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Traz outro amigo, também. Assista ao vídeo!

05/10/2010

Transformado em curta metragem, esse conto do Português Yves Robert pode ser assistido no link abaixo.

http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=141323&channel=45

Encantadora e deslumbrante, essa história tem o poder de arrebatar quem a assiste. Divirta-se.

O conto “Traz outro amigo, também”, ganha novo formato.

27/09/2010

Essa é uma notícia bacana.

Em 29 de agosto de 2009 fiz uma postagem aqui intitulada “Ficção de Polpa. O melhor das três edições”, me referindo aos três volumes publicados pela Não Editora, com história de ficção científica, fantasia, insólito e terror, enviados por Rodrigo Rosp.

A postagem foi o resultado da leitura dessas três edições e da escolha daqueles que foram, para mim, os treze melhores contos das dezenas que foram publicados.

Um desses treze contos intitula-se Traz outro amigo, também, de Yves Robert, escritor português. No conto, um detetive particular é contratado por um homem excêntrico para procurar seu amigo imaginário de infância perdido. O detetive aceita o caso pelo dinheiro, mas aos poucos começa a perceber uma conexão entre os amigos imaginários das crianças com quem vai conversando.

Trata-se de um conto surpreendente que conseguiu me arrancar risadas e me fez retornar à infância, me fazendo lamentar não ter tido nenhum amigo invisível.

A boa notícia é que Traz outro amigo, também, extrapolou as limitações impostas pelo papel e ganhou novo formato. Foi adaptado para um especial da RBS TV lá do RS, o projeto Histórias Curtas.

O curta tem direção de Frederico Cabral, com roteiro de Samir Machado de Machado adaptando o conto de Yves Robert, e os atores Felipe Mônaco, Clemente Viscaíno e Gabriel Rocha. O trailer já está disponível para visualização:

http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=139727&channel=45

O curta irá ao ar nos seguintes horários: no RS, na RBS TV no dia 2 de outubro, sábado, às 12h30min (logo após o Jornal do Almoço) e na TVCOM, no sábado dia 2 às 23h e domingo dia 3, às 8h15min e a meia-noite. Na TV a cabo, passará no Canal Brasil na terça, dia 5, às 20h30min e na quarta, dia 6, às 15h30min.

Abaixo, a ficha técnica do curta.

Traz outro amigo também
Com Felipe Mônaco, Clemente Viscaíno e Gabriel Rocha.
Roteiro de Samir Machado de Machado, adaptado do conto homônimo de Yves Robert; direção de Frederico Cabral; fotografia de Alberto La Sálvia e arte de Ana Henriques; direção de produção de Natalia Sosa com produção executiva da Animake Imagem Virtual. Realização RBS TV.

Eu não vou perder a oportunidade de assistir esse ótimo conto transposto para as telas. Se eu fosse você, não perdia também.

Ficções de Polpa. O melhor das três edições.

29/08/2009

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Para seguir a tradição iniciada com Paradigmas, vou enumerar uma lista de 13 contos; os melhores (na minha modesta opinião) da série Ficção de Polpa, da Não editora. É uma tarefa difícil, já que serei obrigado a abrir mão de contos que também achei muito bons. Lembrando que a ordem não indica preferências.

1- Cricket Larson – Rafael Kasper


2- No meio da noite – Rodrigo Alfonso Figueira


3- Pelos dentes da baleia – Roberto de Sousa Causo


4- O incidente do edifício 476 – Bruno Mattos


5- Os melhores amigos – Clarice Kowacs


6-
O palanque – Pena Cabreira


7-
Traz outro amigo também – Yves Robert


8-
Linguista – Rodrigo Rosp


9-
Tempestade em Coney Island – Rafael Kasper


10-
O desvio – Antonio Xerxenesky


11-
Quando eles chegaram – Rafael Bán Jacobsen


12- Admirável mundo Monga – Samir Machado de Machado


13- Cura-te a ti mesmo – Carlos Orsi

Só resta agora aguardar pelos próximos números que, segundo Samir Machado de Machado, virão.

