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Capa da coletânea Brinquedos Mortais revelada.

22/03/2012

Brinquedos Mortais nasceu a partir do conto de Saint-Clair Stockler que, mesmo curto, me causou impacto. Enxerguei na mesma hora a possibilidade de ampliar o universo que aquele conto apenas permitia entrever e idealizei essa coletânea. A Editora Draco abraçou a proposta e pusemos, então, mãos a obra. Poderíamos tê-la aberta inteira para submissões, mas nos preocupamos prioritariamente com a qualidade literária e, para evitar longas buscas e exaustivas análises, achamos por bem convidar seis integrantes, certos de que não nos decepcionariam (e, de fato, não nos decepcionaram).

São eles: Ataíde Tartari, Braulio Tavares, Carlos Orsi Martinho, Lúcio Manfredi, Luiz Bras e Roberto de Sousa Causo.

As outras quatro vagas nós as deixamos para a disputa de contendores hábeis. E que vencessem os melhores. Foram muitas as submissões e algumas delas tão boas que nos causaram verdadeira dor deixá-las de fora.

Os quatro selecionados foram:  Brontops Baruq, João Beraldo, Pedro Vieira e Sid castro. Com as narrativas dos organizadores, a coletânea perfaz ao todo doze contos.

Sinopse oficial:

Brinquedos mortais, uma coletânea organizada por Saint-Clair Stockler e Tibor Moricz, reúne 12 autores que apresentam universos díspares e, ao mesmo tempo, convergentes, dialogando com o inusitado, o assustador, o cômico e o repulsivo. Burilam seus textos com cuidado cirúrgico, capricham na prosa para oferecer aos leitores uma excelente literatura de entretenimento.

Bonecos cheios de más intenções, brinquedos ameaçadores, jogos estranhos e perigosos. Narrativas onde a morte é uma constante e onde a vida em todas as suas formas está sempre por um fio.

Ataíde Tartari , Braulio Tavares, Brontops Baruq, Carlos Orsi Martinho, João Marcelo Beraldo, Lucio Manfredi, Nelson de Oliveira, Pedro Vieira, Roberto de Sousa Causo, Saint-Clair Stockler, Sid Castro e Tibor Moricz convidam os leitores a penetrar em mundos ameaçadores e a compartilhar essa fascinante e mortal experiência.

Breve sinopse de cada conto:

• Um FDP blindado (Ataíde Tartari)

Numa releitura de Dorian Gray, o conto narra a cabulosa história de Dagá, um rapaz protegido de todas as terríveis consequências de seus atos por um incrível artefato Hi-Tech.

• HAXAN (Braulio Tavares):

Num futuro próximo, um grupo de garotos se diverte praticando pequenas transgressões, fugindo das milícias armadas, e usando aparelhos de realidade virtual com fins educativos para brincadeiras violentas.

• Astronauta (Brontops Baruq)

“As câmeras de observação de raios-x já foram objetos de uso puramente militar. Hoje qualquer camelô vende uma de brinquedo tão boa quanto as usadas pelo Exército. Com estes binóculos, é possível acompanhar a rotina e os rituais de um estranho casal, que mora no edifício em frente. Dentro de alguns minutos, será chamada a polícia. Não é maldade, é apenas outra brincadeira.”

• Grande Panteão (Carlos Orsi):

Deuses ou brinquedos? No grande panteão, sacerdotes de todas as crenças e divindades preparam seus encantos para o festival, mas nem tudo que parece mágica realmente é: engrenagens, carvão e vapor criam os milagres a que milhares de peregrinos esperam assistir.

• Brinquedo perfeito (João Beraldo)

Explorar o espaço pode ser mais fácil do que lidar com uma adolescente. É o que descobre Thiago, viajante espacial e pai solteiro. Tentando se aproximar da filha, compra em uma de suas viagens o presente perfeito.

