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Tolerância zero!

05/04/2013

Cocô gelado

Estou há tempos querendo dar umas dicas bem importantes para todos os que veem as redes sociais como uma importantíssima ferramenta de divulgação literária. É comum ver autores novatos e veteranos postando trechos de suas obras, ou falando do seu trabalho. Propagando aos quatro ventos sua importantíssima contribuição cultural ao insipiente mercado de literatura fantástica brasiliana.

Apoio todos eles. As redes sociais estão aí não só para dar voz a imbecis preconceituosos, mas também aos que procuram divulgar seus trabalhos.

Só que têm umas regrinhas básicas que todos os escritores e candidatos a escritor precisam conhecer.

Se você é escritor ou se pretende ser, espera-se de você que tenha conhecimentos suficientes da própria língua para não cometer atrocidades (pequeníssimos erros faço de conta que não vi). Não me canso de encontrar trechos de obras com erros imperdoáveis de português. Ou quem faz essas postagens é analfabeto funcional ou relapso, e da pior espécie.

Já ouvi gente dizendo que não se preocupa muito com esse negócio de revisão, porque se trata só de uma rede social, uma postagenzinha boba e rápida. Que está sem tempo, que precisa dividir atenção com trabalho e lazer ao mesmo tempo…

Não tem desculpa. Aliás, a desculpa só intensifica a cagada.

Se começo a ler e trombo com erros grosseiros, construções estranhas e bizarras… paro na hora. Desisto. E perco a vontade de ler o livro de onde saíram os excertos (mesmo considerando que passaram por revisão posterior).

Não há nada pior que um escritor ou candidato a escritor burro, do que burro e displicente. Antes de postar, tenha certeza que está bem escrito. Não tem essa competência? Peça ajuda a alguém. A primeira impressão é a que fica (principalmente no meio literário).

Não é legal ter que ruminar textos mal escritos. Nem trechos confusos que não dizem nada (ou que só dizem pra você).

Poste excertos bem escritos e que tenham algum significado, que dialoguem com o leitor. Capturar um trecho qualquer e postar faz você parecer uma besta que não conhece sequer uma única passagem em seu livro que valha a pena ser lida. Ou então é uma forma direta de você dizer que seu livro não é interessante.

Faça outro favor: pare de colocar esses excertos (e sempre um diferente do outro, quase todos inócuos) dia sim, dia não. Enche o saco tropeçar neles o tempo inteiro. Cansa. Me faz ter cada vez mais vontade de manter boa distância da obra.

Ser escritor (ou querer ser) não é sinônimo de ser chato. Nem de ser burro. Cuide da própria imagem e estará cuidando da imagem de nossa literatura de gênero (acho que serve para todas, não é?).

Desculpem a truculência, mas esse assunto me aborrece demais!

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