Vida longa à Não Editora!

Ficção de Polpa 3 – Comentários – 2ª parte

28/08/2009

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Encerro, aqui, a leitura do Ficção de Polpa volume 3. Como já dito anteriormente, esta série me surpreendeu bastante. Autores com competências admiráveis, histórias surpreendentes. Torço para que lançamentos como esses sejam feitos mais vezes, por mais editoras. Que revelem autores novos, que nos tragam um lastro literário cada vez mais sólido e representativo. A Não Editora está de parabéns.

11- O corredor infinito – Fábio Fernandes

Com o perdão de Casimiro de Abreu; pelo enorme, pujante e supremo caralho de Chtulhu! Descubro agora que fluxos, fluxos, fluxos de trocadilhos, tocam a consciência literária, fazendo-se literatura. Esqueçam-se do resto, vamos trocadilhar e metaforizar até o cú do universo. Então encontraremos a morte.

12- Duas fábulas – Lancast Mota

Nenhuma coletânea de contos fantásticos poderia ficar sem uma ou duas fábulas para enriquecer as suas páginas.

13- Pelo alívio dos enfermos – Alessandro Garcia

Uma estonteante cornucópia de fatos, de pústulas e personagens. Tive que ler duas vezes para ter certeza de que uma terceira ainda faria bem.

14- Os seus novos sapatos – Marcelo Juchem

Cuidado ao acordarem! Antes de calçarem os sapatos, olhem bem para eles. Qualquer anomalia, corram! Sapatos famintos engolem dono dorminhoco.

15- Cricket Larson – Rafael Kasper

Um guarda-real confunde realidade com ficção. Narrativa muito bem conduzida. Um ótimo conto.

16- A vila das acácias – Silvio Pilau

Pais traumatizados pela morte do filho mudam-se para casarão de tia morta. Ao final, o protagonista não entende o assassinato que ocorreu. Nem eu. Nem ninguém entenderá. Que tal contratarmos um detetive médium para uma investigaçãozinha básica?

17- Todas as cobras – Emir Ross

Cobra engole homem adulto sem lhe triturar os ossos primeiro. Homem vive dentro da cobra, como Jonas na Baleia. Uma realidade fantástica. Uma imaginação surpreendente. Muito bom conto.

18- No meio da noite – Rodrigo Alfonso Figueira

Madrugada. Amigos ocultos num quarto temem perseguidores misteriosos. Fui implacavelmente arrastado por essa narrativa talentosa, numa correnteza insana e angustiante. Excelente conto.

19- Pelos dentes da baleia – Roberto de Sousa Causo

Indígenas querem explorar o grande-mar, arriscando conquistas numa nau construída sobre os ossos de uma baleia-mãe. Belíssimo conto. Narrativa primorosa.

20- Um insalubre sozinho no escuro – Cardoso

Cabeça chata? Bicho grilo? Zé Mané? Figuraça cheia de trejeitos e maneirismos de linguagem trava duelo com SAC em atendimento telefônico. Conto divertidíssimo.

21- O incidente do edifício 476 – Bruno Mattos

Testemunhos de personagens surpreendentes para contar uma história surpreendente. Toda a narrativa aprisiona o leitor, que anseia pelo final para, então, se surpreender mais uma vez.

22- Admirável mundo Monga – Samir Machado de Machado

Um belo conto onde nada é o que parece. O estilo lembra o de Neil Gaiman, muito bom!

Ficção de Polpa 3 – Comentários – 1ª parte

27/08/2009

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A série Ficção de Polpa se encerra no terceiro volume? Não sei. Mas se continuar, vou querer ler os outros com o mesmo afã com que li estes últimos. O volume três centrou suas histórias no fantástico, alargando bem mais o espectro de gênero compreendido pela FC e Fantasia. Estou agradado? Certamente que sim. No geral os contos foram bastante bons, mostrando que linguagem sofisticada e estilo podem fazer a literatura de gênero, sem rebuscamentos, nem experimentações estilísticas herméticas. Mostraram também que enredo é fundamental para a literatura de gênero, assim como Kyle Reese é fundamental para John Connor.

