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O Peregrino, em busca das crianças perdidas dá a cara a tapa.

25/03/2011

Meses atrás tive uma ideia que julguei interessante: reunir um grupo de resenhistas para ler e avaliar O Peregrino, em busca das crianças perdidas, com o intuito de divulgar suas impressões antes da distribuição oficial do livro.

Mas a proposta era de que essas resenhas só fossem publicadas se o livro de fato merecesse elogios. Pode parecer estranho, mas minha intenção era/é a de usar as resenhas como ferramenta de marketing. Isso não significa que se o livro não causar boa impressão, eles deixarão de resenhá-lo. Vão. Mas publicarão a crítica, nesse caso, só depois do lançamento.

Nunca pedi a ninguém que me fizesse resenhas positivas na base da amizade e nunca vou pedir. Não me presto a canastrices.

Assim sendo, os resenhistas/críticos aceitaram a missão e trataram de ler o original em PDF que lhes enviei e logo vocês terão a oportunidade de saber o que pensam a respeito de O Peregrino, em busca das crianças perdidas.

Quem são eles? Ficarão sabendo na semana que vem.

Cada resenha será postada no blog de domínio do resenhista contatado num dia diferente, começando na segunda-feira, dia 28 de março.

Encontraremos-nos lá.

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E o Peregrino vem aí…

06/01/2011

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Eu já vinha aguardando de longa data por esse livro. De início, pensei que seria publicado ainda em 2010, mas problemas de agenda de um lado e demoras na revisão e necessidade de reescrever algumas partes de outro, acabaram jogando o lançamento para 2011.

Deposito muita confiança nele, que é, eu diria, um divisor de águas dentro de minha própria experiência prática literária. Podem achar uma enorme presunção de minha parte afirmar antecipadamente que se trata de muito boa leitura e de que os que o pegarem em mãos para lê-lo ficarão bastante satisfeitos.

Mas afirmo isso sem medo de errar e sem me importar se me acharão presunçoso, ou não.

Nunca fui muito dado a grandes modéstias, mesmo… 🙂

Não se trata de uma joia da literatura moderna, perfeitamente integrada dentro dos cânones. Mesmo porque NÃO É literatura realista. Todavia, me preocupei bastante com a linguagem e dei a ela uma atenção redobrada, garantindo ao leitor exigente um texto mais burilado.

Jamais poderia deixar de lembrar-me dos leitores beta que acompanharam a história do começo ao fim, comentando, indicando problemas, apontando inconsistências, me ajudando a melhorar o cenário e a ambientação e corrigindo o texto.

Antonio Luiz Costa, Eric Novelo, Erick Santos (editor sempre mete o dedo), Romeu Martins e Saint-Clair Stockler.

As opiniões finais de todos esses leitores foram muito animadoras e me fizeram acreditar na qualidade da obra.

Meu muito obrigado a todos eles.

Assim, convido-os a ombrear O Peregrino e seu fantástico Colt45. Acompanhem-no por três cidades, enfrentem com ele inimigos terríveis, assistam o desenrolar da trama até o último disparo.

Tenho certeza de que vão gostar muito.

Para lá do Posto de trocas do Finnegan, para lá da Garganta do enlouquecido (muito cuidado aos que forem atravessá-la), existem três cidades. Em duas, Downtown e Middletown, os cidadãos vivem massacrados pelo jugo totalitário imposto por Uptown, a terceira delas.

De Uptown vêm abutres terríveis, delegados simbiontes mortíferos e fantásticos mecanismos cujas funções extrapolam a mais fértil imaginação.

Só uma coisa une todas as cidades: a crença na vinda de um homem, na vinda de um salvador. A crença na vinda do Peregrino.

O romance O Peregrino fala de duelos heroicos, amizade e coragem. Fala também de cobiça, ódio e perseguição. Narra a jornada de um homem em busca de crianças perdidas, de pistas para esclarecer seu passado misterioso e de suas próprias e assustadoras verdades.

Ambientado no meio oeste norte americano nos idos de 1870, este romance promete tudo, menos tédio. Com ritmo narrativo intenso e final surpreendente, O Peregrino tem tudo para ser um dos principais lançamentos do ano dentro da literatura de gênero nacional.

Sobre o autor:

Tibor Moricz: filho de húngaros, é um paulistano nascido em 1959. Publicitário e escritor, publicou Síndrome de Cérbero (2007) e Fome (2008). É um dos organizadores dos dois primeiros volumes da coleção Imaginários e capitão do bem sucedido blog internacional de entrevistas ficcionais From Bar to Bar. Premiado em concursos literários, tem contos publicados em revistas virtuais e em papel.

 

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ISBN: 978-85-62942-15-0
Capa: Erick Santos

Gênero: Literatura Fantástica – Faroeste
Formato: 14cm x 21cm
Páginas: 196 em preto e branco, papel pólen bold 90g
Capa: Cartão 250g, laminação fosca, com orelhas de 6 cm
Preço de capa: R$ 35,90

Disponível em: 15/03/2011


Draco. Do latim, dragão.