• Hipocampo (Lúcio Manfredi)

Um game, um cavalo marinho, labirintos intermináveis e mundos paralelos. Cuidado com suas escolhas. Elas podem mudar drasticamente o mundo à sua volta.

• Daimons (Luiz Bras)

Daimons (antiga palavra grega que significa espíritos) é sobre um grupo de brinquedos inteligentes conspirando contra a hegemonia humana. Os brinquedos querem tomar o poder e pra isso precisam da ajuda das crianças, que eles tentam manipular a seu favor. Nesse conto, os brinquedos agem como consciências más, sussurrando ordens no ouvido das crianças, torturando as mais desobedientes.

• Austenolatria (Pedro Vieira)

Em Austenolatria, o estranho fetiche de um professor de literatura inglesa pelas heroínas da obra de Jane Austen deixa de ser inofensivo quando provoca ciúmes em Elizabeth Bennet e seu seleto círculo de amizades.

• Um herói para Afrodite (Roberto de Sousa Causo)

Tudo começa quando Leandro Vieira adquire, por uma pechincha, uma estatueta, estranhamente erótica, de uma mulher de beleza estonteante. Uma brincadeira revela que a deusa representada na estátua o quer como seu herói. O preço a pagar é, porém, muito alto.

• O homúnculo (Saint-Clair Stockler) 

A mais perfeita engenharia genética. Homúnculos para o deleite, para o prazer de adquirentes perturbados pela rotina. Uma brincadeira que deixa de ser divertida para começar a ser dolorosa.

• O segredo do McGuffin (Sid Castro)

Nos sombrios módulos da mais antiga Estação Espacial do Universo, na gigantesca Central da Galáxia, o detetive Sol Spada enfrenta a sedução de uma sereia laureana, a ameaça de gangsteres alienígenas e a desconfiança de um policial robô de dúbia honestidade, enquanto busca o McGuffin, um artefato dos Primordiais que pode conter… o Segredo do Universo!

• Boneca Dendem, feliz quem a tem (Tibor Moricz)

A ânsia de sentir o plástico e os circuitos internos de seus corpos substituídos por carne e sangue, move um a um os bonecos de uma cidade inteira numa viagem ao passado na busca incansável dessa realização.

***

Fiquem ligados que o lançamento é breve, muito breve… 🙂



Dieselpunk anuncia autores escolhidos.

04/05/2011

Foram lançadas, este ano, duas coletâneas que encarei com elevada seriedade e julguei importantes demais para ficar fora delas. Claro que sempre soube que as minhas chances ombreavam as mesmas de dezenas de outros candidatos e na escolha dos melhores eu poderia ser recusado.

Tratam-se das coletâneas Queer (Tarja editorial – organização de Cristina Lasaitis e Rober Pinheiro) e Dieselpunk (Editora Draco – organização de Gerson Lodi-Ribeiro).

A noveleta para a Dieselpunk ficou pronta primeiro (+ ou – duas semanas para escrevê-la), mesmo porque essa coletânea foi anunciada bem antes (já no último Fantasticon, extraoficialmente). Mas, por outro lado, o conto para a Queer foi o que menos me tomou tempo. Escrevi-o em meras duas horas, embora dar o primeiro passo tenha levado algumas semanas.

Ambos os trabalhos tem para mim uma grande importância porque dei a eles o que tinha de melhor. Tanto um quanto o outro passou pela leitura atenta de alguns leitores beta e ambos foram bastante elogiados. Enviei-os na certeza de estar concorrendo a uma vaga com boas chances de obtê-la.

Bem, fui recusado na Queer e isso me deixou chateado, como, claro, não poderia deixar de ser. Qualquer escritor com o mínimo de miolos na cabeça fica chateado quando é recusado para um projeto. Desejo à essa coletânea todo o sucesso do mundo e que seja precursora de outras tão inovadoras quanto ela.

