Posts Tagged ‘Suspense’

Saiu! Saiu! Corre, lá! Brinquedos Mortais na Amazon!

20/06/2012

Depois de um longo e tenebroso inverno, Brinquedos Mortais aporta na Amazon e fica a disposição de quem quer lê-lo prioritariamente em formato digital. O carro abre-alas prepara a vinda do livro em formato impresso, o que deverá ocorrer oportunamente.

Organizada por Saint-Clair Stockler e por mim, reunimos 12 autores que oferecem universos díspares e, ao mesmo tempo, convergentes. Dialogamos com o inusitado, o assustador, o cômico e o repulsivo. Burilamos nossos textos com cuidado cirúrgico; caprichamos na prosa para oferecer a vocês uma excelente literatura de entretenimento.

Ataíde Tartari , Braulio Tavares, Brontops Baruq, Carlos Orsi Martinho, João Marcelo Beraldo, Lucio Manfredi, Nelson de Oliveira, Pedro Vieira, Roberto de Sousa Causo, Saint-Clair Stockler, Sid Castro e Tibor Moricz.

Convidamos vocês a compartilhar essa fascinante e mortal experiência. Além do que, trata-se de uma boa seleção de contos por apenas $9,90 – baratinho, baratinho…

http://www.amazon.com/Brinquedos-Mortais-Portuguese-Edition-ebook/dp/B008CSFWMI/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1340194024&sr=8-1&keywords=brinquedos+mortais

Está esperando o quê? Corre, lá. Compre e depois nos diga o que achou. 🙂

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Jebediah Crow, o Anjo do Senhor.

18/05/2012

Já faz algum tempo que eu não posto nada a respeito de meus próprios projetos. Não tenho andado parado, como podem até supor. Acho que venho sofrendo uma lenta e gradual mudança de conceitos. Começo a não acreditar em projetos previamente anunciados e divulgados nas redes sociais. Tenho a impressão de que essa divulgação acaba se transformando numa faca de dois gumes. De tanto o publico leitor potencial ouvir falar de um livro, dos seus protagonistas, do tema e do argumento, eles acabam meio que saturados e quando esse livro é finalmente lançado, têm a impressão de já o ter lido.

A novidade pode agregar interesse. Pode provocar a premência, a urgência. Pode fazer o leitor, surpreendido, se interessar pelo livro mais do que se interessaria se fosse bombardeado por ele durante meses ou anos anteriores.

Apesar disso, essa postagem é para falar de um romance fix-up que estou escrevendo no momento. Um projeto recente que está atropelando outros mais antigos (comigo é quase sempre assim).

Trata-se de Jebediah Crow, o Anjo do Senhor.

Ficção científica, fantasia, terror, suspense… uma mistura que vagueia por diversos subgêneros, mas mais especificamente no Steampunk. Jebediah Crow é um dos protagonistas, um enviado de Deus para levar Sua ira aos homens de boa vontade. Ele cruza o meio oeste americano nos anos de 1890 travando lutas contra demônios, vampiros, zumbis, contra monstros de todas as espécies. Deus sempre ao seu lado, sempre lhe fornecendo milagres.

Claro que Deus é um dos protagonistas, como não poderia deixar de ser.

Nas palavras de um dos leitores beta, “Deus é um aloprado, um lunático”. Um personagem grandioso que rompe com os próprios paradigmas.  Irascível, imprevisível, bipolar.

Seguem dois trechos:

Jebediah Crow, o Anjo do Senhor – História I

Bateram à porta. Encontraram uma menina com não mais que dezesseis anos, aguardando-os com paciência. Cabelos dourados e cacheados. Olhos azuis. Tez alva, sardas, nariz arrebitado. Vestido longo, branco como a sua alma pura. Deixaram-na entrar, convidaram-na a se sentar na cama. Acomodada, a menina pôs-se a chorar.

— Quem é você? — perguntou-lhe Ishmael, curioso.

— Madeleine. Minha irmã foi raptada pelos demônios. Vim implorar a ajuda de vocês.

— E porque choras? — retornou Ishmael, compadecido.

