Posts Tagged ‘Terracota Editora’

Lançamento a vista.

16/09/2013

Convite Fantasticon6

Sábado que vem, no Fantasticon. Prometo ir armado. Quem estiver a fim de experimentar uma virada louca na vida, puxo o gatilho!

O homem fragmentado já tem capa. Conheça!

10/06/2013

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Já faz um tempinho que anunciei meu contrato com a Terracota Editora para a publicação de O homem fragmentado. Agora, finalmente, saiu a capa (trabalho esmerado de Fernando Lima). Trata-se de uma imagem de  Étienne-Jules Marey, renomado fotógrafo francês e também inventor. Um dos pioneiros na área de fotografia e cinema.

Vou ser bastante franco em dizer que temia a capa. Não que não acreditasse na capacidade da editora em desenvolver uma bastante boa (tenho gostado muito das capas da Terracota, de maneira geral), mas temia obviedades. Fui surpreendido. A imagem revela a essência da obra, mas que só poderá ser entendida quando de sua leitura.

O Homem fragmentado está ambientado na São Paulo contemporânea e narra as aventuras fantásticas e surpreendentes de um suicida. Talvez a minha obra mais ambiciosa até aqui. Mas quem poderá dizer isso, claro, é você, leitor.

Leia a sinopse:

O homem fragmentado

Imagine-se arrasado pela culpa. Responsável pela morte de seu filho e pela vagarosa e inexorável dissolução do seu casamento. Imagine-se sem mais nenhuma perspectiva de vida; desmotivado profissionalmente, sem mais sonhos, nem esperanças.

Imagine um revólver em suas mãos. Imagine-se apontando-o para a própria cabeça e… puxando o gatilho.

Imagine um possível “depois disso”:

Seu filho vivo, seu casamento em pé, sua vida, a vida, outra vida, uma vida desconhecida e assustadora.

Imagine-se num mundo que não lhe pertence. Tendo amigos que nunca foram os seus, uma família que nunca foi a sua. Imagine-se consumido por um delírio difícil de refrear.

Imagine-se morrendo consecutivas vezes e vendo surgir novas e sucessivas realidades que violentam a sua ciência de realidade.

O homem fragmentado fala de alguém que vê seu mundo ser desconstruído e assiste, perplexo, a ruína de todas as suas verdades. Ao ponto irreversível da loucura ou da liberdade numa última e epifânica revelação.

***

A data de lançamento ainda está sob segredo de justiça, mas deve acontecer logo. Avisarei a todos assim que souber de alguma coisa.

Caminhos do Fantástico. Quem ficar de fora é mulher do padre!

25/04/2012

A quantidade de coletâneas que pipocam no mercado editorial é menor que há algum tempo, mas ainda grande.

Sempre excelentes oportunidades para autores novos que acreditam em seu talento e também aos veteranos que se esforçam em se manter atuantes no mercado.

Mas nem todas as coletâneas tem a estrutura que essa exibe. Trata-se de verdadeiro concurso cultural, onde exigências minuciosas são fatores eliminatórios. Não basta ser bom ou ter escrito um conto bom. Se não cumprir as regras de envio nos mínimos detalhes, a eliminação é certeira.

Isso aumenta muito a responsabilidade e a tensão. Fica sempre aquele gostinho amargo na boca, a impressão de se ter cometido um errinho qualquer, uma informação mal passada.

Eu, pelo menos, sofro desse mal.

Coordenada pela Terracota Editora e pela organização do Fantasticon, essa edição promete ser a primeira de muitas outras.

Ou seja, quem não for mulher do padre nessa, pode ser na próxima!

Acesse esse link: http://terracotaeditora.com.br/?p=1063 e participe!

Livro é livro. Nada é tão permanente.

16/03/2011

Recebi há poucos dias alguns exemplares do livro Muitas peles, de Luiz Bras e publicado pela Terracota editora, com o apoio do Governo de São Paulo, Secretaria de Estado da Cultura.

Trata-se de um livreto com crônicas publicadas na coluna Ruído Branco do jornal Rascunho. Aproveito, alias, para agradecer ao Luiz pelo envio desses exemplares.

São textos que questionam, debatem, provocam e deliram. Chutam o pau da barraca. Muito mais literatura de gênero, muito mais ficção científica que outra coisa qualquer.

Leitura agradável e que faz pensar. Gosto de livros que fazem pensar.