Mas, por outro lado, fui aprovado para a Dieselpunk. E estou radiante com isso já que reputo a Gerson Lodi-Ribeiro umas das mais importantes cadeiras dentro da literatura de gênero nacional e ter um trabalho aprovado por ele significa muito para mim (significa muito para QUALQUER um).

Com bastante orgulho, dividirei espaço com:

– Antonio Luiz Costa – Ao perdedor, as baratas

– Cirilo Lemos – Auto do extermínio

– Sidemar castro – Cobra de fogo

– Octavio Aragão – O dia em que Virgulino cortou o rabo da cobra sem fim com o chuço excomungado

– Carlos Orsi Martinho – A fúria do escorpião azul

– Tibor Moricz – Grande G

– Hugo Vera – Impávido colosso

– Gerson Lodi-Ribeiro – País da aviação

– Jorge Candeias – Só a morte te resgata 

Com lançamento já programado para acontecer no próximo Fantasticon, antecipo-me bastante atarefado nessa data. Autógrafos para a Dieselpunk, autógrafos para O Peregrino. Para um autor não há nada melhor do que isso, ou há?

Parabéns à Editora Draco, parabéns ao organizador e parabéns a todos os escolhidos que figurarão nessa importante coletânea.

E as boas resenhas não param!

29/04/2011

Meu romance O Peregrino tem recebido avaliações muito boas dos leitores brasileiros. O bastante para me fazer acreditar que acertei a mão ao escrevê-lo. Foram, afinal, cerca de seis meses de trabalho, numa imersão total, que inclui desde os primeiros esboços do livro com o acompanhamento dos leitores beta até o período de finalização onde todos os apontamentos foram observados e corrigidos.

Alguns capítulos desapareceram inteiros, dando lugar a outros ou simplesmente jogados fora. Mexi e remexi muitas vezes e ainda fiz passar por mais duas leituras beta depois das duas primeiras e das correções necessárias que essas leituras apontaram.

Ou seja, O Peregrino deu bastante trabalho mas foi altamente recompensador. Além das resenhas positivas feitas por Cesar Silva, Daniel Borba e Álvaro Domingos, soma-se a elas, agora, a resenha feita por Larry Nolen, editor e crítico Norte-Americano.

Ele destaca, principalmente, a qualidade da minha prosa, comparando-a, em alguns aspectos, com a de Cormac McCarthy, coisa que obviamente me deixou bastante satisfeito.

Você pode lê-la no original, aqui. Ou pode ler o texto colado abaixo, em bom português:

OfBlog – Tibor Moricz, O Peregrino (The Pilgrim)

Uma escuridão imensa.  Silêncio.  Um nada absoluto.  Foi assim por um tempo desconhecido.  Até que se iniciou um rumorejar.  Como água correndo pelo leito de um rio.  De começo uma correnteza leve.  Depois uma enxurrada que sai arrastando tudo o que encontra pelo caminho.  Estava mergulhado nela, sendo arrastado.  Ora submergindo, indo até as profundezas mais densas, ora explodindo na superficie, procurando por ar.  A água corria por leitos impenetráveis.  Embora estivesse sendo conduzido violentamente para algum lugar, era-lhe impossível determinar o seu destino.  Era-lhe impossível determinar qualquer coisa, porquanto a escuridão ainda imperasse. (p. 9)

A passagem de abertura do romance do escritor brasileiro Tibor Moricz, O Peregrino: Em Busca das Crianças Perdidas (2011) chama a atenção pela rigidez. Ao longo do primeiro terço desse romance curto (196 páginas), a narrativa de Moricz está repleta de frases curtas e afiadas que ilustram a dureza da terra pela qual perambula o peregrino do título. Esta terra é uma visão do Velho Oeste americano no século 19, através dos olhos de um estrangeiro. A leitura foi interessante pelo tanto de estranheza que causou em alguns momentos.