— Porque estou diante dos anjos do Senhor. Meu pai me enviou para lhes dar conforto e em busca de purificação. Imploro que não recusem a minha oferenda — disse-lhes a menina enquanto erguia a saia e lhes mostrava a brancura imaculada de suas coxas, o fulgor robusto de seu monte de Vênus e, entreabrindo as pernas, o vale onde repousa a alegria dos homens.

— Pobre garota — disse Jebediah se aproximando da coitada. Reconheceu-a como uma das que os receberam com o canto de louvor. Passou-lhe os dedos no rosto, sentindo-lhe a maciez da pele. Recolheu uma gota de lágrima e a levou aos lábios, sorvendo-a com deleite. — Que Deus a abençoe e que o cajado do Senhor a locuplete.

E o cajado do Senhor a locupletou pelo que restou da noite. Ishmael a tudo assistiu, contrito em oração. Quando lhe coube a vez, repetiu o sinal da cruz setenta mais sete vezes. Ao nascer do sol, a menina, repleta de bênçãos, purificada, feliz e esfuziante por ter servido à causa do Senhor, deixou-os a sós.

Jebediah Crow, o Anjo do Senhor – História II

O homem se aproximou de Jebediah Crow. Parecia um touro inquieto, remexia os pés chutando cavacos inexistentes. Seu olhar indicava um grau de irritação que ia um pouco além do considerado saudável para alguém que ousa enfrentar o negro num mau momento.
— E pode me dizer por que é que Deus não colocou um fim nisso, ainda? — perguntou o homem quase cuspindo as palavras.
Jebediah respirou fundo, comprimiu os lábios lambendo-os e esfregou os olhos, cansado.
— Porque Ele está com preguiça.
O homem diante de Jebediah estancou. Parou de se remexer. Seus olhos se arregalaram.
— Ele está o quê?
— Com preguiça — repetiu Jebediah sem muita paciência.
— Com o quê? — quase gritou o homem, indignado.
Um raio arrebentou o telhado do Saloon, estourou o piso de um quarto e caiu na cabeça do indigitado que desapareceu numa nuvem de fumaça.
— Com preguiça e sem pachorra nenhuma para questionamentos… — concluiu Jebediah pedindo ao barman mais uma dose de uísque.

***

Isso é tudo o que lerão a respeito de Jebediah Crow, o Anjo do Senhor, até que ele seja lançado. Apesar das minhas mudanças de conceito, acabei não resistindo em revelar o projeto e alguns dos seus trechos.

Uma recaída para a qual já estou tomando alguns comprimidos. Logo, passa.

Capa da coletânea Brinquedos Mortais revelada.

22/03/2012

Brinquedos Mortais nasceu a partir do conto de Saint-Clair Stockler que, mesmo curto, me causou impacto. Enxerguei na mesma hora a possibilidade de ampliar o universo que aquele conto apenas permitia entrever e idealizei essa coletânea. A Editora Draco abraçou a proposta e pusemos, então, mãos a obra. Poderíamos tê-la aberta inteira para submissões, mas nos preocupamos prioritariamente com a qualidade literária e, para evitar longas buscas e exaustivas análises, achamos por bem convidar seis integrantes, certos de que não nos decepcionariam (e, de fato, não nos decepcionaram).

São eles: Ataíde Tartari, Braulio Tavares, Carlos Orsi Martinho, Lúcio Manfredi, Luiz Bras e Roberto de Sousa Causo.

As outras quatro vagas nós as deixamos para a disputa de contendores hábeis. E que vencessem os melhores. Foram muitas as submissões e algumas delas tão boas que nos causaram verdadeira dor deixá-las de fora.

Os quatro selecionados foram:  Brontops Baruq, João Beraldo, Pedro Vieira e Sid castro. Com as narrativas dos organizadores, a coletânea perfaz ao todo doze contos.

Sinopse oficial:

Brinquedos mortais, uma coletânea organizada por Saint-Clair Stockler e Tibor Moricz, reúne 12 autores que apresentam universos díspares e, ao mesmo tempo, convergentes, dialogando com o inusitado, o assustador, o cômico e o repulsivo. Burilam seus textos com cuidado cirúrgico, capricham na prosa para oferecer aos leitores uma excelente literatura de entretenimento.

Bonecos cheios de más intenções, brinquedos ameaçadores, jogos estranhos e perigosos. Narrativas onde a morte é uma constante e onde a vida em todas as suas formas está sempre por um fio.