Retirei dele um excerto (com a devida vênia do autor – não solicitada, mas presumida) que, acho, tem tudo a ver conosco enquanto autores, com todos os autores, sejam eles candidatos ou já publicados. Trata do sonho de publicar, de se tornar imortal posto que o livro permanecerá por gerações. Foi escrito por Rodrigo Lacerda, escritor e editor.

“Arrisco dizer que para a maioria dos escritores, bons ou ruins, o livro realiza antes de tudo mais um sonho de imortalidade. Se ele será considerado uma obra-prima, isso é um segundo momento de concretização do sonho, mas a publicação é o primeiro passo crucial. E não me digam que postar seu romance num blog é a mesma coisa. A virtualidade não dá as mesmas garantias da sobrevivência material do texto. E contra a morte, contra o desaparecimento da matéria que sustenta a consciência individual, nada como a tinta preta sobre o papel branco. Livro é livro. Nada é tão permanente. O espetáculo teatral passa, os filmes de menos de 100 anos atrás hoje são verdadeiros trapos velhos, precisando ser remasterizados e fotochapados, para não falar dos registros musicais, que até pouco tempo arranhavam, chiavam e disparavam pipocos para todos os lados. Um livro, para o editor, é mais um; mas para o escritor, é o sumo de sua existência.

Então, quando lhe recusam um livro, o autor ouve a recusa como se o editor estivesse dizendo: “Não vou contribuir para a sua imortalidade, vou barrar a transcendência de sua passagem pela face da Terra; você, se depender de mim, permanecerá mortal e medíocre, com sua memória sendo definitivamente enterrada dentro de duas ou três gerações de seus filhos e netos, e todas elas juntas não serão mais que um espirro do carona no banco de trás do rolo compressor da História”.

Alguém aí tem alguma dúvida da veracidade dolorosa do que foi escrito acima? Aguardo comentários.

A Tríade. Lido e comentado.

28/10/2010

Claudio Brites me enviou o livro A Tríade para ler e comentar.

Publicado pela Terracota Editora e escrito por Carlos Andrade, Claudio Brites, Kizzy Ysatis e Octavio Cariello.

Quando o recebi, fiquei surpreso ao constatar que eram quatro os autores responsáveis pela construção do argumento e pela escrita propriamente dita. Sempre tive para mim que a reunião de mais de um autor para qualquer trabalho acaba transformando o objeto em uma espécie de Quasimodo, com corcundas pronunciadas aqui e ali.

E comecei a lê-lo em busca dessas corcundas, claro.

Foi uma surpresa muito maior ver que não encontrei nenhuma corcunda, mas apenas pequeníssimos degraus formados por diferenças de estilo e somente vistos por olhares atentos durante a leitura. Um leitor menos preocupado com isso não vai notar absolutamente nada. A leitura transcorrerá tranquilamente até seu desfecho.

A Tríade acabou se mostrando muito mais que um bloco coeso, onde vários estilos conseguem se amalgamar de forma a quase se tornarem num só.

Vou me abster de entrar demasiadamente no cerne da história para não acabar dando spoilers indesejados.

A narrativa conta a aventura de um personagem em busca de um poderoso artefato que proporcionará a ele o poder máximo e a conquista do altíssimo reino divino, de outro que em busca de respostas para um enigma, acabará transformado no que jamais poderia imaginar e de um terceiro que no árduo trabalho de proteger relíquias sagradas, acaba metido em muito mais confusão do que gostaria.

Esse é um resumo bem humorado da obra.

Destaque positivo para o narrador. Onisciente até a última gota.

Destaque negativo para a revisão. Encontrei muitos erros crassos que uma revisão pé de chinelo teria evitado.

A Tríade é, de longe, a melhor coisa que li nesse gênero este ano. Vence tranquilamente o livro do Leonel Caldela – O caçador de apóstolos – e é melhor que boa parte da obra de Bernard Cornwell reunida (vou ser apedrejado agora, mas acho Cornwell um bom contador de guerras, um ótimo historiador, mas um péssimo escritor).

No mais, o livro é um ótimo entretenimento que vem demonstrando força também nos pontos de venda. Segundo Claudio Brites, os 2000 exemplares iniciais já estão esgotados. Ótima notícia para um mercado onde o gênero sai a tapa em busca de espaço e onde os leitores andam escassos.

Aconselho a compra do livro e garanto que você terá diversão da primeira à última página.

Adendo: O livro receberia um UAU! se não tivesse os erros de revisão que tem.

Contos imediatos. Dois exemplares sorteados já têm dono.