Literatura de gênero e mainstream são distintos, têm códigos próprios, mas podem melhorar oferecendo um ao outro o que têm de melhor. Forma e enredo são complementares. Ignorar um em benefício do outro é marcar passo, é estancar.

E o leitor não merece isto, merece?

Então vamos parar o que para alguns é mero blá-blá-blá obscuro e comentar os contos:

1- Recuperação – Antonio Xerxenesky

Como reagir quando você descobre que existe outro você comendo a sua namorada? Esse conto me lembrou um episódio de Além da Imaginação, que apresentava um argumento parecido. Dá margem para diversas e angustiantes abordagens. O Xerxenesky deu mais ênfase ao espanto e a indignação do protagonista do que do evidente trauma psicológico que isto lhe causaria. Gostei porque a situação é inquietante demais.

2- O anão – Sergio Napp

Exclusão social e transcendência. Ou, como ferrar aqueles que te ferraram. Um anão se vinga da cidade em que morava por ter sido excluído em virtude de suas deficiências físicas. Um bom conto.

3- Trabalho, chefe e um gole de café – Luciana Thomé

A história da funcionária dedicada que jamais vê seu valor reconhecido. Venho reparando que a Luciana tem um estilo aparentemente definido. Gosta de escrever histórias que provocam muitas mais perguntas do que apresentam respostas. Brincando, escrevi, a lápis, na página do livro: cadê os cogumelos? Deve estar cheio de gente assim pelas empresas, descendo pelas goelas dos patrões. Um bom conto.

4- Carinhas coloridas – Helena Gomes

Esse conto me fez lembrar também de um episódio de Além da Imaginação. O garoto que se recusa a comer legumes e vegetais, contentando-se apenas com hambúrgueres e batatas fritas. Uma caixa de bolinhos com carinhas bonitinhas, todos eles de legumes, os mais variados. Conspiração, condicionamento, magia malévola. Não há como escapar. Você VAI COMER isso! Achei muito bom.

5- Aos pedaços – Rafael Spinelli

Conflitos íntimos de um assassino. Remorso e arrependimento finais. Autodestruição. Um conto bem conduzido, mas a frase que o fecha é muito feia: “assustadora fusão completa”.

6- Sonho de consumo – Ubiratan Peleteiro

Um pedido a uma estrela cadente (era uma estrela? Não era uma estrela? O que era aquilo, afinal? Faltou explicar) e o protagonista dá a uma revista o poder de ser explorada internamente em níveis metafísicos (eu teria dado o poder ao protagonista de explorar quaisquer revistas e jornais, seria bem mais interessante). Até que a história é criativa e vai de encontro a várias aspirações do gênero (… ah, como gostaria de poder “pegar” esse relógio que tá no anúncio…), mas o tema foi subexplorado. Apenas razoável.

7- Fabulosas inconsistências – Felipe Kramer

Espectadora de palestra ouve relatos de encontros com fadas, tendo certeza, por razões pessoais, de ser tudo mentira. Levanta-se, indignada, e vai embora. Eu também quis ir embora, mas quando vi que era um conto curtinho, resolvi ficar até o final. Dispensável.

8- Indiferente à tragédia – Fernando Mantelli

Homem dá carona para mulher morta. Sensação de Déjà-vu. Histórias parecidas pipocam por ai com certa regularidade. Bem conduzida, mas nenhuma novidade.

9- Os melhores amigos – Clarice Kowacs

Cenário pósapocalíptico. Humanidade egressa. Um homem e um cachorro. Um conto bastante perturbador. Final surpreendente. Excelente trabalho.

