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Ano novo, romance novo, casa nova.

22/01/2013

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Frontal Terracota

Venho, desde meados de 2011, laborando em várias frentes. Comecei em setembro do ano retrasado um thriller de Ficção Científica, suspense e mistério que me absorveu até fevereiro de 2012. Na verdade, ele vem me absorvendo até agora já que não consigo abandoná-lo, estou sempre mexendo numa coisa aqui, noutra ali.

Já disse várias vezes que, quando me ocupo com um romance, não há espaço na minha cabeça para outros formatos. Mergulho no trabalho e só me preocupo com contos ou noveletas quando o termino. Por pensar assim, deixei de participar de algumas submissões. Por outro lado, participei de algumas coletâneas porque já havia me comprometido com elas (como convidado). Nesses casos, e só neles, passo por cima de minhas restrições e me esforço em cumprir com a palavra dada.

Posso dizer que 2012 foi um ano bastante profícuo em publicações em coletâneas, embora não tenha publicado nenhum romance.

Três meses depois de ter oficiosamente terminado esse thriller, explodiu uma nova ideia em minha cabeça. Foi tão arrebatadora que não consegui me desvencilhar dela até que a tivesse concluído, o que aconteceu no começo de julho de 2012. Um pouco mais de dois meses e meio para escrever cerca de 250 páginas.

Esse romance de FC, ao contrário do anterior, não passou por várias mãos e várias editoras em busca de publicação. Passou por apenas uma só mão e a decisão em publicá-lo foi rápida.

Trata-se de O homem fragmentado, e a editora que aceitou o desafio de colocá-lo no mercado foi a Terracota Editora.

Tenho admiração pela Terracota. Venho acompanhando seus lançamentos, seu trabalho editorial, seu comprometimento, o diz-que-diz na mídia em relação a esses lançamentos, os autores publicados, os projetos executados.

Posso dizer que houve escolha da minha parte. Remeti o original para as mãos de Claudio Brites, certo de que queria publicar sob a sua batuta. E eu lhe disse isso. Era necessário, claro, que ele também o quisesse.

O “sim” veio algumas semanas depois, com elogios ao trabalho. O que muito me envaideceu.

Trata-se de um projeto onde tentei dar tudo de mim: construir bom cenário e boa ambientação, esculpir personagens fortes e bastante realísticos, desenvolver tramas e subtramas convincentes, dar ao trabalho meu toque especial na questão de ritmo tentando transformá-lo num page turner.

Se consegui isso, ou não, vocês mesmo me dirão quando o livro for lançado, ainda este ano.

Adianto um texto promocional que diz muito (se não tudo) da obra:

O homem fragmentado

Imagine-se arrasado pela culpa. Responsável pela morte de seu filho e pela vagarosa e inexorável dissolução do seu casamento. Imagine-se sem mais nenhuma perspectiva de vida; desmotivado profissionalmente, sem mais sonhos, nem esperanças.

Imagine um revólver em suas mãos. Imagine-se apontando-o para a própria cabeça e… puxando o gatilho.

Imagine um possível “depois disso”:

Seu filho vivo, seu casamento em pé, sua vida, a vida, outra vida, uma vida desconhecida e assustadora.

Imagine-se num mundo que não lhe pertence. Tendo amigos que nunca foram os seus, uma família que nunca foi a sua. Imagine-se consumido por um delírio difícil de refrear.

Imagine-se morrendo consecutivas vezes e vendo surgir novas e sucessivas realidades que violentam a sua ciência de realidade.

O homem fragmentado fala de alguém que vê seu mundo ser desconstruído e assiste, perplexo, a ruína de todas as suas verdades. Ao ponto irreversível da loucura ou da liberdade numa última e epifânica revelação.

***

Ainda é cedo para falar de capa e projeto editorial, mas, quando tiver novidades, eu as posto aqui.

Ah, obrigado Terracota!

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