O Peregrino: primeira entrevista.

12/03/2010

Fui procurado pelo Conselho Steampunk paulista para uma entrevista. Me senti honrado, claro. O assunto não poderia ser outro que não o lançamento breve de O Peregrino, romance que mistura habilmente ficção científica e fantasia.

Sigam o link abaixo e conheçam mais alguns detalhes da trama que ainda não foram revelados.

http://nocturlabio.steambook.com.br/2010/03/12/vapor-engenho-e-arte/

http://sp.steampunk.com.br/2010/03/12/o-peregrino/

Eles já estão entre nós.

25/02/2010

“Era uma luz intensa. Sei o que vi e sei o que estou dizendo. Brilhava no horizonte, movendo-se lentamente. Alternava cores, ora do branco para o azul, ora do amarelo para o vermelho. Eu assistia mergulhado em curiosidade… Se era helicóptero ou outra coisa qualquer. Talvez um balão. Pensei em desistir num certo momento, cansado da observação que não exibia mais nada de novo, quando a luz começou a crescer e a crescer. Os tons passaram a ficar mais vivos ao ponto de começar a me sentir ofuscado. É. Fiquei ofuscado, sim. O que era um ponto luminoso se transformou numa bola imensa. Uns quarenta metros de diâmetro. Sobrevoou minha casa, quase tocando a ponta dos eucaliptos. Os cães latiam, assustados. Eu? Fiquei parado, imóvel. Apavorado, sim senhor. Olhos esbugalhados vendo aquela coisa incrível e assustadora passar sobre a minha cabeça numa distância equivalente a uma pedra atirada com força. Do jeito que veio, partiu. Desse dia em diante não consigo mais dormir direito. Tenho sonhos onde aquela coisa volta e dela saem homenzinhos que me carregam com eles. Levam-me embora. Não sei pra onde. Mas me enfiam tubos e cateteres. Arrancam partes de mim, me evisceram. Sei que é sonho, que não é real. Mas não consigo controlar.”

Relatos assim são mais comuns na ficção que na vida real, mas existem. Diferenciam-se nalguns detalhes aqui e ali. Difícil comprovar o fato. Fica sempre a impressão de que a testemunha é maluca, ou que estava sob o efeito de alguma droga.

Eu mesmo já vi coisas para as quais não encontro nem encontrei nenhuma explicação razoável. Minha família é pródiga em encontros dessa natureza, sendo testemunha de eventos capazes de deixar em dúvida até os mais céticos.

São justamente os céticos que lançam esse assunto no limbo, classificando-o de fantasia, sem mais nem menos. Conheço gente que acha que Ovnis e ficção científica são coisas muito diferentes. Escrever uma história onde os humanos se aventuram no espaço, invadindo hábitat extraterrestre é ficção científica pura, o contrário é imaginação delirante.

Pessoas para quem a discussão do tema já é assunto de polícia. O engraçado é que nunca escrevi, até hoje, uma história com Ovnis. Mesmo sendo fascinado pelo tema desde jovem.

Mas isso vai mudar. Terminarei até julho desse ano meu novo romance: O Tríptico. Aparições religiosas e encontros imediatos de terceiro grau numa trama que se desenrola simultaneamente no ano de 1840 e 2010, vindo desembocar num só evento, apoteótico. Cheio de voltas e reviravoltas, do jeito que os amantes de tramas page turner com distorções temporais apreciam.

Pra quem gosta do gênero, um prato cheio. Pra quem não gosta, também. Fiquem de anteninhas ligadas.

Romance O Peregrino anuncia editora.

22/01/2010

Aguardei até que algumas negociações se resolvessem para anunciar a editora que publicará meu novo romance O Peregrino. Não acabou muito diferente do que eu já esperava, dentro de um exercício de adivinhação baseado em dados mais ou menos consistentes. A Editora Draco abraça mais um projeto para este ano e publicarei meu terceiro livro em 4 anos, com mais dois já engatilhados para breve.

O Peregrino nasceu de uma brincadeira que costumo fazer com bastante frequência. Começar a escrever sem uma ideia na cabeça. Digitando palavras seguidas, deixando-as completarem parágrafos. Um parágrafo após o outro até eu me dar conta de que algo bom está nascendo (ou me dar conta do contrário e jogar tudo fora).

Era pra ser um conto mas se transformou num romance ambientado no meio oeste americano, ano aproximado de 1870.

Começa com um homem despertando numa caverna. Seminu, cabeludo, barbudo, com unhas longas e retorcidas. Sem memória nenhuma do passado. Ao seu lado, um Colt45 reluzente como novo.

Ele sai em busca de respostas para a sua vida e acaba realizando uma longa peregrinação por três cidades – Downtown, Middletown e Uptown – numa procura contrafeita por crianças perdidas. Além delas, ele está atrás de si mesmo e de seu passado nebuloso.