10- Ursinho de sonho – Renato Arfelli

Menininha apaixonada pelo ursinho de pelúcia cresce apegada ao brinquedo até que os hormônios efervesçam e outras coisas passam a ter mais importância. A menininha, já moça, não cogitava ter o próprio Chucky dentro do quarto. Embora prometa pelo menos uma cena de terror, não passa de um sustinho previsível.

Ficção de Polpa volume 2 – Comentários 2ª parte

26/08/2009

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Pois é, eu disse para jamais superestimarem qualquer leitura sob risco de se decepcionarem, não é mesmo? Caí em meu próprio truque. Subestimei a última metade do Ficção de Polpa 2 e fui surpreendido com contos ótimos. Todos eles suficientes para avalizar este segundo volume, dando ao leitor a certeza de fazer um excelente investimento em sua aquisição. Vamos a estes últimos dez contos:

1- CPL593H – João P. Kowacs Castro

Um conto intrigante, embora o final tenha deixado uma sensação de déjà vu. Gostei da frase: “…um potro saudável, pastando com eles.”

2- O palanque – Pena Cabreira

Um conto impecável, perfeito. Magnífico.

3- On/Off – Antônio Xerxenesky

Achei chatinho. Fiquei procurando o botão de off pra encerrar a leitura, mas não encontrei.

4- Sofisma sentimental interplanetário – Rafael Kasper

Histórias de amor sobrevivem à conquista espacial, aos bricabraques tecnológicos, aos devaneios filosóficos e às realidades alternativas.

5- Luz sobre cinza – Kelvin K.

Bem escrito, fluente, penetrante como uma chuva ácida.

6- Traz outro amigo também – Yves Robert

Um conto maravilhoso, incrível e comovente. Conseguiu me arrancar risadas e me fez retornar à infância, lamentando não ter tido nenhum amigo invisível.

7- A oficina – Annie Piagetti Müller

Esta deve ser amiga da Luciana Thomé e ambas andam tomando chá de cogumelo, juntas. Não sei se gostei ou não. Melhor a dúvida neste caso que uma certeza qualquer.

8- Braços longos para os adeuses – Juarez Guedes Cruz

Mais um conto de amor. Andróides amando humanos. Gostei.

9- Ressaca – Silvio Pilau

Um conto curioso pela abordagem. Mas bobinho.

10- O último fogo do mundo – Marcelo Juchem

E os últimos palitos do mundo raspam no tronco do último arbusto do mundo e pegam fogo, queimando o último conto do mundo. E a intelectualidade esfria, esfria, esfria.
E congela.
Curto e grosso. Bastante bom.

Vou começar a leitura de Ficção de Polpa 3. Até agora não me pronunciei com relação às capas e ao tratamento editorial, fato lamentável. A Não Editora merece os mais rasgados elogios nestes quesitos. Acho até surpreendente que tenham colocado um travesti na capa do terceiro volume. Uma demonstração inequívoca da ausência de preconceitos dessa digníssima casa publicadora.
Porque, é fato que o macho bombado com roupas de odalisca que divide cena com um gênio não se trata de uma mulher …rs… não pode ser.
Brincadeiras a parte, toda a coleção de Ficção de Polpa recebeu um cuidado editorial como poucas vezes visto. Parabéns aos editores.

Ficção de Polpa volume 2 – Comentários 1ª parte

24/08/2009

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Mergulhei em mais um Ficção de Polpa e cumpri com 50% da missão. Vou comentar dez contos agora e os demais amanhã. O primeiro volume me causou uma surpresa bastante agradável e comecei a leitura deste com uma expectativa elevadíssima, o que pode ter gerado grande parte da insatisfação que tive até agora. Que isso sirva de lição para todos: jamais superestimem qualquer leitura sob o risco de se decepcionarem. Isso não significa que os contos não sejam relativamente bons (e um ou outro excelentes), apenas que não são tão bons na média quanto pensei que seriam. Vamos a eles:

1- Vácuo – Frederico Cabral

Cenários alienígenas, astronautas perdidos em sua superfície, sobrevivência dificultada por condições hostis… Alguém já leu um livro ou viu algum filme com esse mote? Acho que todos. Nenhuma novidade.