A história que Moricz escreveu sobre o peregrino (seu nome, embora revelado na narrativa, vai permanecer em segredo para os poucos que desejem ler o livro em português) captura essa sensação de brutalidade e estranheza no mundo que tantas vezes inspira outros a vaguearem em direção a seu abraço implacável. Não é uma história simples; há alguns apartes e passos em falso que encontrei enquanto lia. Mas foi uma história que prendeu minha atenção ao longo da narrativa.

O que mais gostei em O Peregrino foi a prosa de Moricz. Ele usa passagens curtas e descritivas para expor a sua versão do oeste americano de uma maneira que, às vezes, me fez lembrar de Cormac McCarthy. Isso não quer dizer que suas histórias sejam parecidas, mas sim que suas narrativas compartilham uma brutalidade que chega a ser semelhante. A escuridão está presente o tempo todo neste romance, desde as primeiras linhas até o final. Em alguns pontos, há um pouco de luz, mas são momentos que servem apenas para enfatizar a desolação que encontrei em várias cenas.

Um problema que tive foi com os nomes. Talvez devido a ser um escritor estrangeiro (ao menos para mim), os nomes utilizados por Moricz para várias pessoas soaram um pouco fora — às vezes inadequados — de lugar. Mas, novamente, essa sensação de “fora de lugar” não prejudicou a narrativa, mas deu-lhe uma espécie de sensação estranha ou transposta, como se o Oeste americano não fosse aquele lugar onde mitos são criados, com o qual já estou acostumado, mas tivesse sido transformado em algo menos familiar e ligeiramente mais ameaçador. Esta qualidade fez de O Peregrino um trabalho imaginativo agradável, apesar de pequenas falhas, que chamará a atenção de quem quiser ler uma história ambientada no Oeste americano, com alguns elementos de steampunk acrescentados em boa dose.
Larry Nolen

Pare de ler e vá fazer algo mais interessante.

29/03/2011

Fico surpreso e chocado com as pessoas que leem centenas de livros por ano, estabelecendo recordes sucessivos. São alienígenas. Imagino que quase não fazem outra coisa, mergulhados em páginas e mais páginas, vivendo outras realidades (para eles, talvez, menos mortas?), concebidas por terceiros.

Nada tenho contra a leitura, mas há tantas coisas mais interessantes a fazer, tantas coisas mais importantes, tantas mais enriquecedoras, que me parecem tolos os que evitam fazer essa mesma constatação.

Em vez de abrirem um livro, experimentem passear pelo bairro. Vejam as pessoas, com todas as suas características mais marcantes, suas idiossincrasias. Observem a vida como ela se apresenta aos seus olhos. Visitem amigos, apareçam na casa de parentes, socializem mais. Observem os pássaros, os animais, os insetos… o menor deles. São fascinantes.

Vão às praças e acompanhem o leve farfalhar das árvores, a brisa que movimenta as folhas secas. Brinquem com seus filhos, interajam com a esposa, com o marido ou com o parceiro. Conversem mais, distraiam-se com outras coisas.

Façam palavras cruzadas, leiam um gibi despretensioso (e não aquele que movimenta as rodas culturais de gênero), vejam TV com o senso crítico desligado. Sejam menos chatos. Tirem a bicicleta do sótão e vão pedalar. Empinem pipa, vão à sorveteria, tomem pingados com pão e manteiga, conversem sobre futebol, basquete ou o esporte que preferirem. Vão jogar videogame.

Vão pescar. Passear na orla da praia, levar o cachorro pra fazer xixi, correr e brincar com ele como se fossem novamente crianças. Façam bolas de linha e deixem os gatos malucos. Observem o céu, o Sol, as nuvens. De noite, contem estrelas e olhem fascinados para as constelações, todas elas, as que puderem encontrar e identificar.

Fechem o livro e o coloquem num ponto tão alto da estante que sintam preguiça de voltar a buscá-lo mais tarde.