O romance não consegue se definir como gênero, sendo apontado por alguns leitores críticos como Steampunk, por outros como Fantasia.

Para mim, é a minha grande obra de 2010, independente do gênero a que pertença.

E tenho certeza de que será uma boa leitura para todos vocês.

Obrigado, Editora Draco.

Xochiquetzal, uma princesa asteca entre os incas.

15/12/2009

Gerson Lodi-Ribeiro nos apresenta Xochiquetzal, uma princesa asteca entre os incas. Para quem já havia se deliciado com Outros Brasis, um livro com noveletas de história alternativa cujos pressupostos nos apresentam um Brasil (e um mundo) diferente do que conhecemos, esse novo romance com certeza vai agradar.

E se os portugueses tivessem acreditado em Colombo, descoberto a América e se aliado às civilizações que aqui floresciam?

É desse ponto de partida – ou seria ponto de divergência?  – que se desenvolve a história contada por Xochiquetzal, princesa dos astecas e filha d’algo entre os portugueses.

Casada com um dos maiores navegantes do Reino, o almirante Vasco da Gama, acompanha-o em suas viagens às terras distantes d’Além Mar. Com um ponto de vista gravitando entre a ironia e a ternura sobre a relação entre Portugal e as terras do novo continente, chamado de Cabrália, ela nos conduz por um admirável mundo novo em que portugueses e cabralianos se unem para singrar os mares nunca antes navegados. Trata-se de uma crônica minuciosa, divertida e emocionante, passando pela lendária Calicute até a misteriosa Cusco. Um cenário e uma ambientação tão convincentes que fica a dúvida sobre o que é real e o que é alternativo nessa primorosa narrativa.

O livro já está disponível nas livrarias.

Aproveitem!

Tapa de amor não dói.

21/10/2009

leitor

Você está ansioso. Bate furiosamente no teclado, digitando as últimas linhas do seu maravilhoso romance, ou trilogia, ou pentalogia. Aquele que revolucionará a literatura brasileira de todos os gêneros. Aquele que será aplaudido de pé pelos leitores mais exigentes. É com um urro de alegria que você digita “FIM”. Suspira emocionado. Sente as lágrimas assomarem, mas se controla. Precisa ler tudo de novo, do começo. Precisa estar certo de que não deixou nenhum fio solto. De que está tudo como você tem certeza que escreveu. Não iria bobear, não é mesmo?

Após horas de leitura fragmentada (afinal não precisa ler atentamente cada palavra, foi você que escreveu) e alguns errinhos bobos, risíveis, próprios de gênios, porque gênios são mesmo distraídos, você permite que a lágrima teimosa lhe escorra pela fronte.

Sua obra prima, crème de la crème está pronta. Agora só falta imprimir e encadernar. Mandar para as editoras e assistir de camarote a briga entre elas pela obra do novo fenômeno editorial. Depois é ganhar o mundo. Ficar famoso. Abrir as portas para rios de dinheiro. Entrevistas na TV, nos Jornais, nas Rádios. Você sendo citado a torto e a direito. O orgulho dos pais, dos amigos, alvo da inveja dos concorrentes, todos eles inferiores ao seu talento irrepreensível.

Certo?

Errado.

Provavelmente seu romance de estréia é uma bela porcaria que não resistirá a primeira leitura crítica. Sem estilo nenhum, repleto de erros gramaticais (que você, na sua leitura fragmentada, não viu nem tinha competência para identificar), ambientação e cenários ruins, personagens rasos, diálogos bobos e desnecessários, prolixo ao extremo… um verdadeiro desastre.

É o fim do mundo? Ainda não. Mas você está na beirinha do despenhadeiro, prestes a despencar, e vai, se não fizer algo rápido.

Esse algo rápido se chama “leitor beta”. Aquele cara,  sem nenhum vínculo de amizade com você – isso é importante -, que manja do babado e está louco pra te esfregar na cara a sua incompetência. É justamente ele que vai te salvar a vida.

Depois do esculacho geral, você vai pegar esse romance, jogar no lixo – literal ou figurativamente falando –  e escrever outro. Esse melhor. Mas ainda não o ideal. Outro esculacho – porrada atrás de porrada – e mais um romance. Na décima-quarta tentativa o leitor beta – um santo esse homem – esboça um sorriso.

As coisas estão melhorando pra você? Não. Nunca vão melhorar, por mais e melhor que escreva.

Hoje fui esculachado. É uma droga. Mas faz um bem…

O Peregrino – Em busca das crianças perdidas.

07/10/2009

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Meio-oeste americano, ano de 1870. Um homem sem memória. Um surpreendente Colt45. Uma cidade estranha. Personagens bizarros. Uma missão sem sentido.

FC para uns, Fantasia para outros. Uma grande história para todos.

Preparem-se para meu novo romance. Page turner da melhor qualidade.

Ano que vem, nas suas mãos.