05/08/2010

Os famosos papeis picotados foram chacoalhados, atirados para cima, para os lados, para baixo, pisoteados e chutados. Os dois que sobraram depois de toda essa tortura massacrante foram os com os seguintes nomes:

– Flávio Medeiros

– Alliah

Tenho o prazer de anunciá-los como vencedores em mais um sorteio do É só outro blogue. Receberão, no conforto de suas casas, um exemplar de Contos imediatos, livro publicado pela Terracota editora e organizado por Roberto de Sousa Causo.

Parabéns aos dois!

Cartas do fim do mundo. Lido e comentado.

30/07/2010

A coletânea Cartas do fim do mundo, organizada por Nelson de Oliveira e Claudio Brites e publicada pela Terracota Editora parte de uma premissa que considero excelente. Imagine que o mundo vai acabar no dia 31 de julho de 2013 (bem no dia do meu aniversário) e você decide escrever uma carta para alguém, seja familiar, amigo, conhecido, desconhecido ou para ninguém, apenas um relato solitário e histórico dos momentos angustiantes que precedem o fim.

Celeiro de ideias incríveis, o mote nos suscita argumentos variados.

Até preferia que autores reconhecidamente realistas mantivessem o foco no gênero em que se estabeleceram e consagraram. Não sei se a sugestão de adentrarem no terreno da FC foi objetiva ou subjetiva. Se houve uma sugestão direta ou se isso ficou no ar, meio que uma proposição vaga e não obrigatória.

O que aconteceu foi que autores chapinharam no inverossímil ao tentar acrescentar uma especulação científica qualquer às narrativas que, sem elas, evoluiriam muito bem. De qualquer maneira, os textos são bons. Aconselho aos leitores de gênero que ignorem sugestões de naves mães conduzindo um êxodo de humanos para planetas distantes em pleno ano 2013. Ou essas sugestões se ancoram numa realidade alternativa muito mal sugerida, ou são arroubo fantasioso, talvez motivado pela angústia provocada pelo fim do mundo iminente.

Há, claro, narrativas de FC genuína. E essas, escritas por quem entende do assunto, graças aos deuses.

Segue abaixo um por um dos contos, alguns com meus comentários:

1- Raimundo Carrero – Entre fogo e gelo – 31 de julho de 2013

Um desolado relato do que restou do mundo, entremeado das reminiscências do protagonista. Texto condoído que revela muito da insensibilidade humana diante do inevitável.

2- Marcio Souza – Ipanoré Cachoeira – 31 de julho de 2013

Lenda indígena explica o fim do mundo.

3- Braulio Tavares – Campina Grande – Agosto 2014

Presente e futuro (ou passado e futuro) ligados por um comunicador quântico. Fim do mundo anunciado, improrrogável e inevitável.

4- Moacyr Scliar – Porto Alegre – 10 de agosto de 2013

Conto que relata o fim do mundo para um e não para todos. Homem que crê em novo dilúvio universal refugia-se em local que acredita seguro. Mas o fim sempre nos encontra onde quer que nos escondamos.

5- Marcelino Freire – Sertânia – 31 di Julio di 2013

Homem do sertão narra o fim do próprio mundo onde o mundo acaba todos os dias. Marcelino insere uma viagem à lua perfeitamente dispensável. A realidade concreta de um homem habituado à luta diária pela sobrevivência  sequer cogita viagens espaciais.

6- Xico Sá – São Paulo – 31 de julho de 2013

Crônica cotidiana, reclamações e constatações. Fim do mundo aguardado com festividade e desdém num botequim.

7- Menalton Braff – Terra, 30 de junho de 2013

Distopia revela um planeta completamente esgotado. Humanidade regride às suas condições mais primitivas. Especulação inverossímil. Muito pouco tempo para que tal magnitude de degradação nos atingisse.

8- Luis Dill – Londres – 31 de julho de 2013

Droga psicotrópica nova demonstra poder muito acima das expectativas. Viagem no tempo e o fim do mundo explicado de maneira muito convincente.

9- Marne Lucio Guedes – Mundo – 31 de julho de 2013

Conto intenso. Homem liberto da fé a que se entregou avidamente ao tomar conhecimento do fim do mundo mergulha no vício e na degradação. Texto forte e muito bem trabalhado.

10 – Moacyr Godoy Moreira – São Paulo – 31 de julho de 2013

Criminoso em penitenciária se penitencia ao irmão pio. Alusão a êxodo humano em busca de novos planetas põe o conto em xeque. Inverossímil, embora pungente.

