajudantes que contrata de tempos em tempos, já que os anteriores sempre desaparecem misteriosamente. Boa condução, trama bastante adesiva e final que consegue surpreender.

Um dos nossos narra uma aventura passada em Porto Alegre. Dois policiais, Roszynski e Martini, são incumbidos de investigar o assassinato de um homem que se revela ex-policial. Uma história muito bem contada, crua, com direito a tiroteio e reviravoltas.

Em A conspiração dos relógios, Yves retorna com o detetive que fez tanto sucesso no conto Traz outro amigo, também, mas esse trabalho não consegue ser mais que uma pálida sombra ao primeiro conto.

Octavio Aragão apresenta uma história sherlockiana onde o famoso detetive é contratado para descobrir o paradeiro do filho de um milionário americano desaparecido nos Cárpatos, atrás de dentuços. É uma excelente narrativa, envolvente. Mas eu esperava algo mais original para essa coletânea. Algo mais dentro do espírito da coisa.

O mais próximo que Carol Bensimon, com Agulha de calcário, chegou de escrever uma história detetivesca foi no nome dos quartos do Hotel detetive que a trama apresenta e de uma morte ao final sem muitas explicações (ou eu é que não entendi nada).

Ajoelhem-se diante de suas majestades.

06/08/2010
 

Cliquem na imagem para vê-la ainda maior

Foi com enorme surpresa que vi essa capa, publicada no Cidade Phantástica do Romeu Martins. Fiquei embasbacado com a qualidade dela e certo de que demorarei para ver uma capa desse gênero melhor que esta, tão cedo. Não conheço os contos que rechearão este espetáculo de edição, mas se forem tão surpreendentes, teremos uma obra para lembrar por muito tempo.

Acompanhem o release:

Vaporpunk – Relatos steampunk publicados sob as ordens de Suas Majestades

Com força mundial, a estética steampunk vem angariando cada vez mais fãs brasileiros e portugueses. Seu apelo visual e o rico conteúdo inspirados no século XIX são o combustível certo para a produção de uma literatura que pode ser intensa, mas também descontraída. Descubra o que oito autores maquinaram nesse intricando conjunto de engrenagens que é a imaginação.

O steampunk nasceu como um gênero literário, mas ganhou vida própria e dominou a moda e as artes plásticas, tornando-se cada vez mais conhecido. Se a cultura da era vitoriana virou inspiração para essa estética, em Vaporpunk – Relatos steampunk publicados sob as ordens de Suas Majestades, os organizadores Gerson Lodi-Ribeiro e Luis Filipe Silva imaginaram essa época tão distinta sob a ótica brasileira e portuguesa, repleta de inovações tecnológicas e acontecimentos inusitados.

Com a presença de renomados autores da ficção especulativa dos dois países, Octavio Aragão, Flávio Medeiros, Eric Novello, Carlos Orsi e o próprio Gerson pelo Brasil; Jorge Candeias, Yves Robert e João Ventura por Portugal; a coletânea traz oito noveletas movidas a vapor, disputas políticas, personagens famosos e armas engenhosas.

Tudo isso regado a muita aventura e surpresas, porque mais do que repensar o gênero, Vaporpunk é um convite para conhecer um mundo alternativo, e o que Brasil e Portugal poderiam ter sido com tamanhas novidades.

Sobre os autores:

Gerson Lodi-Ribeiro

Autor carioca de FC e história alternativa. Publicou Alienígenas Mitológicos e A Ética da Traição na edição brasileira da Asimov’s. Autor do romance Xochiquetzal – uma princesa asteca entre os incas (2009), e participou das coletâneas Outras Histórias… (1997), O Vampiro de Nova Holanda (1998), Outros Brasis (2006), Imaginários v. 1 (2009) e Taikodom: Crônicas (2009). Como editor, organizou as antologias Phantastica Brasiliana (2000) e Como Era Gostosa a Minha Alienígena! (2002). Trabalha desde 2004 como consultor da Hoplon Infotainment, sendo um dos criadores do universo ficcional do jogo online Taikodom.

Luís Filipe Silva

É autor de O Futuro à Janela (prêmio Caminho de Ficção Científica em 1991), dos romances Cidade da Carne e Vinganças, e, com João Barreiros, de Terrarium. Tem contos publicados no Brasil, Imaginários v. 2 (2009), Espanha e Sérvia, na antologia luso-americana Breaking Windows, e na antologia representativa da FC europeia em 2007, Creatures of Glass and Light. O seu trabalho mais recente é Aquele Que Repousa na Eternidade, uma novela lovecraftiana. site TecnoFantasia.com.

Octavio Aragão

Doutor e mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes – EBA, UFRJ (2007 e 2002).  É professor Adjunto Nível 1 da Escola de Comunicação – ECO/UFRJ. Autor do romance A Mão que Cria (2006) e editor da antologia de contos Intempol (2000). É co-autor do livro Imaginário Brasileiro e Zonas Periféricas (2005), com a professora doutora Rosza Vel Zoladz, e publicou artigos em revistas como Arte e Ensaios e Nossa História.