Ataíde Tartari , Braulio Tavares, Brontops Baruq, Carlos Orsi Martinho, João Marcelo Beraldo, Lucio Manfredi, Nelson de Oliveira, Pedro Vieira, Roberto de Sousa Causo, Saint-Clair Stockler, Sid Castro e Tibor Moricz convidam os leitores a penetrar em mundos ameaçadores e a compartilhar essa fascinante e mortal experiência.

Breve sinopse de cada conto:

• Um FDP blindado (Ataíde Tartari)

Numa releitura de Dorian Gray, o conto narra a cabulosa história de Dagá, um rapaz protegido de todas as terríveis consequências de seus atos por um incrível artefato Hi-Tech.

• HAXAN (Braulio Tavares):

Num futuro próximo, um grupo de garotos se diverte praticando pequenas transgressões, fugindo das milícias armadas, e usando aparelhos de realidade virtual com fins educativos para brincadeiras violentas.

• Astronauta (Brontops Baruq)

“As câmeras de observação de raios-x já foram objetos de uso puramente militar. Hoje qualquer camelô vende uma de brinquedo tão boa quanto as usadas pelo Exército. Com estes binóculos, é possível acompanhar a rotina e os rituais de um estranho casal, que mora no edifício em frente. Dentro de alguns minutos, será chamada a polícia. Não é maldade, é apenas outra brincadeira.”

• Grande Panteão (Carlos Orsi):

Deuses ou brinquedos? No grande panteão, sacerdotes de todas as crenças e divindades preparam seus encantos para o festival, mas nem tudo que parece mágica realmente é: engrenagens, carvão e vapor criam os milagres a que milhares de peregrinos esperam assistir.

• Brinquedo perfeito (João Beraldo)

Explorar o espaço pode ser mais fácil do que lidar com uma adolescente. É o que descobre Thiago, viajante espacial e pai solteiro. Tentando se aproximar da filha, compra em uma de suas viagens o presente perfeito.

• Hipocampo (Lúcio Manfredi)

Um game, um cavalo marinho, labirintos intermináveis e mundos paralelos. Cuidado com suas escolhas. Elas podem mudar drasticamente o mundo à sua volta.

• Daimons (Luiz Bras)

Daimons (antiga palavra grega que significa espíritos) é sobre um grupo de brinquedos inteligentes conspirando contra a hegemonia humana. Os brinquedos querem tomar o poder e pra isso precisam da ajuda das crianças, que eles tentam manipular a seu favor. Nesse conto, os brinquedos agem como consciências más, sussurrando ordens no ouvido das crianças, torturando as mais desobedientes.

• Austenolatria (Pedro Vieira)

Em Austenolatria, o estranho fetiche de um professor de literatura inglesa pelas heroínas da obra de Jane Austen deixa de ser inofensivo quando provoca ciúmes em Elizabeth Bennet e seu seleto círculo de amizades.

• Um herói para Afrodite (Roberto de Sousa Causo)

Tudo começa quando Leandro Vieira adquire, por uma pechincha, uma estatueta, estranhamente erótica, de uma mulher de beleza estonteante. Uma brincadeira revela que a deusa representada na estátua o quer como seu herói. O preço a pagar é, porém, muito alto.

• O homúnculo (Saint-Clair Stockler) 

A mais perfeita engenharia genética. Homúnculos para o deleite, para o prazer de adquirentes perturbados pela rotina. Uma brincadeira que deixa de ser divertida para começar a ser dolorosa.

• O segredo do McGuffin (Sid Castro)

Nos sombrios módulos da mais antiga Estação Espacial do Universo, na gigantesca Central da Galáxia, o detetive Sol Spada enfrenta a sedução de uma sereia laureana, a ameaça de gangsteres alienígenas e a desconfiança de um policial robô de dúbia honestidade, enquanto busca o McGuffin, um artefato dos Primordiais que pode conter… o Segredo do Universo!

• Boneca Dendem, feliz quem a tem (Tibor Moricz)

A ânsia de sentir o plástico e os circuitos internos de seus corpos substituídos por carne e sangue, move um a um os bonecos de uma cidade inteira numa viagem ao passado na busca incansável dessa realização.

***

Fiquem ligados que o lançamento é breve, muito breve… 🙂