11 – Brontops Baruq – Metrópolis – 30 de julho de 2013

Já publicado num dos Portais. Conto cru, pragmático e pungente. Lamento ter sido alterado. Provavelmente uma exigência editorial que não esconde a sombra pútrida da censura, mesmo que razões internas tentem justificar.

12- Claudio Brites – Cidade desconhecida – 3 de agosto de 2013

Conto narrando um final de mundo que me faz lembrar vagamente de Blecaute de Marcelo Rubens Paiva e Escuridão de André Carneiro. Junte alguns gigantes e voilá! Uma narrativa enlouquecida do último homem (zumbi?) sobre a terra.

13 – Luiz Bras – São Paulo – 31 de julho de 2013

Homem do futuro envia carta a homem do passado. Pequeno detalhe: trata-se do mesmo homem. Fim do mundo prenuncia revolta de cupins, baratas e (trecho ilegível). Construa uma (trecho ilegível) ou morra dolorosamente.

14 – Fausto Fawcett – 31 de julho de 2013

Firma promotora de apocalipses mata o leitor desavisado com verborragia intensa e coordenada e deixa o senhor Armageddon em maus lençóis. Os pólos magnéticos continuam numa boa, os ventos solares também, mas acho que precisarei passar uma temporada numa câmara hiperbárica.

Contos imediatos – sorteio

28/07/2010

Seguindo a política de realizar sorteios eventuais, coloco agora dois exemplares de Contos Imediatos, livro organizado por Roberto de Sousa Causo e publicado pela Terracota Editora, na pauta. Concorrerão aqueles que (repito sempre isso) deixarem comentário com email válido. A tecnologia de sorteio já é conhecida por todos (e quem não conhece, pergunte ao vizinho). Vale dizer que tem conto meu nesse livro. Se isso é garantia de qualidade? De jeito nenhum. Mas quem tem ânsias de criticar algo que eu tenha escrito, aí está uma boa oportunidade… rs.

São esses os autores presentes na obra: André Carneiro, Ataíde Tartari, Ademir Pascale, Chico Pascoal, João Batista Melo, Jorge Luiz Calife, Luiz Bras, Miguel Carqueija, Mustafá Ali Kanso, Sidemar V. de Castro, Tatiana Alves e eu.

Os ganhadores anteriores poderão participar, sem problemas.

Gostaria de desejar boa sorte para todos, mas só dois vão ganhar. Então, boa sorte a dois de vocês!

Livros recebidos. Resenhas e comentários em breve.

06/07/2010

Recebi nesses dias, seis exemplares de Paraíso Líquido de Luiz Bras (enviado graciosamente pelas Terracota Editora)  e um exemplar de O caçador de apóstolos de Leonel Caldela (enviado pela Jambô Editora).

Serão lidos e resenhados pelo Saint-Clair ou lidos e comentados por mim. Quiçá ambas as coisas.

Um dos exemplares de Paraíso líquido, ou mais deles, serão sorteados no blog nos próximos dias. Então, fiquem atentos.

Há mais livros chegando, que eu sei. Quando estiverem em minhas mãos, aviso. É provável que mais sorteios sejam realizados futuramente.

Agradeço imensamente aos escritores e às editoras que vêm enviando suas obras.

Cartas do Fim do Mundo. É amanhã!

11/12/2009

Não deixem de comparecer ao lançamento que será amanhã, 12 de dezembro, as 15h, na livraria Martins Fontes da Av. Paulista, 509 – pertinho do metrô brigadeiro.

Organizado por Claudio Brites e Nelson de Oliveira, o livro publicado pela Terracota Editora reúne treze cartas de autores novos e consagrados, escrita lá do fim dos tempos. Mais precisamente do dia 31 de julho de 2013, quando o mundo realmente terá seu fim.

Há ainda uma carta apócrifa e um artigo científico da Dra. Nicole Hudson, traduzido pelos organizadores, que trata dos documentos antigos de várias civilizações e de seus indícios sobre o fim dos tempos e sobre a data supracitada.

Os autores são: Moacyr Scliar, Raimundo Carrero, Marcelino Freire, Márcio Souza, Fausto Fawcett, Braulio Tavares, Xico Sá, Menalton Braff, Luis Dill, Luiz Bras, Marne Lucio Guedes, Brontops Baruq, Moacyr Godoy Moreira e Claudio Brites.

Nada melhor que um excelente livro para fechar um ano que foi pra lá de bom na literatura de gênero nacional.