Vão ao cinema, comam pipoca e tomem Coca-Cola, rindo à toa. Liguem para sua mãe ou para seu pai e combinem um final de semana diferente. Vão flertar, sintam-se bonitos e desejados, sorriam mais, riam mais, sejam espalhafatosos, esquisitos, diferentes. Façam mais sexo. Interiorizem-se, meditem.

Há tanta coisa fascinante acontecendo à sua volta, que fugir para outras realidades se torna uma bizarrice sem sentido. Quase uma patologia.

Mas não quero que parem de ler. Ler é importante. Muito importante. Só não permitam que isso se torne a grande razão da vida de vocês.

A vida é linda demais para a desperdiçarmos dessa maneira.

Já saíram as primeiras provas de O Peregrino.

04/03/2011

Saíram ontem a noite as primeiras imagens das provas de O Peregrino. Fico muito satisfeito em ver o meu bebê prestes a vir ao mundo. É uma emoção sempre intensa, mesmo quando já publicamos outros livros.

O Peregrino é, com certeza, o livro mais bem trabalhado até agora, sem os problemas de revisão do primeiro (Síndrome de Cérbero – 2007), sem os problemas (depois corrigidos, mas aí a imagem já tinha ido pro beleléu) de desmantelamento (sou conhecido como o autor de Fome, o livro que veio em fascículos) do segundo (Fome – 2008).

Trata-se de uma obra feita com capricho nos mínimos detalhes, da trama ao acabamento e editoração.

Já se encontra em pré-venda e pode ser encomendado nas livrarias virtuais. E logo, poderá ser encontrado numa livraria perto da sua casa.

Visitem o link abaixo e vejam outras imagens de O Peregrino além de provas e impressões de outros livros da Editora Draco, como O Baronato de Shoah de José Roberto Vieira, O castelo das águias de Ana Lúcia Merege e Crônicas de Atlântida, o tabuleiro dos deuses de Antonio Luiz M. C. Costa.

https://picasaweb.google.com/ericksama/MesaDoEditor03032911#

E como anda Brinquedos Mortais, hein?

10/01/2011

Muita gente deve estar se perguntando como anda a coletânea Brinquedos Mortais, que estava prevista para sair em 2010, publicada pela Editora Draco e organizada por mim e Saint-Clair Stockler.

Nem sempre as coisas acontecem como a gente quer. Fatores externos à nossa vontade acabam atrapalhando algumas programações.

Assim como aconteceu com O Peregrino, cuja publicação estava prevista para 2010, a coletânea Brinquedos Mortais também foi deixada para 2011. Mais provavelmente para o período de junho/julho.

Espero que todos os autores envolvidos no projeto se tranquilizem. Logo, logo nossos trabalhos estarão sendo publicados. Afinal, o tempo passa rápido (ainda mais depois que a gente ultrapassa os 50) e quem esperou até agora, espera um pouquinho mais 🙂 .

Eu sou foda, cara!

22/09/2010

Hoje eu ia fazer outra postagem. Ia falar da coletânea Solarium 2 publicada pela Editora Multifoco, mas fui surpreendido pelo Paulo Elache me informando de que meu conto inédito Eu sou foda, cara!, havia sido postado em formato de podfiction.

Trata-se de uma experiência totalmente nova para mim. Escutar um conto da gente sendo narrado é fascinante, acreditem.

Ouçam e façam seus comentários. Eu sou foda, cara!, foi um dos contos que mais me divertiu escrever. Espero que divirta a todos vocês ouvi-lo.

http://www.dimensaonerd.com/2010/09/21/podespecular-podfiction-06-eu-sou-foda-cara-de-tibor-moricz/#awp::2010/09/21/podespecular-podfiction-06-eu-sou-foda-cara-de-tibor-moricz/

Contos imediatos – sorteio

28/07/2010

Seguindo a política de realizar sorteios eventuais, coloco agora dois exemplares de Contos Imediatos, livro organizado por Roberto de Sousa Causo e publicado pela Terracota Editora, na pauta. Concorrerão aqueles que (repito sempre isso) deixarem comentário com email válido. A tecnologia de sorteio já é conhecida por todos (e quem não conhece, pergunte ao vizinho). Vale dizer que tem conto meu nesse livro. Se isso é garantia de qualidade? De jeito nenhum. Mas quem tem ânsias de criticar algo que eu tenha escrito, aí está uma boa oportunidade… rs.