2- Visitas – Samir Machado de Machado

Este conto me remeteu, ao seu final, diretamente a uma cena de Contatos imediatos do terceiro grau, onde o menino Barry Guiler (Cary Guffey) corre para fora de casa, deixando para trás Gillian (Melinda Dillion), sua mãe, apavorada. As semelhanças são apenas conceituais, mas impossíveis de serem desassociadas. Porque a mãe sorria no final? Choque? Uma história bem contada, mas difícil de engolir.

3- A coruja empalhada – Guilherme Smee

Fiquei o conto inteiro aguardando por algo que me surpreendesse. Infelizmente esse algo não surgiu.

4- Sala de espera – Rodrigo Rosp

O conto acabou? Cadê o resto dele?

5- Olhos vazios – Luciana Thomé

Um bom e triste conto.

6- Emet – Rafael Bán Jacobsen

Uma narrativa boa. Bons cenários e ambientação. Mas porque o Golem pirou? Esse conto merecia um final mais climático, o que, de certa forma, até aconteceu. Mas quando o autor devia tê-la encerrado, continuou, diluindo o clímax obtido. Gostei, de qualquer forma.

7- Morte anunciada – Rafael Spinelli

O conto seguiu bem. Pude prever o final, embora apenas isso não estragasse a história. Estava claro que o Sr. Delacroix representava o conjunto de demônios que o protagonista vira em pesadelos. O que lamento foi o final anticlimático e inexplicado. Percebeu uma sombra e sentiu uma pancada na cabeça? E daí? Quem deu a pancada? O que aconteceu depois? Morreu, cumprindo o vaticínio? Perdeu os sentidos? A impressão que fica é que faltou um parágrafo.

8- A ilha de Tobias – Leonardo Silviotti

Esse é um conto que termina sem ter começado.

9- Nós, Robôs – Bernardo Moraes

Imagino que esse argumento se passe num futuro relativamente distante, onde robôs e andróides convivam irmanamente, possuindo inteligência artificial avançada. Então fica difícil de engolir que um precise carregar as baterias numa prosaica tomada e o outro (o andróide) se preocupe com as poucas horas de carga que sua bateria ainda lhe oferece. Já que é para extrapolar, imaginemos baterias com cargas extremamente duradouras, dezenas de anos ou mais.

10- Cura-te a ti mesmo – Carlos Orsi

Esse conto do Orsi é um caso clássico do que falei no início, sobre superestimarmos uma leitura. Cura-te a ti mesmo é, em si, uma excelente história. Mas estou acostumado a ler obras do Orsi que sempre me surpreendem, seja pela incrível imaginação, seja pela criatividade, seja pela inteligência do argumento (Tá, sou fã do cara, e daí?). Este, em especial, não deveu em nada disso, mas fechou, a meu ver, de maneira óbvia, sem surpresas. Isso tirou um pouco do brilho.

Amanhã posto os comentários em relação aos últimos dez contos.

Ficção de Polpa

12/08/2009

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Fui surpreendido com um email do Antonio Xerxenesky me perguntando se há interesse na leitura dos três volumes já publicados do Ficção de Polpa, livros organizados por Samir Machado de Machado para a Não Editora.

Claro que sim, respondi. Mas para fazer seus “comentários”,  disse-me ele. Melhor ainda, repliquei. Só que prometi para mim mesmo ser honesto nos comentários, completei. De outro jeito não teria graça, ele emendou. Então estamos acertados, mande-me os livros. Ok. Vai um Areia nos Dentes de brinde. Jura? Isso mesmo. Mas quero um Fome. Ok, mando um. Combinados? Combinados!

Devo receber estes livros por esses dias. Fiquem atentos aos próximos capítulos desta emocionante pulp ficcion.