Jorge Candeias

É português algarvio e tem desenvolvido nos últimos anos intensa atividade nos meios ligados à FC e ao fantástico dos dois lados do Atlântico (embora mais do lado de lá do que de cá, por óbvias razões logísticas). De momento ganha a vida como tradutor, e já tem no currículo um par de traduções de que se orgulha. Também tem no currículo um pequeno livro, Sally, (2002) e contos espalhados por publicações portuguesas, brasileiras, inglesas e argentinas, em papel e em bits.

Flávio Medeiros Jr.

Nasceu e vive em Belo Horizonte. Escreveu durante toda a infância, por isso joga mal futebol. Um dia entendeu que poderia ser médico e escrever como hobby, ou ser escritor e exercer a medicina como hobby. Como a última opção dá cadeia, optou pela primeira. Formou-se em medicina na UFMG e tornou-se oftalmologista. Autor do romance policial de ficção científica Quintessência (2004). Tem contos publicados nas coletâneas Paradigmas 2 (2009), Imaginários v. 1 (2009) e Steampunk (2009).

Eric Novello

É tradutor, escritor e roteirista. Publicou os romances Dante, o Guardião da Morte (2004), Histórias da Noite Carioca (2004) e Neon Azul (2010). Participou de várias coletâneas e co-organizou os primeiros dois volumes da coleção Imaginários e Meu Amor é um vampiro (2010).

Carlos Orsi

Natural de Jundiaí (SP) é jornalista especializado em cobertura de temas científicos e escritor. Já publicou os volumes de contos Medo, Mistério e Morte (1996) e Tempos de Fúria (2005) e os romances Nômade (2010) e Guerra Justa (2010). Seus trabalhos de ficção aparecem em antologias como a Imaginários v. 1 (2009), revistas e fanzines no Brasil e no exterior.

Yves Robert

É licenciado em informática, tem um mestrado em matemática e é professor assistente no IADE – Instituto Superior de Artes Visuais, Design e Marketing. Para além da sua actividade de docente e programador escreve textos publicitários estando especializado na área do marketing directo. Tem vários contos publicados em antologias brasileiras e portuguesas.

João Ventura

Escreve ficção curta que pode ser lida na internetE-nigma, Tecnofantasia, Épica, Storm Magazine, Contos Fantásticos, Axxón, Quimicamente Impuro, Breves no tan Breves Bewildering Stories, AntipodeanSF. Tem textos publicados também em fanzines e participou em várias antologias – A Sombra sobre Lisboa (2006), Universe Pathways (2006), Grageas ( 2007), Contos de algibeira (2007) Brinca comigo! e outras estórias fantásticas com brinquedos (2009), Almanaque do Dr. Thackery T. Lambshead de Doenças Excêntricas e Desacreditadas (2006). blogue fromwords.blogspot.com

Autor: Vários

Organizadores: Gerson Lodi-Ribeiro e Luís Filipe Silva

ISBN: 978-85-62942-12-9
Gênero: Ficção científica – Steampunk
Formato: 14cm x 21cm
Páginas: 312 em preto e branco, papel pólen bold 90g
Capa: Cartão 250g, laminação fosca, com orelhas de 6cm
Preço de capa: R$ 49,90

Disponível em: 27/08/2010

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SpaceBlooks, ciclo de bate-papo sobre ficção científica

03/05/2010

Em meio a ciclos de debates, conferências e palestras, a Blooks Livraria apresenta SpaceBlooks: ciclo de bate-papo sobre ficção científica. Autores e leitores reunidos diante da produção carioca de FC e seu espaço conquistado em meio a um mercado editorial que não pode mais ignorá-la. SpaceBlooks são encontros informais e, por isso mesmo, muito francos, onde colocaremos temas como viagens no tempo, colonização de outros mundos e criaturas pan-dimensionais na frente da prateleira.

Spaceblooks acontecerá em maio na Blooks mesmo (Praia de Botafogo, 316, ali no Cinema Arteplex) e contará com a presença de gente que produz, escreve e gosta de conversar sobre o tema. Confira a agenda e os convidados mais que especiais:

  • Dia 6 de maio, 19h | Cinema e Ficção Científica: o escritor e roteirista Bráulio Tavares, o animadorCésar Coelho, o jornalista do Globo Rodrigo Fonseca e o jornalista Eduardo Souza Lima, o Zé José.
  • Dia 13 de maio, 19h |Ficção científica na Internet: Os escritores Fábio FernandesAna Cristina Rodrigues Saint-Clair Stockler expõem seus sucessos e vitórias nesse território de bravos.
  • Dia 20 de maio, 19h |Steampunk:  o escritor e editor Gérson Lodi-Ribeiro, o ilustrador Alexandre Lancaster e o multimidiático Fausto Fawcett falam sobre suas visões de passado na última mesa da noite.

A curadoria do evento é do escritor Octávio AragãoToinho Castro, este que vos fala.  Então o convite está feito e contamos com a presença de leitores e escritores de ficção científica, ou gêneros afins, além de pessoas interessadas em literatura em geral. Curiosos são bem-vindos, e também os clientes da Blooks Livraria que por acaso estejam ali na hora dos encontros.

Repeti, aí em cima, a divulgação original da Blooks Livraria de 13 de abril desse ano. Fiquei sabendo só hoje sobre esses eventos. Sinal que ando mal informado…rs… de qualquer forma parecem ser programas imperdíveis, pelos assuntos e pelos convidados que são experts.

Quem for do Rio, aproveite. Não são eventos que se perdem de bobeira.