São esses os autores presentes na obra: André Carneiro, Ataíde Tartari, Ademir Pascale, Chico Pascoal, João Batista Melo, Jorge Luiz Calife, Luiz Bras, Miguel Carqueija, Mustafá Ali Kanso, Sidemar V. de Castro, Tatiana Alves e eu.

Os ganhadores anteriores poderão participar, sem problemas.

Gostaria de desejar boa sorte para todos, mas só dois vão ganhar. Então, boa sorte a dois de vocês!

Cadê os contos?

27/01/2010

No último minuto, da última hora, do último dia de fevereiro se encerrará o prazo para o envio dos contos dos que se propõe a testar o talento, numa disputa acirrada para fazer parte do time de autores convidados da coletânea organizada por mim e por Saint-Clair Stockler.

Sabemos que essa não é uma tarefa fácil, já que as avaliações serão rigorosas. E justamente por isso nos perguntamos se a quantidade de contos enviados até agora, que foi ínfima, na casa da dezena, reflete exatamente o temor dessa disputa. Ou se, por outro lado, como bons brasileiros, estejam, quase todos, deixando para a última hora o envio dos seus trabalhos.

Esperamos que seja a última opção, embora ela nos obrigue a ler inúmeros contos num prazo exíguo de tempo, numa corrida insana contra o relógio.

Só para deixá-los preocupados, adianto que dos dez contos recebidos lemos até agora quatro. E desses quatro nenhum se salvou.

Essa foto é pra vocês se estimularem.

Afiem as lâminas, vistam as armaduras, empunhem suas espadas.

O bicho tá pegando.

ADENDO DE ÚLTIMA HORA – Acabei de ler um conto enviado e tenho o prazer de informar que foi pré-selecionado. Isso não significa que está garantido, mas é um quase um gol de letra.

Romance O Peregrino anuncia editora.

22/01/2010

Aguardei até que algumas negociações se resolvessem para anunciar a editora que publicará meu novo romance O Peregrino. Não acabou muito diferente do que eu já esperava, dentro de um exercício de adivinhação baseado em dados mais ou menos consistentes. A Editora Draco abraça mais um projeto para este ano e publicarei meu terceiro livro em 4 anos, com mais dois já engatilhados para breve.

O Peregrino nasceu de uma brincadeira que costumo fazer com bastante frequência. Começar a escrever sem uma ideia na cabeça. Digitando palavras seguidas, deixando-as completarem parágrafos. Um parágrafo após o outro até eu me dar conta de que algo bom está nascendo (ou me dar conta do contrário e jogar tudo fora).

Era pra ser um conto mas se transformou num romance ambientado no meio oeste americano, ano aproximado de 1870.

Começa com um homem despertando numa caverna. Seminu, cabeludo, barbudo, com unhas longas e retorcidas. Sem memória nenhuma do passado. Ao seu lado, um Colt45 reluzente como novo.

Ele sai em busca de respostas para a sua vida e acaba realizando uma longa peregrinação por três cidades – Downtown, Middletown e Uptown – numa procura contrafeita por crianças perdidas. Além delas, ele está atrás de si mesmo e de seu passado nebuloso.

O romance não consegue se definir como gênero, sendo apontado por alguns leitores críticos como Steampunk, por outros como Fantasia.

Para mim, é a minha grande obra de 2010, independente do gênero a que pertença.

E tenho certeza de que será uma boa leitura para todos vocês.

Obrigado, Editora Draco.